Quando 1+1=3

Manhê….eu to chegando…… Coisa mais linda de mãe

Já tem quase um ano que a gente falava em ter um bebê, mas ai ficava aquela coisa: vamos esperar os exames, vamos ver o que o médico acha, vamos esperar… e o tempo foi passando.

Vez ou outra quando a menstruação atrasava 1 dia (ou meio turno rsrs) já pensava será? E nunca era. Dessa vez eu tava bem tranquila. Meus pensamentos ao longo desses meses oscilavam entre: quero um bebê agora e ainda é cedo. Até que no domingo que era pra ter vindo a menstruação fomos ao supermercado a tarde e enquanto esperava naquela fila quilométrica eu vi uma mulher com uma criança pequena no carrinho, poderia ser mais uma cena entre muitas, mas a mulher estava meio desanimada, foi quando aquela coisa fofa levantou os bracinhos e foi beijar (quem eu suponho ser a mãe) e ela abriu o sorriso e ficou lá brincando com o pequenino. Tão lindo. Naquela hora eu pensei: eu também quero. Era um amor tão lindo.

E foi como se viesse uma tranquilidade, na ideia de que se a menstruação não viesse, seria bom, ao contrário de meses anteriores em que eu ia ao banheiro e meio que rezava pra ver o papel vermelho, dessa vez eu pensava, tomara que não venha. Apesar de meio assustador por um lado, era ao mesmo tempo uma calma inexplicável que nunca senti ao pensar no assunto.

Fiquei pensando no assunto, dois dias depois cheguei do trabalho na hora do almoço já sorrindo, meu namorado no sofá perguntou o que era, falei que ainda não havia sinal da menstruação e ela nunca atrasou tanto tempo. Geralmente uns dias antes já havia algum sangramento de escape, rosa claro ou marrom e dessa vez nada, resolvemos fazer um teste rápido para ver se tinha algum sinal e nada, tudo zerado. Dai então resolvemos tentar o teste de farmácia.

Após o trabalho passei e comprei logo dois: um de tira manual e um eletrônico. Fiz o primeiro assim que cheguei em casa, era simples, mergulhava o papel em uma porção de urina, se aparecesse duas tiras vermelhas era positivo. Em casos de a gravidez ser muito recente poderia não detectar, ou poderia ainda uma tira dar bem fraquinha. Mas só foi colocar o papel a coluna líquida subiu numa rapidez enorme e num instante estava lá, dois tracinhos vermelhos. Bateu o medo e alegria. Falei a meu namorado sobre as duas tiras e ele perguntou o que significava. Eu queria que tivéssemos visto juntos, mas foi tão ligeiro que nem deu tempo. Respondi que era positivo, acho que ele ficou meio se acreditar, porque ele ficava falando que tinha de fazer o de sangue pra ver.

Não consegui dormir a noite, tinha deixado para fazer o eletrônico com a primeira urina do dia, antes das 4 horas eu já estava de pé, esse demorava mais o resultado então deu pra ver juntos, e como falava as semanas aproximado levei um susto ao ver um 3+ na tela, ai foi que não dormi mais mesmo. Logo cedo a gente passou no laboratório e no papel dizia que o resultado saia no outro dia, mas no meio da manhã recebi um sms dizendo que meus exames já estavam sendo liberados, esperei chegar em casa para abrir o resultado com ele: quase 2000 o beta hcg. Já marquei a médica pro outro dia. (nesse meio tempo eu já havia chorado algumas vezes, mas são tantas águas que ainda vão rolar rsrs que vamos lá).

No outro dia fui sozinha pra consulta, a assistente da médica toda hora perguntava: alguma grávida? Eu não respondi, vou na mesma médica a uns 6 anos, estive nela fazia uns 2, 3 meses e já havia comentado sobre engravidar e ela concordou que seria bom esperar os tratamentos que estava fazendo, então não sabia como responder, até porque eu nem peguei uma senha preferencial.

Quando entrei e falei, ela olhou o exame, fez um comentário sobre o aplicativo que eu usava (pra controlar a data da menstruação, já que eu não gravava todo mês, ele me ajudava a lembrar as datas e sintomas, além de saber os dias de tomar o anticoncepcional que por sinal parei no início do ano por causa de uns exames). Ai confirmou a gravidez e disse que eu devia estar com umas 4 semanas, passou uma ultrassom para a semana seguinte pois disse que antes não daria pra ver nada.

Tirei algumas dúvidas e no meio do caminho comecei a chorar e não aguentei terminar as perguntas, sai da clinica chorando, e dirigi até em casa aos prantos (as águas rolando rsrs) Meu namorado perguntou se tava tudo bem e falei que sim, mas mesmo assim eu n ão parava de chorar. Não era choro de tristeza, era de alegria, ao mesmo tempo que batia a insegurança, tantas perguntas sem respostas: será que eu seria uma boa mãe? Como seria dali pra frente? Respostas que só o tempo dirá… 😉

Deixe um comentário