sem dono, sem forma, sem voz

Quase meia noite, a pessoa morrendo de cansaço, querendo dormir e o som na rua na maior altura, também tava tendo festa na casa de um vizinho. A música, daquelas de quem tem pessímo gosto, que toca em todo canto e você não tem como não conhecer a letra de tanto que toca. O cd então parece que ninguém mais tem outro.. enfim, estava tocando, embora não seja meu estilo, dava pra levar, até porque eu não sou de me incomodar com o som, a menos que esteja em um dia muito irritada, do contrario pode passar o trio na porta e não to nem ai. Enquanto tocava a música, eu ia escrevendo estes posts e ao mesmo tempo ia pensando, naquela sensação que vez por outra aparece, de sentir falta de alguém que nem existe ainda, de querer estar naquele momento com alguém cuja exitencia ainda é uma icognita, de quem não se sabe nada. E fica assim, essa sensação de que falta algo a ser preenchido, de pensamentos que se entrelaçam e não podem chegar a um resultado. De uma falta que não tem como ser preenchida, sem dono, sem forma, sem voz…