Cartas para você, no futuro

Você está tão grande meu amor. Tão lindo. Tão fofo.

Às vezezs me paro pensando o quanto você cresceu. O quenato está esperto. Paro para admirar cada pedacinho seu e aproveitar, porque sei que passa rápido.

Tem horas que estou sem paciência, os problemas comigo mesma me deixam impaciente e eu tento nao deixar isso te afetar, mas nem sempre eu consigo. E depois me arrependo.

Queria ser uma mãe melhor pra você, meu pequeno. Você merece o melhor do mundo.

Odeio quando as pessoas ficam te comprando as outras crianças, povo chato, deixa cada um ser e fazer o que quiser. Agora ficam se metendo com o fato de você usar fraldas e sua prima não. Vao se f#$%@.

Descupe o palavrão. Mas é essa minha vontade de dizer as pessoas. Eu sei que você não vai ficar de fralda o tempo todo, e queria te deixar livre pra largar quando quiser.

Sei que também passa pela minha cabeça que você está grande. Que você mal está cabendo nas fraldas mais. Eu queria te ver sem fralda mas não queria te pressionar. Queria te ajudar a deixar, que fosse algo leve, tranquilo. Não sei se vou conseguir.

Agora, sua prima parou de mamar, já visualizo que vai ser o próximo comentário maldoso das pessoas, que você está grande pra ficar no peito. Mas ai, ai eu não sei se vou aguentar ficar calada.

Amamentar você é a melhor coisa. O que eu mais desejei, desde que você nasceu, eu só pensava que eu precisava conseguir. No início eu comemorava o que conseguia, não sabia ate quando iria conseguir levar, porque era difícil. .as a gente foi vencendo. Um dia, um mês, 6 meses, 2 anos… e la se vão 3 anos 6 meses e 4 dias. E eu sinto que o fim está próximo.

Ultimamente, tem ficado difícil de novo, tenho ficado impaciente e nao sei porque. Você adora rstar em um peito e mexendo no outro, e por vezes isso tem me irritado. Nao o fato de você mamando, mas a maozinha no outro, porque tem me incomodado mais que o normal. Às vezes vou lá e tiro sua mão outras falo contigo, ou ainda, seguro sua maozinha aberta, parada em cima dele.

Ai por vezes paro e penso, que já está tão perto do fim, que logo, vou ter me arrependido de ter recusado esses momentos. Não sei como vai ser. Mas sei que um dia vai acontecer. Um dia nao vou ter mais esses olhinhos lindos me olhando. Ouvir sua risadinha com o peito na boca, suas maozinhas apertando, brincando com eles, esses dias, você ficou falando engracadinho, peitinho fofinho, lindinho… me derreto toda.

Oh meu amor. Vou parar hoje por aqui, acordei mais de meia noite pra você ir pro peito e eu impaciente não conseguir dormir, agora to aqui chorando e escrevendo, pensando que preciso dormir porque amanha cedo eu tenho de ir trabalhar mas eu não queria. Tem dias que a mamãe fica assim, chorosa do nada, sem saber o que fazer. Te amo muito viu

Depre com roupa

Essa semana eu fui na rua olhar um vestido pra o batizado de meu filho. Nao achei. O que era melhor, muito caro pro meu orçamento e nem era algo que eu sentisse que queria conprar. No fundo, acho que eu não queria conprar nenhum, por isso demorei tanto a escolher um online, até não dar mais tempo de chegar.

Ai no outro dia fui de novo, acabei comprando um barato, só porque não aguentava mais, ter de procurar, nada me agradava, eu queria me livrar daquilo.

Depois, precisei ir pro curso na igreja e esqueci de lavar a calça. O que vestir? Tentei a calça Ntiga, nao fechava. Até fechava, mas me apertando. Baixei pra ir ao banheiro e não aguentei subir de novo. Bateu a tristeza

Comecei a academia. Fui 2 dias, não gostei do lugar, acho que corro risco de lesionar, mas sigo focada. Preciso emagrecer, isso de não caber mais em minhas roupas está me deixando pra baixo

Cartas para você, no futuro

Meu amor, amanhã é seu primeiro dia de aula. Um misto de alegria e medo tomam conta de mim. Tenho medo do que vão fazer contigo, no mundo. Ao mesmo tempo percebo que você quer amigos. Que pode te fazer bem.

Você é sabido, inteligente, lindo. Sabe as letras, números e cores. Conhece melhor do que eu o nome dos carros. Sabe soletrar seu nome e dizer que “ele u ce a ese ” é LUCAS. Tem o sorriso mais doce do mundo

Te desejo sucesso, alegria e felicidades. Você é o meu mundo. Meu amor

Efeito depressão?

Já não tenho paciência com as pessoas. Quero ta no meu canto. Ontem reunimos as amigas do mestrado. Somos quatro. Fomos pra casa da que tem o bebe mais novo.

Gostou da ideia a princípio, depois ja estava reclamando. Fui porque tinha de ir. Cheguei já querendo ir embora. Percebi o quanto me desconectei da vida delas, eu não sabia das coisas, o que sabia era por cima, mas parecia que eu era a única assim.

Praticamente empurrei todoundo pra vim embora, chamei, chamei, demoraram muito, pus meu bebê no carro. As outras vieram.

Cheguei em casa cansada e com a sensação de que não foi divertido. Hoje passei o dia desanimada, acho que efeito ainda.

Pensk se pode ser efeito da depressão, essa falta de vontade de interagir com as pessoas. Mesmo assim, não quero tomar o remédio, nem voltar a terapia, não acho que resolve muita coisa. Mas enfim. Vou continuar pensando aqui.

Década de aparelho

Outro dia, olhando postagens antigas, me dei conta que já uso aparelho dental a 10 anos. É muito tempo. Certo que estou a pouco mais de 2 anos sem fazer a manutenção como deveria, mas ainda assim. Uma década com esse sorriso metálico na boca.

Não lembro como é mastigar algo sem ele. Estou perfeitamente acostumada. Nem sinto vontade de tirar pra falar a verdade.

Nas minhas metas de ano novo, coloquei q iria procurar dentista pra continuar manutenção, já que não consigo fazer no local antigo. Levou 8 meses,as hoje finalmente fui.

Pode ser paranoia minha, mas sai com a sensação de que queriam me empurrar algo. Uma cirurgia ortodomatica ou coisa assim. Numca tinha ouvido falar, até espalharem outdoor pela cidade. Ai a dentista hoje me falou disso.

Ainda assim, fui e fiz o book que ela pediu, estou sem paciência pra sair procurando outro lugar. E vejam só, em 10 anos até a foa de fazer o book evoluiu. Primeira vez que fiz, empurravam massa na boca pra fazer o molde. Agora, foi um scanner, e será impresso 3d.

Não sei quanto tempo mais esse aparelho irá ficar aqui, mas vamos descobrir

Versão 3.3

Hoje completo 33 anos. E vou dormir com uma sensação ruim, de se sentir sozinha, de sentir falta de ser importante pras pessoas. Reuni a família para lanchar, coisa simples, só pra passar a tarde junto. Chamei para virem de manhã, assim brincavam com o bebê. Já desandou dai, só veio metade ( a outra metade tava em meu irmao), e mesmo assim chegou quase Na hora de sair.

Não pude comemorar em casa porque a vizinha de baixo que implica até com o ar que a pessoa respira conseguiu que o condomínio nos aplicasse uma multa. Ai de última hora resolvemos ir pro meu irmão para não dar margem da vizinha alegar ter razão.

Mas lá, quando cheguei, não recebi parabéns, nem parecia que eu estava ali. As coisas bagunçadas. Depois alguns parabéns vieram, aquela coisa seca, sem abraços. Minha mãe me deu um beijo quando sai. Só minha tia me abraçou quando me viu. Até meu namorido só me deu parabéns no meio do dia, depois de muito me ver e porque eu cheguei e fiz cara de quem quer alguma coisa.

E na casa de meu irmão, ninguém ligou pra mim. Arrisco dizer que se eu saisse, custariam a notar. É tão triste. Poucos lembraram da data, apenas uma amiga da faculdade. Uma aluno no facebook, e dois tios que nem deviam saber, mas mandatam porque mãe foi pra festa da neta deles e disse do meu niver. Então a vida é assim. Um misto de esquecimento e solidão.

Tempo das redes

Passo muito tempo conectada. No celular. Sou do tipo de pessoa que não consegue ignorar uma notificação. Silencio todos os grupos de WhatsApp. Meu telefone vive no silencioso porque se eu escuto uma notificação, fico agoniada pra largar o que estou fazendo e ir abrir.

Conprei meu Samsung A30 logo depois que soube da minha gravidez, o celular era ótimo. Pensei em trocar quando entrou um bônus de dinheiro, adiei. Até que sem querer ele acumulou água, a umidade não deixava carregar. Foi 2x pro conserto. Chegou a hora de vender.

Colocamos a venda, sem grandes expectativas, até que no meio de uma manhã entraram em contato. Em menos de 2h o telefone se foi. E eu fiquei sem. Passei a usar o do bebê. Pra instalar o WhatsApp tive de desinstalar aplicativos basicos do aparelho, que só tem 8gb e não aceita cartão de memória. Fiquei sem redes sociais. Foi uma agonia.

O Instagram foi o que me fez mais falta. Por mais que demorasse, eu acessava o WhatsApp. Mas o instagram não. Como saber as novidades, passar o tempo? Fiquei em abstinência eu acho. Comprei um aparelho novo e toda hora olhava o rastreamento. Os dias foram passando e aquela agonia da falta de acesso melhorou.

Vi que eu gastava muito tempo online, e sem os aplicativos, eu podia fazer outras coisas, me deu vontade ser mais produtiva. O telefone novo chegou e logo instalei o Instagram. No primeiro dia vi o quanto já estava viciada de novo. Desinstalei.

Então descobri um app no celular com temporizador. Coloquei um limite de 15min no Instagram. Pouco, eu sei. Mas estou testando. Abro algumas vezes ao dia e logo saio. Deu o tempo o app fecha e me da adeus. Se precisar, posso acrescentar alguns minutos ou aumentar o tempo no temporizador. Ate agora só fiz isso no dia que fui esperar exame em uma clinica. Tem sido uma experiência interessante, vamos ver o que virá.

Depressão

Faz tempo que não estou bem. E não só não estou bem, como sei que não to bem, eu sinto. Sinto que preciso de ajuda, mas não sei dizer a qual. Troquei a psicologa quando vi que a que eu ia já não iria me servir. E na nova ia bem, até um ponto.

Um dia fiquei mal, muito mal, e resolvi mandar mensagem pra psicologa, já que ela semrpe disse que eu poderia fazer se precisasse. Ela ficou de conversar comigo, não conversou… passou. Na sessão seguinte me mandou ao psiquiatra. Fui. Péssimo. Me passou uma receita, não senti firmeza que não teria problema tomar aquele remédio amamentando, além dele dizer que o remédio me daria sono, e podia engordar, ams não teria problema, já que eu queria ganhar peso. Palhaçada. Eu queria tratar meu problema de peso, não tomar remédio cujo efeito colateral fosse esse.

Depois dai a terapia desandou, até que chegou ao fim, percebi que não teria resultado a partir daquele ponto. Resolvi procurar outra psiquiatra. Diagnóstico: depressão. Novo remédio, que ainda não tomei. Apesar de sentir mais segurança dessa vez, ainda não sinto vontade de tomar enquanto amamento. E seguimos assim, dias bem, dias mal. Um dia por vez

Desisti

Será que a gente tem outra vida? Uma pergunta que nunca vou saber responder. Mas falando por essa, posso dizer o que sinto. E o que sinto hoje, é que não tenho esperança. Já desisti de ser feliz.

Cansei de fazer, tentar, cair sempre no mesmo lugar. Entreguei os pontos. Não tenho forças para mudar e não tenho quem me ajudar.

Nessa vida vida, tenho algumas pequenas alegrias. Meu filho, maior delas. Mas é isso. Tenho ele, alguns momentos, e fim.

Hoje a noite, quando quis chorar no jantar,as segurei as lágrimas. Ele pos a maozinha em meu braço. Pode ter sido involuntário, ou não, não tenho como saber. Mas ao menos, por um momento, me confortou. Saber que ao menos alguém nessa vida ainda gosta de mim.

De resto, só tenho horas , dias, sem esperança de um futuro melhor. Pra que a gente vive mesmo? Hoje em dia, meu bebê é meu único motivo.

Dias difíceis

Tem dias que são difíceis, mais sombrios. Você acha que as coisas estão indo bem, mas elas desabam. Estou me sentindo mal desde o domingo, não sei explicar o porquê. Apenas uma tristeza que vem, uma angústia, ansiedade. O humor oscila.

Hoje desabei e chorei. Depois de ver o quanto tenho gastado financeiramente e o quanto eu recebo. A conta não fecha. Assim como não fecha a conta do que tenho de fazer e o tempo pra isso.

Me sinto sobrecarregada e sem ter com quem dividir. E me isolo cada vez mais. De todos. Do mundo.

Uma década

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava, hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você

A lista – Canção de Oswaldo Montenegro

Ouvi muito essa música na época final da faculdade e era dificil para mim imaginar como seriam os dez anos seguintes. Mas aqu estou, dez anos depois, lembrando do que passou. Não tenho grandes sauddes dessa época, tenho algumas boas lembranças, mas muita coisa eu faria diferente.

Tenho saudade de alguns sonhos que eu tinha, da esperança de uma vida melhor, do meu desejo de liberdade.

O início dessa década foi difícil, perdi minha avó pouco depois da formatura, a partir dai minha vida mudou muito, nem todos os ventos foram favoráveis, muita coisa eu gostaria que fosse diferente, mas eu sei que na época não tinha como, como diz Dani Carlos ” Coisas que eu sei, são coisas que antes eu somente não sabia, agora eu sei”

O fim da década também me trouxe grandes mudanças, já não sou quem eu era antes, nem durante, é uma reconstrução. Como se eu voltasse a construir castelos, porque meu mundo desmoronou, tão perto e tão longe do que já passou.

Nunca mudei tanto em tão pouco tempo.

Então é isso?

Então a vida é isso? Uma sucessão de coisas sem sentido? Qual a graça de viver isso aqui? Quem tem animo e diz gostar, me explica…

Tenho uma coisa boa apenas, meu bebê. Mas me pergunto se não fui cruel com ele ao traze-lo pra viver isso aqui.

Essa mudança, só me tras sensação de ódio. Evito até de pensar, pra tentar não odiar ainda mais, que lixo. Lixo. Lixo.

6 meses pra chegar e está essa porcaria. Piso escorregadio, o bebê já caiu de bunda várias vezes, eu quase me arrebento ontem, escorreguei e não foi poor porque me segurei, mesmo assim bati meu joelho. Doi até agora

O banheiro alaga, água empoçada. Lava roupa é uma desgraça, sobe sabão pelo raio do banheiro, fora o barulho estranho que fica. O piso todo irregular. Subir e descer escada toda hora. Tudo apertado, vivo me batendo na tomada da parede que dica pra fora no quarto. Falta tomada nos cômodos eu tenho de acordar ainda mais cedo pra dar conta do básico antes de trabalhar. E esse básico nem inclui comer direito, porque senão não dá tempo.

Então é pra isso que me acabo de trabalhar num emprego que não gosto? Pra viver essa vida de merd@. Que ódio

Em que nomento – 21 de abril

Mais um texto esquecido nos rescunhos, desta vez, de abril desse ano.

Em que momento chegou pra mim, para me dar um carinho, um conforto. Em que momento se pos no meu lugar, na minha dor, no meu sofrimento

Em que momento ao inves de me ferir com palavras, me trouxe sorrisos

Foi dificil pra todo mundo. Eu sei. Cada um sabe de si. E é por saber de si q você não sabe a dor que me causou não ter com qem dividir a dor que eu sentia, a dor fisica, a dor da alma. A sensação de incapacidade, d violencia, impotência.

Cada palavra que me cortava, me sangrava. Eu nao me importava comigo, com meu cabelo, com minha aparência, nada disso tinha sentido se eu falhava como alimento, como mãe. Era meu dever amamentar, ele precisava d mim. Eu era a unica a poder fazer isso. Se eu falhasse, nao falhava so comigo, mas com ele também. Com ele. Inocente. Frágil

Toda minha dor nao se comparava a dor dessa falha. E eu precisava de apoio. Não de mais cobranças, por um corpo que despertasse desejo, por um cabelo arrumado, por uma blusa que nao mostrasse os seios.

Quantas palavras doídas, moleca, doida… quantas cobrancas pesadas

Sim, eu precisava mudar, precisava cuidar de mim. Ainda preciso. Mas, mais do que isso, eu precisava ser acolhida, me sentir amada

Isso eu nao senti. Senti o peso das cobranças.

Natal na quarentena

Observação : esse post é de 2020, por alguma razão ficou esquecido na pasta rascunho, provavelmente porque não acabei de escrever.

Esse foi um ano dferente. Chegamos ao natal e nem parece que saímos do começo do ano. Mas o que me leva a escrever aqui não é exatamente só sobre isso. Mas sobre o que virou o natal pra mim

O dia foi estressante. Muita coisa pra fazer e pouco tempo. Minha mãe veio pra ajudar, mas pedi pra ela fazer a roupa do bebê e ela deixou pra terminar aqui, foi quase um dia.

No fim, parte da comida planejada não foi feita. Essa não foi a parte ruim. Também não é que o natal foi ruim. Não tinha como ser tendo meu bebê aqui. E tendo minha mãe e meu irmão comigo. Mas foi ruim pprque não senti a magia do natal.

Reunimos a família, a minha e a do pai do bebê ( além de uma pessoa que não é família, é amiga de uma cunhada e ainda trouxe a filha). A menina não foi um problema , mas se divide em muitas partes a questão.

1. A pandemia não acabou.

Me deu um sensação ruim o natal assim, com tanta gente. Aqui em casa tentamos fazer quarentena, mas não ficamos isolados, tentamos no início porém com o tempo tivemos que flexibilizar, com um bebê recém nascido era preciso levar pra vacina, consulta, comprar fralda, roupa. Precisamos comer e até comecamos a pedir a feira, supermercado, porém era preciso ir buscar na portaria. Enfim…

Abrir as portas de casa hoje foi um misto, queria muito que toda a família estivesse aqui no primeiro natal do bebê, ao mesmo tempo que bate o medo de algum contaminado. Deus me livre , que ele nos proteja🙏.

Somado a isso receber essa amiga, sabe, não gostei. já não sou fã dela ( pra mim natal é com família e só), até queria que o pai do bebê tivesse dito a irmã pra não convidar. Não sei por onde ela anda, sei que a família dele não faz quarentena, que a minha já começou a flexibilizar, mas o sentimento de familia é diferente.

2. Forma de comemorar o natal

Passamos um dia desgastante pra comemorar o natal a noite, tendo de esperar até quase 23h pra servir o jantar, comer, trocar presentes e acabou. Não comemos enquanto esperamos, não conversamos bobagens por não termos tanta ligação, com um bebê no colo nem comer todos juntos tinha condição

Pra quem você se arruma? Porque? Vale a pena?

Ontem aconteceu algo que me deixou curiosa, ou seria intrigada? Tanto que vim falar aqui e nem sabia que título usar. Estamos no natal, chamei pra levar o bebê pra tirar foto. Ai o pai disse que as irmãs tinham chamado pra ir ontem. Falei que minha ideia era ir cedo, pra não pegar aglomeração. Falei que a hora delas ia ta cheio. Adiantou? Não.

Deu 18h e ele não está em casa, achei que hajia desistido. Quando chegou perguntei ficou vai não vai, resolveu ligar pras meninas. Desnecessário. Cabia a ele decidir. Claro que elas diriam pra ir. Foi o que aconteceu.

Ele continuou indeciso, falei que porim iriamos outro dia, já estava tarde, ele cansado, mas cabia a ele decidir, afinal era a família dele.

Certa de que já não iriamos fui ajeitar a cozinha, ele decidiu ligar novamente pras meninas e por fim ir. Largo o que ia fazer e vamos se arrumar. Ele toda hora: já está pronta? Saimos de casa sem pano pro nariz escorrendo do bebê, sem alcool em gel. Chegamos numa praça entupida de gente, sem o pessoal usar máscara, pra tirar uma foto de natal em familia, que nem aconteceu.

Voltamos pra casa, eu com a consciência tranquila de que avisei, ele reclamamdo da escolha errada, da dor de cabeça. Quis começar a implicar até pelo percurso que faço pro trabalho, falei que usava o aplicativo que ele diz pra usar, ele falou que tinha de fazer varios testes sem. Se eu disesse que não usava, a reclamação seria pra eu usar. Ignorei a discussão.

Mas o que gerou o post nem foi isso e sim um comentário. Antes de sair, ele exaltando o quanto as irmãs tinham se produzido pra ir. E eu me senti pressionada a fazer o mesmo, me arrumar mais do que faria, como se fosse uma comparação. Não era, ou não devia ser. Temos estilos diferentes, na verdade, muito mais do que só o estilo.

Mas, por causa do comentário, tentei por algo mais arrumado, não rolou porque com a mudança muita roupa continua indisponível. Enrolei com um brinco e um colar. Ajeitei mais o cabelo e fui. As irmãs estavam como costumam estar quando saem. Ou pior, roupas feias.

Fico pensando como ele reclama tanto de mim, mas não olha pras irmãs com a mesma força. A irmã que teve bebê está tao magra ou ate mais que eu. E não vejo comentários sobre isso.

Então, eu me arrumei, não pra mim,as pra o que os outros poderiam pensar. Vale a pena? Não

Fim de um ciclo – mudança

Nunca gostei de mudanças, pelo menos não dessas planejadas. Mudar, de forma natural, ao longo dos anos, é um processo, você não consegue controlar. Mas a mudança, dessa vez, foi de casa, de vida.

A casa, enquanto estrutura, sempre teve um significado especial para mim. Sempre foicmeu sonho, meu objetivo, ter a minha casa. Foi pra isso que durante anos economizei.

A vida me levou a desviar desse objetivo. Por diversas razões. Parei de economizar e canalizei parte do que tinha em outras coisas.

Em maio de 2018, de forma inesperada, mudei para a primeira casa em que posso dizer que era minha, porque eu paguei, pelo menos o aluguel. Antes disso morei em alguns lugares, em alguns vive bem, me senti em casa, em outros não,. Faz parte.

Lembro que a busca por essa primeira casa própria foi difícil, não só em termos da mudança, do estilo de vida, de cidade. Mas a própria estrutura física, combinar espaços, localização, gostos. Eram muitas opções ruins, achei que não iria encontrar a ideal. Mas achei.

Lembro que na época, uma menina que seguia no YouTube também havia se mudado e ela falou que sentiu quando foi o lugar. Eu não posso dizer que senti, de forma intensa, mas lembrei da fala dela, era ali.

Não lembro ao certo em qual data me mudei pra esse novo lugar. Lembro que pensei que precisava aotar, pra não esquecer mas esqueci. E ok.

15 de maio ficou gravado por ser o dia que paguei o primeiro aluguel, mas não sei nem se foi mesmo assim, não faz muita diferença.

Lembro bem, por sua vez, da zasa vazia, um colchão inflável na sala, os móveis chegando. O sofá que não queriam entregr, por precisar subir 9 andares de escada já que ele nao cabia no elevador, a cama que estragou o colchão na mudança, fogão e geladeira novos, um ano sem tv , que não fez diferença pra mim

Lembro que no primeiro jantar na casa nova comprei uns bolinhos, tipo cupkace, com cobertura d chocolate, confetes coloridos tons branco e preto/marrom, pa comemorar. Comendo no chão da sala, escostados na parede, em frente a entrada da cozinha. Estava feliz.

Não cheguei a ter um sentimemto de lar, de ser meu, por vários fatores. Mas foi meu, eu sabia que era independente ali. Não ficaria desabrigada. Foi ali que chorei, que me arrependi, que oivi o que não queria, que sofri, que deacobri a gravidez que passei a pandemia, que o meu amor nasceu e cresceu.

Independente do que aconteceu, era meu lugar. A vista era linda, e por vezes olhava pra ela pra me acalmar.

Sai de lá por necessidade da vida. Não por vontade. Essa mesma vida me deu 6meses de vantagem. Era para ter saído ao completar os 3 anos de morada, eu estava péssima, sem aceitar. A vida me presenteou com mais um tempo, em que pude aproveitar mais e melhor, tudo que não aproveitei nos 3 anos.

Meu sentimento o final era de paz, uma tristeza controlada, por saber que era inevitável, mas por um motivo maior. Foi natural. Acho que minha mente se recusou a se despedir. Andei os últimos dias fotografando e filmando memórias, mesmo que dificil acreditar que estava acontecendo.

Na última vez que saí de lá, deixei os móveis o lugar, limpei as coisas que consegui, encaixotei o que pude, havia muita coisa vazia, mas estava tudo lá.

Ao fechar a porta, me veio a vontade de chorar, as lágrimas começaram a brotar, mas minha última lembrança de minha presença lá não foi como um adeus ao vazio, foi um até logo, como quando eu saia pra trabalhar, sai deixando tudo no lugar, como se fosse voltar.

Eu chorei, me despedi da vizinha, dei uma ultima olhada no elevador, espiei, da janela do carro, pela última vez aquelas janelas do 9 andar.

A chuva que caia, me fez acreditar que era um bom sinal. Que a tristeza era válida, mas algo bom estava por vim. Sempre gostei da chuva, sempre acreditei que ela tem um significado, mesmo que não saiba explicar o qual.

Eu mudei, só não sei pra onde a chuva irá me levar.

Cartas para você, no futuro – parte 4

Era para hoje ser um dia especial. Seu segundo dia das crianças. Logo cedo seu pai me mandou mensagem, para vermos um lugar pra te levar. Você dormiu até mais tarde, talvez por ter demorado a dormir ontem, porque ficou brincado com sua prima e seu avô que veio te visitar pela segunda vez.

De manhã você comeu todo o cuscuz c frango, fui pegar a iva na geladeira, havia cortado um bocado, pois sei que você gosta. Sem querer durrubei uma parte, me chateei, mas fiquei de depois colocar mais pra você. No fim da manhã te dei Melão. Você dormiu pouco mais de meio dia, passei o tempo sem olhar o celular para aproveitar o dia contigo.

Seu pai veio ficar com você enquanto eu almoçava. Fui ajeitar as coisas pra podermos sair depois que você comesse. Cortei um monte de uva, enchi seu pratinho, pra compensar o que havia caído. Você acordou quase 16h. Nem quis muito almoçar, eu tinha feito umas verduras, batata, cenoura, abobora, temperada com cebola alho e pimenta de cheiro, pus molho de tomate, misturei no arroz, feijão e frango.

Você acabou não chupando as uvas, nos arrumamos e fomos andar com seu bibi na orla, estava cheia, mas deu pra você empurrar em alguns trechos sua moto, nos outros , eu empurrei você. Já iamos embora quando encontramos seu avô. Seu pai passou um bom tempo conversando e eu fiquei dando voltas contigo ali por perto. Viemos pra casa. E foi ai que tudo aconteceu.

Sinto muito meu amor, espero que vocêe desculpe. Chegamos, você foi pro peito , demos seu banho, quando tomei o meu vim vestir sua roupa, mais peito, te deixei com seu pai e fiz o café, sentamos pra comer enquanto você também comia. Todas as cadeiras enfileiradas na parede, eu na ponta, uma vazia, seu pai na outra e por ultimo a que ficava sua cadeira ( que você nunca quis sentar)

Você começou a comer e depois foi passar por baixo das cadeiras, eu devia ter impedido, mas você já vinha brincando disso a uns dias, começou o querer pedar os grãos do almoço caidos no chão, eu nao deixei. Nesse vai e vem, foi levantar de debaixo da cadeira e bateu o rosto no chão, ouvi o barulho, o choro. Sabia que não estava bem.

Seu pai te pegou e já me desesperei. Ele começou a te balançar e você chorava, fiquie junto e você me deu os braços, quis por no peito e você não quis, vi que tinha quebrado seu dente. Falei e seu pai achou que não, tentei te acalmar pra ele conseguir ver. Eu já me culpando.

Pedi pra ele trazer o celular e coloquei o YouTube kids que você gosta, você parou de chorar e eu comecei. Seu pai estava preocupado contigo. Mesmo assim conseguiu temtr me acalmar. Me sinto uma péssima mãe por não ter evitado sua queda. Ele disse que tenho que me acalmar, porque não posso te criar numa bolha, que é pior. Eu sei. Mas me culpo. Me culpo por você ter me machucado e me culpo por me sentir tão fraca. Preciso de ajuda, urgente.

Assim que você acalmou no celular mandei mensagem pra sua dentista, ela ainda não respondeu. Prometo te levar o mais rápido nela, mesmo aparentemente você estando sem dor. Sei que precisa avaliar, aconpanhar. Vou cuidar melhor de você. Te prometo. Me perdoa, por favor.

Um gesto

Tem uma ditado que diz que um gesto vale mais que mil palavras.

Hoje me lembrei dele, me afastei de você. Ou foi você que me afastou? E me afasta cada vez mais?

A umas duas semana, eu estava toda animada (hormônios, suponho, já que a menstruação veio esses dias). Num dia desses, em que wu estava cheia de chamego pra você, tu me perguntou porque eu só ficava assim quando tknha gente em casa. Não soube responder, não havia notado um padrão. Mas algo que me veio a cabeça foi o fato de quando tem alguém pra ajudar, não fico sobrecarregada. Como tem alguém com o bebê, consigo tempo pra você.

Pois bem. Além desse meu pensamento, os hormônios deve ajudar, sempre fiquei mais animada em dias férteis.

Em todo caso, essa semana murchei, sem ajuda e com os primeiros sinais que a menstruação ia vim. Mas ficou na cabeça sua fala e eu tentava me lembrar de fazer algum carinho, fosse um abraço, um beijo ou um sorriso.

Hoje, eu tinha outras coisas para fazer, mas ao te ver deitado resolvi que te abraçar seria uma voa ideia, aproveitar uns minutos ao seu lado, nesse friozinho.

Você todo emrolado, abracei por cima da coberta, fiz carinho no rosto, uns cheiros. E lembrei da nossa conversa. Ao tempo que lembrei que você não me procura para fazer carinho. Até ai ok.

Eis então que você resolve se mover na cama, virar de lado, puxar a coberta, estica o braço, mas não me convida. Eu paro te olhando e você pergunta o que foi respondo que você me tirou do abraço e você ri, sem dizer ou fazer algo contrário, para mostrar que não foi assim.

Eu saio, meu coração em pequenos pedaços, cansado de sofrer por ti, cansado de mendigar afeto, coberto com a tristeza que o asola, sozinho.

Fico remoendo isso, e falo para ti, que não gostei do que houve. Você me diz que eu quero arrumar confusão, yento explicar como me sinto, mas você não está disposto a ouvir, já selou o veredito que não fez nada errado. Eu me calo, cansada de argumentar e ouvir que são desculpas.

Digo que estou falando para depois não reclamar que não digo as coisas que me incoodam, pra não ficar na minha consciência. Você me fala que está com a consciência tranquila, então está bem. Pra você. Não pra mim. Mas não adianta insistir, você não vai mais ouvir.

Consciente ou não, não precisou falar uma palavra para eu entender o que seu gesto quis dizer, pra eu me afastar de você. Eu comecei a ouvir, dói em mim, mas um dia, essa dor vai passar, eu vou melhorar, voltar a sorrir. Só não sei se aqui.

Falta equilíbrio

Tenho andado pensativa nos últimos tempos. Me dei conta que eu vou muito aos extremos. Já az uns anos que me interessei pelo minimalismo, cheguei a escrever algo aqui sobre isso.

Li livro, joguei coisas foras, fiz a ideia ” isso me tras alegria?”. Não deu muto certo para mim. Fui fazer low poo. Comprei cremes e mais cremes, shampoo deva, hidratação custando vários dinheirinhos. Não consegui arrumar o cabelo mesmo assim.

Resolvi ser mais natureba, usar produtos que não agredissem o meio ambiente, comprei quase mil dinheirinhos ( sério , foi um absurdo de caro) em maquiagens que não usei nem a metade.

Enfim, gastei muito tempo, dinheiro e energia em coisas que não tive resultado esperado. E não posso dizer que a culpa seja do minimalismo, low poo ou natureza. Nada disso. A culpa é minha de viver os extremos. Essa falta de equilíbrio. Não conseguir o meio termo.

Se eu ainda não sei fazer, preciso começar da base, e ur subindo a escadinha. E não o contrário, pois senão meto os pés pelas mãos e não saio do lugar.

Se perdeu

Tento descobrir onde foi que a gente se perdeu. Em que ponto da estrada a gente se afastou. Ou será que no findo nunca esteve junto?

Será que foi uma vida de ilusão, criada na minha mente. Será que o nevoeiro da minha mente sempre foi o culpado por não me deixar perceber que a gente era assim, tão diferente.

Ilusão minha achar que o meu amor bastaria, que venceria toda e qualquer situação? Onde encontrar as respostas pro meu coração?