Molho de tomate – receita

eu que fiz 😀

Para mim é estranho ir no supermercado e comprar aqueles saches de molho de tomate pronto, sempre acho que não tem um gosto (e cheiro) muito bom. Parece artificial.

Talvez porque pra mim é estranho alguém não fazer seu próprio molho. Lá em casa sempre foi assim, qualquer coisa que íamos fazer que levasse molho, eramos nós que fazíamos. Tenho o hábito até hoje.

A receita às vezes varia um pouco, com mais ou menos tempero a depender do que tem em casa, mas a receita é sempre essa a seguir:

tomate ( a quantidade que desejar, costumo usar de 6 a 10 a depender da quantidade que quero, tamanho dos tomates

cebola ( 1 ou 2 depende do tamanho e da quantidade de tomate)

pimentão (umas 4 tiras finas, só pra dar um gostinho -opcional)

alho (adorooo rsrs, 1 dente grande)

sal ( a gosto)

manteiga (1 colher)

açafrão (opcional – 1 colher chá)

pimenta/cominho moído (opcional – 1 colher chá)

pimenta de cheiro (opcional – 1 a 2 unidades)

Corto o tomate em cubos, a cebola e o pimentão em rodelas, a pimenta em tiras, ponho na panela com o sal, manteiga e os temperos, ponho fogo baixo e mexo um pouco. Não coloco água porque vai sair água do tomate, deixo cozinhar nela mesma, só acrescento água se começar a grudar. Deixo cozinhar até ver que a cebola já ta mole e transparente. Apago o fogo, deixo esfriar e bato no liquidificador com coentro ou cheiro verde se tiver (tem que use sem bater, eu prefiro assim, e ainda peneiro). Está pronto, é só usar ou congelar em potes individuais para usar ao longo da semana.

simples não?

Comidas na gravidez

Uma das primeiras coisas que comecei a pensar quando engravidei foi na comida. Nunca comi bem, isso é fato, apesar de estar melhorando com o tempo. Porém, eu não sabia o que podia e o que não podia comer. Comecei a pesquisar, depois conversei com a obstetra e sigo nessa saga.

Primeiro, cortei o máximo de coisas em conserva ou muito industrializadas: ervilha e milho enlatado, caldo de carne, extrato de tomate, peito de peru, além de café, doces e chocolates. Isso por conta própria. A médica me proibiu de comer amendoim cozido ( porque pode ter fungo na casca), café, chocolate (produtos com cafeína em geral), peixe cru, carne mal passada (nesse caso o risco de toxoplasmose, infecção). Ai um belo dia estava eu na rua e sinto o cheiro do acarajé, que delícia, mas veio a dúvida: posso comer? Os mais velhos dizem que é um alimento carregado, minha vó dizia que fazia mal comer na menstruação se você não tivesse costume, eu sempre comi. Segurei a vontade e esperei a consulta seguinte para perguntar. A médica falou que não tinha problema se eu tivesse costume, porque não era que o alimento iria fazer mal, o que podia acontecer era eu ter alguma infecção e isso é que seria ruim. Como sempre comi, comprei umas duas vezes já (sempre do mesmo lugar que já tinha costume) e antes de comer pus no microondas para esquentar, um hábito com quase tudo que como que vem da rua: pizza, salgado (só como algo que não fiz sem passar no microondas se for a única fonte de comida disponível e eu estiver com fome). Detalhe do acarajé: pedi sem camarão, apesar de eu adorar, o motivo é o oleo que se espalhou pelas praias, mesmo havendo os camarões de viveiro que a princípio não seriam afetados, resolvi abrir mão, na dúvida, mehor não arriscar.

Com isso, mesmo também tendo vontade de moqueca de camarão (ou camarão no cocô como sempre chamei) vou passar um bom tempo sem chegar perto. Molho de tomate sempre tive o costume de fazer, então é tranquilo. Claro que vez ou outra como algo que tem coisas mais industrializadas, tipo quando peço uma pizza, mas são poucas vezes que tenho comido fora. Até a água de cocô e a melancia sofreram: como não sei a forma de conservação da água, não compro mais ela em garrafinha, e tanto o cocô como a melancia só compro fechado para cortar em casa, não sei como higienizaram o facão que abriu e deixou o produto exposto.

Falando em higienização, tenho lavado tudo no vinagre: frutas, verduras, até a acerola que uso para suco. O correto é por no hipoclorito, mas não estava achando, comprei agora e vou passar a usar.

Pode parecer frescura, mas tenho tentado evitar tudo que possa sonhar ser um risco. Afinal eu não tenho vacina de rubéola, não sou imune a toxoplasmose e nem a citomegalovírus, ou seja, melhor se cuidar.

Diário de gravidez: 3° mês

O terceiro mês foi mais tranquilo, porém eu tive mais insônia, isso mesmo, nada de história que grávida dorme demais, eu dormi de menos. Acordei várias vezes de madrugada e não consegui mais dormir, em uma vez levantei, comi, li um livro, pra depois voltar a cama, em outras duas e levantei e quando vi já era quase hora de trabalhar, acabei emendando.

Na 2ª consulta do pré natal, mais lágrimas cairam. O bebe já era um ser com dedos, cabeça, pernas, tão lindo. antes era apenas um pontinho. Ouvi o coração e a médica disse com 70% de chance de acerto o sexo. Por mim eu ficava lá no exame o resto do mês. Saio de lá já ansiosa pelo próximo exame para ver minha lindeza se mexendo de novo.

Com a liberação dela, começamos (ou melhor eu comecei rsrs) a contar as pessoas sobre o bebê. Primeiro a minha amiga, tava com vontade de contar desde que soube. Depois aos tios e tias, em seguida fui falando aos poucos no trabalho, primeiro a um, depois a outra, mais um, até que contei a um superior e daí a todos saberem foi um pulo. Contei a outra amiga e um amigo que queria, e a duas que nem sentia vontade, mas bora lá contar né.

Tem gente a quem a gente sente vontade de dizer, de compartilhar, mas também tem aquelas pessoas a quem você fala porque está conversando com a pessoa, mas não porque queira realmente dizer.

Também fui ao nutrólogo, que mudou minha dieta, e me disse para engordar cerca de 400g por semana. no primeiro trimestre eu engordei 1kg no total, o que estava bom. Minha barriguinha já começa a aparecer, mesmo que sutil. E no último dia do mês, tive um dia mais disposta, tão disposta que passei o dia cozinhando mas no fim da tarde me deu uma dor de cabeça e um cansaço, que tive de parar o que estava fazendo.

Agora é esperar a próxima consulta para saber se eu espero um anjinho ou anjinha… ansiosa ❤

Diário de gravidez: 2° mês

Então, quando completei o 1° mês tive um sangramento, foi a noite, passou e fiz o que o me´dico falou, fiquei em repouso, no outro dia de manhã ele conseguiu vaga pra mim com o ultrassonografista que me acompanha. Fui e estava tudo bem. Havia um hematoma desde o 1° ultrassom, eu deveria ficar de repouso.

Meu médico conseguiu antecipar minha consulta para a semana seguinte com a ginecologista e enquanto isso me passou a receita com a medicação que eu já devia começar a usar. Passei 10 dias sem fazer praticamente nada, só deitada e levantando para comer e banheiro.

Na 6ª ssemana fui pra consulta que considero a 1ª do pré natal, foi ótima, bem diferente da que tive com minha outra médica, refiz o ultrassom e meu bebê estava bem 😀 consegui ouvir o coração bater (começam as lágrimas de alegria) e o hematoma havia sumido.

A médica me deu uma lista de medicamentos que devia/podia usar, falou o que podia ou não comer e me mandou tomar algumas vacinas e fazer exames. na semana seguinte o bebê ganhou o primeiro presente do tio: umas fraldas de ursinho bordados, tão fofo.

na 8ª semana acordei emotiva, impaciente, agoniada, nada estava bom, eu achava ruim até ter de tomar banho. Na 9ª semana tive um pouco de dor de cabeça e insonia. Fora isso foi um mês tranquilo.

Diário de gravidez: 1° mês

O primeiro mês é o mais rápido, não porque o tempo passe voando, mas porque eu só fui saber da gravidez lá pelo meio do caminho.

Estava de férias e estava tudo tranquilo, na seta feira bateu uma preguiça, eu não queria fazer nada em casa, me joguei no sofá e relaxei, afinal estava acabando as férias, podia aproveitar esse dia pra relaxar. No domingo estava empolgada, lavei o banheiro, passei até uma escovinha no trilho do piso que parecia encardido, mas não por falta de limpar e sim por o chão tem meio que umas rugas de onde era difícil a sujeira sair.

Voltei a trabalhar e estava com uma fome danada. Se antes levava um pote de torta de 250 ml pra lanchar, agora essa mesma quantidade me fazia sentir fome antes do fim da manhã. Tive aumentar pra dois potes. Além disso, meus lábios estavam muito ressecados, por mais protetor labial que passasse ou água que bebesse, estavam descascando. Ao chegar em casa batia uma moleza, corpo meio quente, um cansaço. Mesmo assim ainda fui pra academia um dia, parecia que eu estava febril, mas o termômetro não marcou nada, achei que o exercício pudesse me dar mais coragem, engano meu.

Na semana seguinte a menstruação deveria vim e não veio, foi quando eu descobri, já na 4ª semana ( para quem, assim como eu, nunca entendeu porque semanas e não meses é porque as semanas aqui estão contando a data da última menstruação minha e não a partir do dia exato da fecundação), na quinta semana eu completei um mês (não sei como é essa conta, mas a obstetra me disse: você faz mês todo dia X, logo, fiz minhas continhas e meu 1° mês foi na 5ª semana.

No dia que completei 1 mês eu fui ao banheiro e o papel ficou rosado, surtei. Fazia pouco mais de uma semana que tinha descoberto a gravidez e tive medo de perder o bebê, de algo acontecer. A minha ginecologista de anos nunca me deu o telefone dela, nem mesmo quando fui pra consulta após saber da gravidez. Meu primo é médico, mandei a foto e ele recomendou ir na urgência. Liguei pro nutrólogo, que tinha se oferecido ajudar caso eu precisasse de algo (eu havia comentado que queria mudar de médica e ele me indicou uma,mas até eu ir nela ficaria um tempo sem ter quem procurar). Ele atendeu, tentou me tranquilizar e procurar uma clínica pra fazer um ultrassom, como o sangramento cessou e o plantonista não era recomendado por ele por ter tratado mal outra paciente, ele deixou a clinica de sobreaviso e me mandou ver se conseguia esperar o outro dia. Foi o que fiz.

E o resto, é história pro 2° mês….

Quando 1+1=3

Manhê….eu to chegando…… Coisa mais linda de mãe

Já tem quase um ano que a gente falava em ter um bebê, mas ai ficava aquela coisa: vamos esperar os exames, vamos ver o que o médico acha, vamos esperar… e o tempo foi passando.

Vez ou outra quando a menstruação atrasava 1 dia (ou meio turno rsrs) já pensava será? E nunca era. Dessa vez eu tava bem tranquila. Meus pensamentos ao longo desses meses oscilavam entre: quero um bebê agora e ainda é cedo. Até que no domingo que era pra ter vindo a menstruação fomos ao supermercado a tarde e enquanto esperava naquela fila quilométrica eu vi uma mulher com uma criança pequena no carrinho, poderia ser mais uma cena entre muitas, mas a mulher estava meio desanimada, foi quando aquela coisa fofa levantou os bracinhos e foi beijar (quem eu suponho ser a mãe) e ela abriu o sorriso e ficou lá brincando com o pequenino. Tão lindo. Naquela hora eu pensei: eu também quero. Era um amor tão lindo.

E foi como se viesse uma tranquilidade, na ideia de que se a menstruação não viesse, seria bom, ao contrário de meses anteriores em que eu ia ao banheiro e meio que rezava pra ver o papel vermelho, dessa vez eu pensava, tomara que não venha. Apesar de meio assustador por um lado, era ao mesmo tempo uma calma inexplicável que nunca senti ao pensar no assunto.

Fiquei pensando no assunto, dois dias depois cheguei do trabalho na hora do almoço já sorrindo, meu namorado no sofá perguntou o que era, falei que ainda não havia sinal da menstruação e ela nunca atrasou tanto tempo. Geralmente uns dias antes já havia algum sangramento de escape, rosa claro ou marrom e dessa vez nada, resolvemos fazer um teste rápido para ver se tinha algum sinal e nada, tudo zerado. Dai então resolvemos tentar o teste de farmácia.

Após o trabalho passei e comprei logo dois: um de tira manual e um eletrônico. Fiz o primeiro assim que cheguei em casa, era simples, mergulhava o papel em uma porção de urina, se aparecesse duas tiras vermelhas era positivo. Em casos de a gravidez ser muito recente poderia não detectar, ou poderia ainda uma tira dar bem fraquinha. Mas só foi colocar o papel a coluna líquida subiu numa rapidez enorme e num instante estava lá, dois tracinhos vermelhos. Bateu o medo e alegria. Falei a meu namorado sobre as duas tiras e ele perguntou o que significava. Eu queria que tivéssemos visto juntos, mas foi tão ligeiro que nem deu tempo. Respondi que era positivo, acho que ele ficou meio se acreditar, porque ele ficava falando que tinha de fazer o de sangue pra ver.

Não consegui dormir a noite, tinha deixado para fazer o eletrônico com a primeira urina do dia, antes das 4 horas eu já estava de pé, esse demorava mais o resultado então deu pra ver juntos, e como falava as semanas aproximado levei um susto ao ver um 3+ na tela, ai foi que não dormi mais mesmo. Logo cedo a gente passou no laboratório e no papel dizia que o resultado saia no outro dia, mas no meio da manhã recebi um sms dizendo que meus exames já estavam sendo liberados, esperei chegar em casa para abrir o resultado com ele: quase 2000 o beta hcg. Já marquei a médica pro outro dia. (nesse meio tempo eu já havia chorado algumas vezes, mas são tantas águas que ainda vão rolar rsrs que vamos lá).

No outro dia fui sozinha pra consulta, a assistente da médica toda hora perguntava: alguma grávida? Eu não respondi, vou na mesma médica a uns 6 anos, estive nela fazia uns 2, 3 meses e já havia comentado sobre engravidar e ela concordou que seria bom esperar os tratamentos que estava fazendo, então não sabia como responder, até porque eu nem peguei uma senha preferencial.

Quando entrei e falei, ela olhou o exame, fez um comentário sobre o aplicativo que eu usava (pra controlar a data da menstruação, já que eu não gravava todo mês, ele me ajudava a lembrar as datas e sintomas, além de saber os dias de tomar o anticoncepcional que por sinal parei no início do ano por causa de uns exames). Ai confirmou a gravidez e disse que eu devia estar com umas 4 semanas, passou uma ultrassom para a semana seguinte pois disse que antes não daria pra ver nada.

Tirei algumas dúvidas e no meio do caminho comecei a chorar e não aguentei terminar as perguntas, sai da clinica chorando, e dirigi até em casa aos prantos (as águas rolando rsrs) Meu namorado perguntou se tava tudo bem e falei que sim, mas mesmo assim eu n ão parava de chorar. Não era choro de tristeza, era de alegria, ao mesmo tempo que batia a insegurança, tantas perguntas sem respostas: será que eu seria uma boa mãe? Como seria dali pra frente? Respostas que só o tempo dirá… 😉