Livro – O manual da garota cacheada (o método Curly Girl)

O livro é escrito pela criadora das técnicas de Low e No poo. Para quem não sabe o que é isso significa, é basicamente técnicas que visam agredir menos o cabelo. Esse é um termo bem conhecido por quem passa por transição capilar, consiste em você cuidar dos cabelos usando produtos sem alguns compostos, como sulfatos, petrolatos. Apesar de ser muito usada por que garotas de cabelos cacheados e crespos, que fizera alisamentos e desejam voltar a usar seus cabelos naturais, as técnicas não se restrigem a essas pessoas. Lisas, onduladas, com ou sem química no cabelo, homens ou mulheres, todos podem cuidar dos cabelos com o Low ou o No poo.

Uma frase que consta no livro, logo na introdução e que considero de forte impacto diz:

“Alise o cabelo e talvez você seja bonita por um dia. Aprenda a amar e cuidar dos seus cachos e será feliz pelo resto da vida!”

Poderia escrever sobre a profundidade desse trecho, mas a intenção agora é falar do livro em sua composição (pelo menos nesse post) então talvez eu volte em outro momento para comentar sobre a frase acima.

A introdução do livro é rápida, fala um resumo do que aconteceu desde a primeira edição deste livro, como a criação da linha de produtos DevaCurl. O primeiro capítulo tras um pouco da história da autora e sua relação com seus cabelos ao longo dos anos, um teste (bem simples do meu ponto de vista) com 12 perguntas, se você responder a uma o mais como sim, você é uma garota cacheada. Considero que o teste é alguma atividade mais para você interagir com o livro do que um teste em si, afinal ma pergunta como: Você fica chateada (quase às lágrimas) após cada corte? Poderia ser respondida por garotas de cabelo naturalmente liso, mas enfim… A seguir há uma lista de 10 razões para ser cacheada. Ao final dos capítulos costuma vim confissões de pessoas que possuem o cabelo cacheado.

O capítulo seguinte trata da história do cabelo, fala de frizz, genética e cutícula capilar. Ao chegarmos ao terceiro capítulo aprendemos os diferentes tipos de cachos existentes, e como identifica-los. No livro você não encontra a definição de cachos como costuma aparecer em grupos de bate-papo ou vídeos na internet, que divide os cabelos em tipos 2,3,4 subdivididos em A,B,C. Para Lorraine, os cachos são do tipo

fractal ou zigzag com fator de mola 23 a 40 cm

corkscrew (saca-rola) com fator de mola 23 a 30 cm

corkicelli e cherub (querubim) com fator de mola 13 a 25 cm

botticelli com fator de mola 13 a 20 cm

ondulado com fator de mola 5 a 10 cm

ondulado em S com fator de mola 2,5 a 5 cm

Esse fator de mola é definido como a diferença entre o comprimento de um cacho quando ele está natura, e quando você o estica (você ppode medir olhando no espelho com a ajuda de uma régua). Além disso, este capítulo fala da importância da alimentação para o cabelo, e de com o quebramos ao puxá-los de debaixo da bolsa, quando ele fica preso.

Após aprender a identificar o seu cacho, vem três capítulo ensinando a cuidar deles diariamente, como lavar, condicionar, amassar e modelar, inclusive existe um passo a passo com fotos, para cada tipo de cachos ou ondulação. Passado essa etapa, um capítulo é dedicado a falar sobre alisamento, os perigos a saúde, e falando o que fazer se desejar passar pela transição capilar (abandonar o alisamento e aceitar seu cabelo natural).

O capítulo de receitas e produtos caseiros é um dos meus favoritos, ensina os tipos de produtos que devemos usar, e o que evitar, em resumo devemos evitar: lauril sulfato de sódio, lauril eter de amonio, lauril eter sulfato de sódio. E devemos procurar no condicionador:emolientes: manteiga de karité, óleos vegetais, azeite de oliva, óleo de nozes, óleo de jojoba, esteres cetílicos e germes de trigo. Umectantes: pantenol, glicerina vegetal e sorbitol. Hidratantes: aminoacidos, azeite de oliva, extrato de erva cidreira, propilenoglicol. Sugere como fazer spray de lavanda, esfoliante capilar, tônico de gengibre, dentre outros.

Sabendo o tipo de cabelo, como cuidar e o que usar, passamos para os capítulos de corte, apesar de indicar que seja realizado por um profissional, a autora dá dicas de como fazer a manutenção em casa e do que fazer ou não ao cortar o cabelo cacheado, uma listinha para levar para o salão. E pintar o cabelo, pode? Sim, se você quiser, basta escolher a tonalidade, então vem um capítulo todo dedicado ao assunto.

E não são só as mulheres que recebem atenção no livro (apesar de ser voltado para elas), crianças e homens recebem destaque em capítulos exclusivos voltados para eles. Por fim, há uma série de perguntas e respostas, além de penteados e truques para arrumar o cabelo e um capítulo voltado a que passa por quimioterapia.

Em resumo, o livro é legal, mas esperava mais. A leitura é fácil e em menos de uma manhã consegui finalizar. Para quem já é familiarizada com as técnicas (faço low poo a 2 anos), muitas coisas que estão no texto não são novidade. Mesmo assim é uma leitura boa para aprender um pouco mais sobre o tema.

Primeira seguidora

Passando só para compartilhar a alegria de ter a 1ª seguido no blog 😀 . Fiquei tão feliz quando soube. Pode parecer pouco, mas pra mim é uma conquista enorme. Sempre tive tanto receio de compartilhar meus textos, ver que alguém curtiu me motiva ainda mais em continuar compartilhando. Gratidão ^^

Livro: Ouse Crescer – encontre sua voz e deixe sua marca no mundo

Comprei o livro sem conhecer nada sobre ele, não havia visto nenhum vídeo no youtube, nem lido nenhuma resenha, comprei porque me interessei pelo título, parecia ser interessante e eu estava pensando sobre algumas coisas, dentre elas, como se autoconhecer. Parecia ser um bom livro para ler, nessa perspectiva. Junto com esse comprei mais um livro nesse sentido, 2 p/ mim, além de a sutil arte de ligar o foda-se, que comprei porque achei que devia me importar menos com os outros, mas esse é assunto pra outro post.

Voltando a Ouse Crescer, o livro tem 239 páginas ao todo, de capa a agradecimento, o que costuma ser um livro rápido de ler (pra demorar ou era um livro muito chato, ou muito longo). Apesar disso passei mais de 6 meses para concluir. E não foi por ser chato, ao contrário, o livro é muito bom, em todo fim de capítulo há um resumo das grandes ideias. E o primeiro capítulo é com certeza meu favorito.

No 1° capítulo a autora Tara Mohr fala sobre nossa censora interior, aquela vozinha na mente que muitas vezes (a maioria, pra não dizer todas) nos puxa pra baixo, dizendo que não somos capazes de realizar algo, por exemplo. No texto, a escritora nos leva a refletir sobre quem é essa voz, porque ela diz o que nos diz, que somos fracas e não conseguiremos? Com quem essa voz se parece? Será que é influencia de algo que vivemos, alguém que conhecemos? Tara nos ensina como lidar com essa voz e sugere a criação de um diário para anotarmos diversas coisas que a censora nos diz (e muitas outras coisas que vão surgindo ao longo do livro), ao fim do capítulo, é sugerido perguntas para serem respondias, considerações para levarmos em conta ao analisar essa voz que nos acompanha e não nos ajuda a ousar crescer. Passei meses nesse capítulo e ainda sinto que devo voltar nele, pois não conheço ainda completamente minha censora, e quanto mais a conhecer, mais fraca ela será.

Logo após o capítulo da censora, vez o da mentora interior, para que saibamos que temos não só a voz de repreensão, mas também a da sabedoria. Agora a autora fala que não acredita que haja a personagem da “mentora” (do jeito que havia a censora), mas que esta seria a nossa voz livre do medo, se conseguissemos ver a vida se expressasemos o que realmente queremos. Há até um exercício de visualização giada para que possamos “enxergar” nosso eu futuro, além de mais perguntas para o diário

Somos ainda apresentadas ao medo em duas formas: pachad e yirah. O primeiro que se manifesta vindo da censora interior (seria o medo fruto da imaginação) já o segundo a autora diz ter três significados:

ligado ao sentimento quando estamos em um lugar maior que o acostumado

quando somos tomadas por uma energia maior do que a que tinhamos

e que sentimos na presença do divino

Ao longo do texto ela explica melhor cada um desses pontos e mostra como diferenciar pachad e yirah  e dicas contra o pachad

No capítulo seguinte descobrimos como o elogia e a crítica podem nos fazer bem ou mal, não nessa ordem necessariamente, a depender de como as interpretamos. Nesse capítulo, considero o ponto alto a ideia que “o feedback não fala sobre você, fala de quem lhe dá o feedback”, é uma perspectiva nova e bem interessante de ver as coisas por esse ângulo.

Superado os elogios e críticas, somos levadas a refletir nos hábitos de boa aluna, em como a escola nos molda a seguir padrões, regras, comportamentos, que nem sempre nos ajudam (muitas vezes atrapalham, isso sim), pois aprendemos a adaptar-se as figuras de autoridade, mas esquecem de nos ensinar a questioná-las, a nos autopromovermos (sem precisar prejudicar os outros).

Em seguida, podemos observar as formas como nós, mulheres, nos escondemos atrás de desculpas para não ousar crescer, nas estratégias que adotamos para adiar a mudança que queremos e devemos fazer em nós, por nós.

No capítulo em que fala do salto, Tara nos sugere formas de superar as estratégias que usamos para permanecer sem ousar crescer, modos práticos de agirmos em um curto espaço de tempo, dar o primeiro passo. Foi algo interessante, pois me identifique nessa parte, pois por anos eu queria escrever num blog e divulgar com as pessoas, mas sempre tive medo (pachad), então decidir abrir este blog e compartilhar foi o meu salto. Neste capítulo ela mostra critérios que o salto deve ter e o que não é considerado um salto na direção de ousar crescer.

Em comunicando-se com vigor, a escritora aborda modos de falar que as mulheres costumam adotar e que acabam sendo sabotadores, como usar só, apenas, talvez, quando queremos dizer algo, mas temos medo da reação da outra pessoa. Esses e outros hábitos não nos ajudam, na verdade dificultam nossa comunicação.

Aprendemos ainda no livro a ouvir nossos chamados, que de acordo com a autora “é um anseio de atender a certa necessidade ou resolver um problema”. Vemos então oito maneiras de reconhecer um chamado e quais objeções costumamos colocar quando o recebemos.

A última lição, digamos assim, trata sobre como podemos facilitar as coisas, não precisamos fazer tudo sozinhas, podemos pedir ajuda. Além disso, aprendemos a estabelecer “objetivos- satisfação” ao invés de termos “objetivos-obrigação”

Existe ainda no livro um capítulo de introdução e outro de conclusão, onde Tara conta um pouco de como o livro nasceu, e histórias de como ele foi construído, dentre outras coisas. Ao logo de todo o texto ela ainda mostra histórias de mulheres que ousaram crescer, que participaram do curso que a autora ministra, além de muitos exemplos que ajudam a entender com clareza o que ela tenta passar.

Enfim, é isso. Um ótimo livro, não tem como acabar de ler do mesmo jeito que você começou. Vale a pena pra quem está atrás de autoconhecer-se melhor e não sabe por onde começar. Boa leitura 😉

Minimalismo

Já faz um tempo que vejo algumas coisas sobre o minimalismo, primeiro conheci o minimalismo pelo canal da Luiza Ferro, e de lá o livro da Marie Kondo (a mágica da arrumação). Até comecei a descartar algumas coisas, tirei um monte de roupa, papel e outras coisas, ainda não acabei com tudo, sempre tiro mais algo, e apesar de já ter tirado muita coisa ainda há muito o que descartar. Foi então que conheci o canal consumenos da keloanne, não lembro qual vídeo estava assistindo no youtube quando nas sugestões apareceram alguns sobre minimalismo, e o dela me chamou atenção pela capa, era simples mais convidativa, chamou atenção e fui assisti, ela fala bem rápido, tipo eu, rsrs, e acabei já me inscrevendo e assisti toda a playlist sobre minimalismo e consumo consciente, e me chamou atenção porque são coisas que me interessam e eu nem sabia, tipo, o minimalismo eu já conhecia a um tempo, mas o consumo consciente relacionado ao minimalismo não tanto. Até hoje ainda estou nesse processo, algumas vezes mais, algumas vezes menos. Tem épocas que acabo levando ao pé da letra comprar o mínimo possível, outras vezes acabo gastando demais. Enfim. Uma coisa que percebi com tudo isso, é que lá no fundo eu sempre me preocupei com o consumo consciente, no sentido de me preocupar com a natureza, com reciclagem…. Não posso dizer que consigo fazer isso da melhor forma possível sempre, ou que sempre me lembro de algo quando estou comprando ou usando, mas a sementinha está lá.

Viajando de ônibus

Sempre fiz viagens de ônibus, nós últimos 12 anos então, foram inúmeras, não tem nem como contar, faculdade, trabalho, mestrado… não importava o motivo, era meu principal meio de locomoção. Algumas vezes eu ia ouvindo música, outras conversando, em várias dormindo e como é bom dormir no ônibus. Bate aquela insegurança, medo de assalto ou coisa assim, mas é um sono tão relaxante pra mim. Não me pergunte como, mas é um olho dormindo outro acordando rsrs, sempre (ou quase) que para em algum ponto pra alguém subir ou descer. Me dei conta do quanto conheço os caminhos que costumo fazer quando viajando com meu namorado dormi e acordei perguntando a ele se já tínhamos passado de certo ponto da estrada, ele falou não, mas eu estranhei, aquela vegetação, parecia ser perto de um moinho que ficava longe de onde ele disse que não tínhamos passado ainda. Não levou muito tempo e lá avistei o moinho, eu tinha razão, e ele não tinha prestado atenção a estrada. Nunca aconteceu de dormir demais e passar do ponto, sempre acordei no lugar certo, ou perto. Cada viagem é diferente, por mais que o caminho seja o mesmo, tem dias que tem som, dias que não tem, dias com música ruim, música boa, algumas vezes rolou até tv, seja filme ou musical. Você acaba ouvindo histórias pelo caminho, fica intrigado quando ouve algo e não descobre o final, vê pessoas com hábitos e costumes diferentes, é sempre uma caixinha de surpresa. Pode não ser o meio mais confortável, pode atrasar, ir cheio, quente, ou não, pode ser uma viagem tranquila, confortável e rápida, não importa. Passei quase 6 meses sem andar de ônibus e sentia falta dessa atmosfera, então, vamos aproveitar 😉