Então é isso?

Então a vida é isso? Uma sucessão de coisas sem sentido? Qual a graça de viver isso aqui? Quem tem animo e diz gostar, me explica…

Tenho uma coisa boa apenas, meu bebê. Mas me pergunto se não fui cruel com ele ao traze-lo pra viver isso aqui.

Essa mudança, só me tras sensação de ódio. Evito até de pensar, pra tentar não odiar ainda mais, que lixo. Lixo. Lixo.

6 meses pra chegar e está essa porcaria. Piso escorregadio, o bebê já caiu de bunda várias vezes, eu quase me arrebento ontem, escorreguei e não foi poor porque me segurei, mesmo assim bati meu joelho. Doi até agora

O banheiro alaga, água empoçada. Lava roupa é uma desgraça, sobe sabão pelo raio do banheiro, fora o barulho estranho que fica. O piso todo irregular. Subir e descer escada toda hora. Tudo apertado, vivo me batendo na tomada da parede que dica pra fora no quarto. Falta tomada nos cômodos eu tenho de acordar ainda mais cedo pra dar conta do básico antes de trabalhar. E esse básico nem inclui comer direito, porque senão não dá tempo.

Então é pra isso que me acabo de trabalhar num emprego que não gosto? Pra viver essa vida de merd@. Que ódio

Em que nomento – 21 de abril

Mais um texto esquecido nos rescunhos, desta vez, de abril desse ano.

Em que momento chegou pra mim, para me dar um carinho, um conforto. Em que momento se pos no meu lugar, na minha dor, no meu sofrimento

Em que momento ao inves de me ferir com palavras, me trouxe sorrisos

Foi dificil pra todo mundo. Eu sei. Cada um sabe de si. E é por saber de si q você não sabe a dor que me causou não ter com qem dividir a dor que eu sentia, a dor fisica, a dor da alma. A sensação de incapacidade, d violencia, impotência.

Cada palavra que me cortava, me sangrava. Eu nao me importava comigo, com meu cabelo, com minha aparência, nada disso tinha sentido se eu falhava como alimento, como mãe. Era meu dever amamentar, ele precisava d mim. Eu era a unica a poder fazer isso. Se eu falhasse, nao falhava so comigo, mas com ele também. Com ele. Inocente. Frágil

Toda minha dor nao se comparava a dor dessa falha. E eu precisava de apoio. Não de mais cobranças, por um corpo que despertasse desejo, por um cabelo arrumado, por uma blusa que nao mostrasse os seios.

Quantas palavras doídas, moleca, doida… quantas cobrancas pesadas

Sim, eu precisava mudar, precisava cuidar de mim. Ainda preciso. Mas, mais do que isso, eu precisava ser acolhida, me sentir amada

Isso eu nao senti. Senti o peso das cobranças.

Natal na quarentena

Observação : esse post é de 2020, por alguma razão ficou esquecido na pasta rascunho, provavelmente porque não acabei de escrever.

Esse foi um ano dferente. Chegamos ao natal e nem parece que saímos do começo do ano. Mas o que me leva a escrever aqui não é exatamente só sobre isso. Mas sobre o que virou o natal pra mim

O dia foi estressante. Muita coisa pra fazer e pouco tempo. Minha mãe veio pra ajudar, mas pedi pra ela fazer a roupa do bebê e ela deixou pra terminar aqui, foi quase um dia.

No fim, parte da comida planejada não foi feita. Essa não foi a parte ruim. Também não é que o natal foi ruim. Não tinha como ser tendo meu bebê aqui. E tendo minha mãe e meu irmão comigo. Mas foi ruim pprque não senti a magia do natal.

Reunimos a família, a minha e a do pai do bebê ( além de uma pessoa que não é família, é amiga de uma cunhada e ainda trouxe a filha). A menina não foi um problema , mas se divide em muitas partes a questão.

1. A pandemia não acabou.

Me deu um sensação ruim o natal assim, com tanta gente. Aqui em casa tentamos fazer quarentena, mas não ficamos isolados, tentamos no início porém com o tempo tivemos que flexibilizar, com um bebê recém nascido era preciso levar pra vacina, consulta, comprar fralda, roupa. Precisamos comer e até comecamos a pedir a feira, supermercado, porém era preciso ir buscar na portaria. Enfim…

Abrir as portas de casa hoje foi um misto, queria muito que toda a família estivesse aqui no primeiro natal do bebê, ao mesmo tempo que bate o medo de algum contaminado. Deus me livre , que ele nos proteja🙏.

Somado a isso receber essa amiga, sabe, não gostei. já não sou fã dela ( pra mim natal é com família e só), até queria que o pai do bebê tivesse dito a irmã pra não convidar. Não sei por onde ela anda, sei que a família dele não faz quarentena, que a minha já começou a flexibilizar, mas o sentimento de familia é diferente.

2. Forma de comemorar o natal

Passamos um dia desgastante pra comemorar o natal a noite, tendo de esperar até quase 23h pra servir o jantar, comer, trocar presentes e acabou. Não comemos enquanto esperamos, não conversamos bobagens por não termos tanta ligação, com um bebê no colo nem comer todos juntos tinha condição

Pra quem você se arruma? Porque? Vale a pena?

Ontem aconteceu algo que me deixou curiosa, ou seria intrigada? Tanto que vim falar aqui e nem sabia que título usar. Estamos no natal, chamei pra levar o bebê pra tirar foto. Ai o pai disse que as irmãs tinham chamado pra ir ontem. Falei que minha ideia era ir cedo, pra não pegar aglomeração. Falei que a hora delas ia ta cheio. Adiantou? Não.

Deu 18h e ele não está em casa, achei que hajia desistido. Quando chegou perguntei ficou vai não vai, resolveu ligar pras meninas. Desnecessário. Cabia a ele decidir. Claro que elas diriam pra ir. Foi o que aconteceu.

Ele continuou indeciso, falei que porim iriamos outro dia, já estava tarde, ele cansado, mas cabia a ele decidir, afinal era a família dele.

Certa de que já não iriamos fui ajeitar a cozinha, ele decidiu ligar novamente pras meninas e por fim ir. Largo o que ia fazer e vamos se arrumar. Ele toda hora: já está pronta? Saimos de casa sem pano pro nariz escorrendo do bebê, sem alcool em gel. Chegamos numa praça entupida de gente, sem o pessoal usar máscara, pra tirar uma foto de natal em familia, que nem aconteceu.

Voltamos pra casa, eu com a consciência tranquila de que avisei, ele reclamamdo da escolha errada, da dor de cabeça. Quis começar a implicar até pelo percurso que faço pro trabalho, falei que usava o aplicativo que ele diz pra usar, ele falou que tinha de fazer varios testes sem. Se eu disesse que não usava, a reclamação seria pra eu usar. Ignorei a discussão.

Mas o que gerou o post nem foi isso e sim um comentário. Antes de sair, ele exaltando o quanto as irmãs tinham se produzido pra ir. E eu me senti pressionada a fazer o mesmo, me arrumar mais do que faria, como se fosse uma comparação. Não era, ou não devia ser. Temos estilos diferentes, na verdade, muito mais do que só o estilo.

Mas, por causa do comentário, tentei por algo mais arrumado, não rolou porque com a mudança muita roupa continua indisponível. Enrolei com um brinco e um colar. Ajeitei mais o cabelo e fui. As irmãs estavam como costumam estar quando saem. Ou pior, roupas feias.

Fico pensando como ele reclama tanto de mim, mas não olha pras irmãs com a mesma força. A irmã que teve bebê está tao magra ou ate mais que eu. E não vejo comentários sobre isso.

Então, eu me arrumei, não pra mim,as pra o que os outros poderiam pensar. Vale a pena? Não