20 semanas

Parece que foi ontem que descobri que você estava aqui. E ao mesmo tempo, já faz tanto tempo. Quero logo te ver em meus braços, sentir seu pezinho em minha cara. Ao mesmo tempo quero ter você mais tempo só pra mim.

É tanta coisa pra fazer e eu mal sei por onde começar. Já xonsigo saber que está se mexendo dentro de mim. No inicio custei um pouco a diferenciar, ainda hoje às vezes tenho dúvidas, mas ai cnsidero que sim, que é você.

Mamãe já ama, desde o primeiro momento que pensou que você já existia

Listas de fim de ano

Todo fim de ano é a mesma coisa, você vê uma infinidade de pessoas fazendo listas e mais listas de coisas que desejam fazer no ano que se inicia. Apesar de eu não ser a pessoa mais confiante nessas listas, acabei fazendo, já uns 2 ou 3 anos. E eis que me ocorreu que eu nunca consegui finalizar o ano cumprindo toda a lista. Há quem diga que isso é bom, sinal que você planejou muito, não foi medíocre nas suas metas a ponto de colocar apenas coisas que sabia que faria. Por outro lado, penso ser ruim não completa-la, pois dá a impressão que não fui capaz de cumprir tudo aquilo que gostaria.

Tenho metas de 2018 que até hoje não cumpri, como por exemplo:

  • Trocar as roupas para me vestir melhor
  • Descobrir o estilo e como usar as roupas
  • Ler o livro segredos do guarda roupa europeus e praticar as atividades

Poderia (apesar de não estar escrito nessa lista, mas tem a ver) acrescentar nessa relação o fato de aprender a arrumar o cabelo e comer melhor. Entra ano, sai ano e eu penso “vou fazer isso” mas a verdade é que lá no fundo, nunca saio do lugar.

Em 2019, uma das minhas metas era ‘comprar e LER mais livros de autoconhecimento feminino – um novo sempre que acaba um antigo ou sempre que achar interessante algum‘, até comecei o ano bem, li o Mulheres que correm com os lobos, Ouse crescer, e só. Parei por ai. Apesar de ter comprado o ‘Seja autêntico’ e ‘MIndset’ não cheguei a ler. Em partes porque esses dois eu comprei na época que descobri a gravidez, em partes porque e simplesmente não li mesmo, comecei e não acabei. Li “os 60 dias mais importantes da gravidez” e estou lendo por capítulo “o que esperar quando você está esperando”, mas nenhum desses últimos é do autoconhecimento feminino a que me referi no início do ano.

Também coloquei que beberia 2 litros de água até o fim do ano e estou longe disso, apesar das recomendações médicas e de ter descoberto uma pedra no rim (do tamanho de um grão de arroz, que achei ser pouco mas disseram que não).

Posso dizer que esqueci da minha lista ao longo do ano, não era algo que eu ia revisitar de tempos em tempos, tanto que me surpreendi ao abrir ela e ver que estava lá engravidar (meta cumprida rsrs). Eu lembro que desde o ano passado falávamos sobre isso, as não lembro de ter posto isso como uma meta em si, afinal sempre foi uma ideia um pouco distante, você nunca sabe que tá pronta (eu pelo menos não sabia).

Então me pergunto, como as pessoas conseguem fazer suas listas e cumpri-las ao longo do ano? Como encontram a motivação necessária para seguir, para manter a rota, para não se desvincular do objetivo?

Acho que comecei a pensar nisso mais por uma postagem de facebook do que pelo fim do ano em si. Vi uma pessoa postando sua vontade de engordar (sim você leu bem engordar, apesar de não ser comum, há muita gente que deseja isso pois por alguma razão tem dificuldade de conseguir) e o quanto evoluiu ao longo dos anos. Eu meio que segui essa evolução sem perceber, olhava suas fotos de comida e pensava ‘que besteira, pra que alguém posta isso?’ Fiquei surpresa com o que li e comecei a pensar o porque algumas pessoas conseguem e outras não. Porque parece simples o que ela fez (não estou dizendo que é), mas só parece por ser o outro fazendo. Eu não consegui nem beber 2 litros de água, o que dirá uma mudança mais profunda. Será que se eu começar a postar todo dia, daria algum resultado? Talvez sim, talvez não, não sei.

O que eu queria pra 2020? Na verdade o mesmo que eu queria todos esses anos, ser o eu que eu sempre imaginei que seria, mas nunca cheguei a ser. O eu que vive na imaginação, mas não ganha asas para voar. O eu que todo ano se sente frustado por não ser o que sonhou, por sentir que falta algo, viver essa sensação de vazio de existência, falta de sentido. Onde os dias são apenas dias, não fazem sentido. Porque se esforçar se a vida é essa mesmice? De onde tirar forças para mudar? Mais um ano que se encerra sem essas respostas…

IA e minha relação com a comida

Tenho seguido alguns instagrans sobre bebês, por motivos óbvios. E foi neles que vi falando sobre a introdução alimentar(IA) e amamentação dos bebês, em alguns há relatos de diferentes pessoas sobre quando e como começaram a comer e quais consequências disso em suas vidas. Foi pensando nisso que resolvi vim escrever.

Não sei ao certo quando começou minha IA, mas sei que parei de mamar com 15 dias, porque minha mãe adoeceu e o médico disse que eu deveria ser separada dela. Então não só deixei de amamentar como fiquei longe de minha mãe no sentido de não dormir mais perto, e não sei quanto tempo sem contato físico houve. Minha avó passou tomar conta de mim, o que perdurou pela infância, adolescência e parte de minha vida adulta (cabe aqui falar mais sobre isso em outro post, foquemos nesse na alimentação).

Então, não sei quando comecei a comer alimentos sólidos e outros líquidos, mas sei que quando criança tomava muito suco, tanto que enjoei o saber do meu então preferido. Além disso, lá em casa nunca foi exemplo de alimentação saudável: comida sempre com muito sal, refrigerantes, poucas frutas e nenhum incentivo ao consumo de água. Apesar de haver sempre o comentário de que o médico mandava reduzir o refrigerante que era um veneno, fazia mal, isso nunca foi posto em prática. Comidas gordurosas e muitas besteiras sempre fizeram parte do cardápio. Morando perto de um mercadinho de bairro, doces eram itens obrigatórios. lembro-me da época em que com um real dava para comprar umas 20 balas de leite cobertas com açúcar, e elas acabavam num instante.

Cresci nesse ritmo, até mesmo o feijão, hoje item que adoro, levou um bom tempo longe de meu prato, eu só queria comer arroz e carne, sendo que essa carne era cheia de óleo e eu “umedecia” o arroz colocando óleo em cima. Não havia nenhum adulto que controlasse a alimentação, considero hoje que eram (e ainda são) todos omissos. Apesar de comentários do tipo: ‘isso faz mal, nunca vi não comer tal coisa, fulano não gosta disso’, nunca fizeram nada para mudar, seguindo a “filosofia” de que ‘a vida ensina’ ou ‘quando quiser eles comem’.

onde já se viu um bando de crianças decidir o que fazer, comer? Apesar de na época parecer bom ( afinal qual criança vai preferir salada a chocolate?) isso em nada ajudou na formação. Ao contrário, até hoje tenho uma alimentação restrita porque não gosto de experimentar novos pratos, não quero comer coisas diferentes, e vou pela ‘cara’ da comida. Apesar de ter melhorado a alimentação, ainda não é o suficiente. E mesmo sabendo que preciso mudar, ainda é muito difícil se abrir a novos sabores.