Bom, como hoje eu já falei de coisas diferentes, mas no ultimo post eu falei sobre um texto, resolvi falar sobre um livro. Não sei se eu te disse, mas com certeza você já deve ter visto o filme: E se fosse verdade…, bem, eu adoro esse filme, mas não é dele que eu vou falar, citei ele apenas pra chegar ao livro que dá título ao post e que o ilustra também, E se fosse verdade é do mesmo autor de Tudo aquilo que nunca foi dito. Como eu sigo o submarino pelo facebook, vi uma postagem falando do livro (que por sinal não tinha pra vender lá, então não sei porque colocaram), ai tinha um link pra um blog : http://www.livrosebolinhos.com e lá tinha a resenha do livro que vou colocar logo mais pra você ver também, me interessei pela história e fiquei curiosa em descobrir o que será que tem na caixa. A primeira vista, lembrei das nossas conversas que não aconteciam, quando vi o título do livro, olhando a resenha percebi que não tinha nada a ver, mas se não fosse a ligação que fiz do título com as conversas, eu não teria ido ler sobre o livro, e assim eu não teria ficado com vontade de ler o livro, comprar ele vai demorar um pouquinho, não posso sair gastando dindin, precisaria ter uma boa promoção e frete grátis ainda mais, mesmo assim, ele vai pra minha lista de livros para ler (tenho uns lá em casa que ainda não consegui ler, e esse inaugura a lista dos pra ler que não tenho)…deixar a resenha que havia no blog livros e bolinhos pra você ler ok:
Há poucos dias de seu casamento Julia Walsh recebe uma notícia já esperada: seu sempre ausente pai não poderá comparecer à cerimônia. O que ela não esperava, porém, é que o motivo fosse justo: Anthony Walsh morreu. Obrigada a adiar a celebração para enterrá-lo, Julia não se conforma com o fato de mesmo morto o pai continuar atrapalhando sua vida. Suas diferenças sempre foram profundas e seus conflitos vinham de muito tempo. Mas agora parece que tudo está, enfim, terminado…Ou não. Isso porque, no dia seguinte ao funeral, Julia encontra uma enorme caixa no meio de seu apartamento. E ela nem imagina que esta caixa vai mudar sua vida para sempre. Infelizmente não posso entrar em detalhes porque, para alguns, o conteúdo da caixa seria um spoiler… Apesar de ser bem no início do livro. De qualquer forma garanto que ninguém jamais adivinharia no chute. A partir da descoberta do conteúdo do caixote de madeira, a vida de Julia vira de pernas para o ar de uma forma inimaginável. Junto com as lembranças de seu pai, em 7 dias vemos a protagonista se redescobrir e lidar com conflitos antigos. A história dos Walsh é incrível, mágica e surpreendente. Anthony é um personagem que nos desperta sentimentos conflitantes, conseguimos ir do amor ao ódio em poucas páginas, mas no fundo entendemos que suas ações foram apenas incompreendidas. Julia é uma mulher adulta que cresceu com um pai ausente, mas sempre fingiu levar tudo muito bem. Aos poucos vamos descobrindo sua história, seu passado, seus sofrimentos e suas conquistas. Apesar de tudo, Anthony é quem a desafia, quem a incentiva a buscar o que quer… E acompanhar o relacionamento dos dois é algo entre emocionante e hilário! Assim como em E Se Fosse Verdade…, Marc Levy consegue unir fantasia e realidade fazendo-nos quase acreditar. Quase, porque no fundo o que importa é o protagonista acreditar. Só assim a magia pode acontecer. Uma história repleta de outras histórias. Vamos além do relacionamento de Anthony e Julia. Acompanhamos o relacionamento da mocinha com seu melhor amigo, Stanley [que amei!]; seu relacionamento com o noivo, Adam; relacionamentos antigos e esquecidos; o relacionamento de Anthony e seu assistente… É um livro sobre relacionamentos, perdão, segundas chances e recomeços. Chorei como um bebê e me arrependi MUITO de não ter lido antes. Lamento não poder dividir com vocês pontos importantíssimos da história por conta do temido spoiler, mas garanto que é uma leitura sem arrependimentos para quem gosta do gênero e do autor. Vale ressaltar que este é o primeiro livro de Levy na Suma de Letras, e tudo que posso fazer é elogiar! A fluidez do texto – que falta um pouco nos outros livros traduzidos do autor – me fez virar as páginas cheia de vontade. Parabéns ao tradutor e a editora. 🙂 Confesso que fiquei meio ‘WTF’ com o final de Anthony, mas percebi que o autor abriu muitas possibilidades para decidirmos e concluirmos o que quisermos. Por último, não posso deixar de citar mais uma vez a aparição de Pilguez, o policial que surge com frequência nas obras do autor francês. Encontrá-lo de novo foi um prazer! 😉 Se você está procurando algo leve, divertido, emocionante e surpreendente… Bem, acho que pode encontrar neste livro de Marc Levy.

