Esse post acho que vai ser rápido e com uma mistura de temas. Pra começar vamos falar de meus irmãos. sabe, Tem vezes que me sinto mal porque acho que não dou atenção a eles. O mais novo vive me chamando pra ver tv com ele, ou pra ajudar ele em algo, e eu sempre digo não, não tenho tempo, não isso e não aquilo. O do meio não é muito de ficar demonstrando nada, mas ás vezes ele vem e me abraça, diretamente isso é na intenção de me irritar, indiretamente eu acho que ele faz como se fosse pra irritar só pra poder fazer, mas geralmente quando ele faz isso eu também mando ele parar, porque to fazendo algo, ou qualquer outro motivo, enfim, acho que estou um tanto ausente com eles. E isso é a ligação com o outro tema., nos últimos tempos tenho visto um monte de criança pequena, cada coisa fofa, ai me fez pensar, você sabe que eu já disse que nunca tive essa vontade de ser mãe, e com essa ausência que tenho achado que tenho feito com meus irmãos, isso me faz pensar nisso, como eu ficaria mal de ser uma mãe assim, ausente. porque dizer, ah mas é porque você ta com muita cosia e tal, sim, mas isso não diminui com o tempo, não sei, ainda tenho muito tempo pra pensar nisso, mas sei não, não me agrada essa ideia.
Mês: maio 2012
24 horas com aparelho
Agora, oficialmente, já tem 24 horas que coloquei o aparelho. Não tenho o que reclamar quanto a dor necessariamente. Às vezes parece sim que tem algo mexendo, ou incomodando relacionado aos dentes, mas nada de mais até agora, o chato ta sendo comer e mexer com a boca. Não to conseguindo deixar ela fechada, se antes ela já não ficava, pior agora, ai meus lábios ficam ressecados. e na parte de dentro tava uma marquinha do ferrinho, a noite coloquei a cera que ele me deu, mas aquele troço é complicado, você faz uma bolinha e põe em cima, mas ficava caindo, demorou ate consegui por e ele ficar, mesmo assim acordei a noite com um solto, ai tirei, de manhã cedo acordei com mais uns dois pedacinhos. Toda hora que eu ia virar de lado a noite eu acordava. Ao menos as que ficaram permanecem no lugar, e não está tão chato que nem ontem. porém continuo sem conseguir levar saliva para a parte de frente e de cima.E continuo com problemas para comer, só desce coisa mole e é a treva, entrei de dieta desse jeito. Tava olhando na net, nada de alimentos duros, doces, grudentos, e refri..oh nãaao, sem refri, que mundo cruel kkk. Agora sério, o que vou comer? Se dessa vez minha alimentação não mudar não muda mais nunca. O problema do refri são os açúcares, coisas grudentas, por causa que grudam, obvio né, e fica ruim de tirar, doces é o açúcar também, porque pode dar caries, e cosias duras, porque podem prejudicar o aparelho. Complicado isso viu.E olha que só to com uma parte dele, imagine. Tomara que eu me acostume logo, não gosto disso assim.
8 e 80
♪♫Mas se me desmantelo ao acaso
Logo me refaço ao sabor do vento que sopra a favor
8 e 80 por ruas estreitas do pensamento
De todo bom jogador ♪♫
Me definir. Isso sempre é um problema pra mim. foi a partir de um Quem sou eu? que comecei o blog da Aurora, que começou o turbilhão de coisas naquele 2008 e aqui estou, quatro anos depois, sem ainda achar resposta pra essa pergunta. Mas se há algo com que posso concordar, é com a definição de 8 e 80. Não sei chegar a um definitivo sobre mim, mudo de humor às vezes com mais facilidade do que de roupa. Quero muito e reclamo mais ainda. Posso ser alegre ou triste. Penso demais, talvez aja de menos.Faço planos, tenho sonhos. Já fui mais “esquentada”, tem horas que sou mais calma, momentos mais agitada. às vezes dá vontade de sair por aí cantando aquela música que não sai da minha cabeça, de começar a dançar com o som que está tocando, tento fugir de pensamentos, me prendo a outros. Espero demais das pessoas. Me machuco. Enfim….
Este post veio da vontade que tive de escrever durante esse fim de semana, de falar de coisas que nem sempre falo, ou quando faço não necessariamente na proporção que queria. se é pra falar de coisas assim, porque não falar de mim. eu e minhas contradições, eu e meus desatinos, eu e meus diversos eu’s. Tem dias que meu mundo está desabando, em outros nem eu me reconheço nele. Às vezes tudo parece quase uma festa, às vezes, eu só quero fugir, me afastar de tudo e de todos. Tem vezes que me perco no meu mundo de sonhos, agora não mais do mesmo jeito que já foi tempos atrás. Da Aurora e Melissa ainda restaram resquícios. Continuo com medo de enfrentar o novo, ou até mesmo o já conhecido. Me surpreendo com o que sou capaz de fazer, com até onde já conseguir chegar. Penso em algo mais, ao mesmo tempo que quero algo calmo. Não quero me envolver, me entregar de novo, me prender a ninguém, ao mesmo tempo que quero alguém pra amar. Vivo agitada, pensando em mil coisas ao mesmo tempo, deixando coisas por fazer, me preocupando com os atrasos. Tem momentos que me sinto egoísta, falsa, fria, pessimista, insegura, em outros penso tudo ao contrário, acredito que posso mais, que posso me superar. Às vezes eu me surpreendo com meus próprios pensamentos, anseios, desejos, me pergunto o que está certo ou errado, me repreendo e me entendo, ou não. Acho que nesse fim de semana estou num período de 80, se quer saber, gosto mais das minhas fases assim. Mas como você disse e eu assino embaixo, sou um 8 e 80, e como diz o Jay Vaquer na música, vivo pelas ruas de meu pensamento. Talvez eu ache o trilho da definição, talvez não, talvez eu seja esse turbilhão de ideias misturadas e a melhor definição seja não ter uma definição
Para os que às vezes são esquecidos

Esse post é meio que uma mistura, de lembranças, cobranças, memórias, eu poderia já ter escrito ele várias vezes, posso ainda escrever em um montão de oportunidades, mas quis separar um tempinho agora pra fazer algo sobre ele, aproveitando que pensei algumas semanas atrás em escrever disso, desde o dia que desabei em crise e liguei pra minha amiga às 10:30 da noite me acabando de chorar. Ok, ela não era a primeira opção, mas foi o que eu tinha disponível e me fez muito bem. Na semana seguinte ela foi lá pra faculdade e a gente saiu para ver filme, conversamos um bocado e também ficamos parte do tempo em silêncio no coletivo, o que era de certa forma estranho, já que estávamos a tantos dias sem nos ver então deveria haver muito a se falar. Mas em todo caso, foi bem legal, apesar da gente só ter mesmo visto o filme e mais nada, minha ideia tinha sido dar uma volta pelas lojas, mas faltou tempo. E o que isso tem a ver com o post? Tudo. essas coisinhas me fizeram ficar pensando, que eu não ando dando mutia atenção a esta amiga, da mesma forma como não tenho dado atenção a várias outras amizades, quantas amizades esfriaram com o tempo? Lembrei agora até de uma música:
♪♫ Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais♫♪
Alguns foram ficando pelo caminho, sumiram e não sei por onde estão, outros eu tenho notícias de tempos em tempos, devido a atualizações de status, uns me mandam mensagens todo dia, outros em datas especiais, alguns permanecem com o mesmo valor da época de nossos encontros, outros se valorizaram ou não. De alguns guardo mágoas, feridas criadas por atos conscientes ou não. Ficaram saudades dos tempos que passei com eles. Mas tudo muda, não só eles, eu também. Antes eu mandava mensagem em qualquer ocasião: páscoa, natal, aniversário, dia do amigo… Hoje em dia, aniversário e até nisso às vezes não consigo ou esqueço e mando dias depois pedindo desculpas. Um pouco falta de tempo, é verdade, um pouco da minha memória já não ser tão boa como outrora. Mas também tem um pouco de novos pensamentos, de uma postura de se importar com quem se importa, de se prender a detalhes, de se alterarem os gostos, de se ser outra pessoa. Quantas amizades foram apenas superficiais, momentâneas, quantas devia ter dado mais atenção, quantas são reflexo dos mesmos atos que eu tomo, quantas estão apenas adormecidas. Tenho uma grande variedades de amizades, cada uma com uma história e valor, amizades de fases, que se modificam como estações, amizades inocentes, infantis, de risadas, de mudanças, de crescimento, de n fatores. Talvez seja por isso que algumas não duram, porque já mudou-se a estação e agora não são mais compatíveis com a mesma intensidade, trilhamos caminhos diferentes e agora sobraram apenas as recordações. Outras, continuam as mesmas, seja qual for a estação, a fase da vida, mas para que não se percam nas areias do tempo, é preciso não esquecer de manter o ambiente arejado. Naquela noite eu percebi que havia começado a juntar um pouco de poeira, mas que bastava um sopro pra deixar tudo de volta no lugar. Por um momento achei que aquela velha história de que amigos são pra todas as horas, não fosse real, mas mais um vez descobri que estava pensando errado, e que amigos de verdade são sim, pra vida inteira. esse post é então, para todos as minhas amizades que vez ou outra ficam esquecidas na gaveta, mas que merecem lugar de destaque no coração ^^
Catar conchinha

Fui pra praia, não tava com muita vontade ainda mais porque saimos daqui já oito horas, chegamos quase dez na praia, enfim. Fiz esse post porque vim por perto da praia de deu vontade, ai nesse dia eu tava vindo com voinha, e ela adorava praia, tudo isso me deixava meio assim, sem querer ir pra praia, mas mesmo assim fui, como não gosto muito de entrar no mar por não saber nadar e a gente ter ido pra praia que tem ondas, prefiro a que é mais sossegada e o mar calminho, demorei a entrar na água, antes dei uma caminhada com meu irmão pra ver se achava moqueca, não achamos, mas no caminho eu catei conchinha, não muito, mas algumas que estavam bonitinhas, achei umas parecendo umas carcaças de caracol, mas tive medo de ter algo dentro não mexi, na volta vim mais perto da água e meu irmão começou a chutá-la e eu a chutar pra ele, acho que foi a parte mais divertida do dia, mas durou pouco, depois disso é que finalmente fui pra água, ok, não tanto, á água tava dando pouco acima do joelho e era preciso vim uma onda alta pra que ficasse quase na minha altura, mas também, a areia estava cavando, vai que eu entrava mais e caia num buraco, já era, prefiro não arriscar, queria ter ficado perto da areia, fazer castelinhos, mas to muito velha pra isso, se tivesse meu irmão mais novo, ainda ia, mas eu lá, sozinha, não fiquei, voltei pra mesa e peguei mais umas três conchinhas, minha avó adorava conchinha, sempre que a gente ia pra praia com ela, trazia um monte, as vezes enchia garrafa de refri com conchas pra ela, nunca se usava essas conchas pra nada, mas a gente trazia porque ia usar,tenho até hoje umas conchinhas e uma pedra que lembra um coração, que peguei numa dessa caçadas a conchas na praia… aff, queria tanto minha vo comigo 😥


