
Entre minhas metas de final de ano estava:
“comprar e LER mais livros de autoconhecimento feminino – um novo sempre que acaba um antigo” acabei acrescentando “ou sempre que achar interessante algum ” após ouvir falar (na verdade ler) sobre este livro. Em minha busca por auto conhecimento, auto aceitação, auto estima ou seja lá o nome que se dê no fundo ao que esteja procurando acabei chegando a um blog que falava sobre a Mulher Selvagem, o Sagrado Feminino ( não lembro agora o blog em si, mas retorno aqui se lembrar) e nele falava sobre o livro Mulheres que correm com os Lobos, achei interessante. Pelo que entendi, falaria sobre características femininas que se assemelham a dos lobos, sobre contos de fadas, interpretando-os. Logo depois, vendo postagens que sempre chegavam a minha caixa de email e eu nunca acompanhava no site da pantys, novamente encontro referência a este livro. Coincidência? Não existem coincidências (Não sei se a frase é de alguém especificamente, mas ouvi em Kung Fu Panda, apesar de ser filme infantil, acredito que traga algum significado real).
Ainda estava lendo o Ouse Crescer, mas senti a necessidade de comprar este livro logo, não esperar o fim da leitura do anterior. Comprei e comecei a ler assim que acabei o outro. Pretendia trazer um resumo, que nem fiz com os dois anteriores, mas cheguei a conclusão que seria difícil fazer isso, é um livro denso e profundo, são mais de 500 páginas que precisam ser lidas com calma, para assimilar todo seu esplendor, talvez nem seja possível absorver tanto assim numa primeira leitura, talvez outras sejam necessárias, ele vai além do que eu havia imaginado que seria. Não é só uma história comparando mulheres e lobos, não são textos falando dos contos de fadas pra mim conhecidos contados de forma diferente, com alguma explicação. São textos intensos, não trata-se de uma linguagem rebuscada, mas ao mesmo tempo é uma linguagem carregada, de significados, de ideias. Não consigo ler muito de uma vez, preciso ler com calma, absorvendo, me alimentando das palavras, frases.
Enquanto leio, tenho uma sensação curiosa, na maioria das vezes é como se pudesse sentir uma força correndo, como um animal, ou uma pessoa livre, pelas montanhas, pela natureza, com o vento percorrendo o corpo, como ondas que minhas mãos algumas vezes chegam a desenhar pelo ar. Pode parecer loucura, ou imaginação, mas essa é a melhor maneira que encontrei de descrever a sensação. E a leitura que de início parecia bem difícil de entender, vai ficando mais familiar, como se eu fosse me adaptando a linguagem, ou ela fosse ganhando mais sentido.
Às vezes, não consigo fazer ligação da história com a minha vida, com meus pensamentos, com situações que me exemplifiquem o que ela quer dizer. Outras horas, faz sentido, faz tanto sentido que eu consigo enxergar a Aurora e a Melissa (em outro momento explico mais sobre elas) e ao mesmo tempo que as enxergo não consigo definir quem é quem. Por vezes vejo traços da censora e da mentora interior, que a Tara falava em seu livro.
Por tudo isso, por toda a complexidade e importância da leitura deste livro, não tem como eu resumir sua história sem privá-los de muito do conhecimento que pode ser adquirido ao sentir o texto inteiro.É preciso ler, apreciar, se deixar envolver, para conseguir captar a real essencia, em todos os sentidos. O que tentarei fazer é resumir para apenas dar-lhes a noção do texto, lembrando-os que a sua leitura é imprescindível. Como ainda estou lendo, e mesmo que tivesse terminado falar tudo junto seria muita coisa de uma só vez, irei compartilhando aqui aos poucos sobre os capítulos, deixando link aqui para os demais posts que for acrescentando com os resumos, a medida que for fazendo. Boa leitura.
