Um gesto

Tem uma ditado que diz que um gesto vale mais que mil palavras.

Hoje me lembrei dele, me afastei de você. Ou foi você que me afastou? E me afasta cada vez mais?

A umas duas semana, eu estava toda animada (hormônios, suponho, já que a menstruação veio esses dias). Num dia desses, em que wu estava cheia de chamego pra você, tu me perguntou porque eu só ficava assim quando tknha gente em casa. Não soube responder, não havia notado um padrão. Mas algo que me veio a cabeça foi o fato de quando tem alguém pra ajudar, não fico sobrecarregada. Como tem alguém com o bebê, consigo tempo pra você.

Pois bem. Além desse meu pensamento, os hormônios deve ajudar, sempre fiquei mais animada em dias férteis.

Em todo caso, essa semana murchei, sem ajuda e com os primeiros sinais que a menstruação ia vim. Mas ficou na cabeça sua fala e eu tentava me lembrar de fazer algum carinho, fosse um abraço, um beijo ou um sorriso.

Hoje, eu tinha outras coisas para fazer, mas ao te ver deitado resolvi que te abraçar seria uma voa ideia, aproveitar uns minutos ao seu lado, nesse friozinho.

Você todo emrolado, abracei por cima da coberta, fiz carinho no rosto, uns cheiros. E lembrei da nossa conversa. Ao tempo que lembrei que você não me procura para fazer carinho. Até ai ok.

Eis então que você resolve se mover na cama, virar de lado, puxar a coberta, estica o braço, mas não me convida. Eu paro te olhando e você pergunta o que foi respondo que você me tirou do abraço e você ri, sem dizer ou fazer algo contrário, para mostrar que não foi assim.

Eu saio, meu coração em pequenos pedaços, cansado de sofrer por ti, cansado de mendigar afeto, coberto com a tristeza que o asola, sozinho.

Fico remoendo isso, e falo para ti, que não gostei do que houve. Você me diz que eu quero arrumar confusão, yento explicar como me sinto, mas você não está disposto a ouvir, já selou o veredito que não fez nada errado. Eu me calo, cansada de argumentar e ouvir que são desculpas.

Digo que estou falando para depois não reclamar que não digo as coisas que me incoodam, pra não ficar na minha consciência. Você me fala que está com a consciência tranquila, então está bem. Pra você. Não pra mim. Mas não adianta insistir, você não vai mais ouvir.

Consciente ou não, não precisou falar uma palavra para eu entender o que seu gesto quis dizer, pra eu me afastar de você. Eu comecei a ouvir, dói em mim, mas um dia, essa dor vai passar, eu vou melhorar, voltar a sorrir. Só não sei se aqui.

Falta equilíbrio

Tenho andado pensativa nos últimos tempos. Me dei conta que eu vou muito aos extremos. Já az uns anos que me interessei pelo minimalismo, cheguei a escrever algo aqui sobre isso.

Li livro, joguei coisas foras, fiz a ideia ” isso me tras alegria?”. Não deu muto certo para mim. Fui fazer low poo. Comprei cremes e mais cremes, shampoo deva, hidratação custando vários dinheirinhos. Não consegui arrumar o cabelo mesmo assim.

Resolvi ser mais natureba, usar produtos que não agredissem o meio ambiente, comprei quase mil dinheirinhos ( sério , foi um absurdo de caro) em maquiagens que não usei nem a metade.

Enfim, gastei muito tempo, dinheiro e energia em coisas que não tive resultado esperado. E não posso dizer que a culpa seja do minimalismo, low poo ou natureza. Nada disso. A culpa é minha de viver os extremos. Essa falta de equilíbrio. Não conseguir o meio termo.

Se eu ainda não sei fazer, preciso começar da base, e ur subindo a escadinha. E não o contrário, pois senão meto os pés pelas mãos e não saio do lugar.

Se perdeu

Tento descobrir onde foi que a gente se perdeu. Em que ponto da estrada a gente se afastou. Ou será que no findo nunca esteve junto?

Será que foi uma vida de ilusão, criada na minha mente. Será que o nevoeiro da minha mente sempre foi o culpado por não me deixar perceber que a gente era assim, tão diferente.

Ilusão minha achar que o meu amor bastaria, que venceria toda e qualquer situação? Onde encontrar as respostas pro meu coração?