Cartas para você, no futuro – parte 2

Quase meia noite e eu não consigo imaginar como será amanhã, com você aqui do lado de fora de mim. É tudo tão novo que por mais que eu tente não sei o que fazer, como vai ser.

Por mais que eu saiba que você já existe dentro de mim, como vai ser quando estiver aqui, comigo, eu podendo tocar em cada pedacinho. Olhar nos seus olhos, sentir que está aqui e nada mais será como antes. Que irá por tanto tempo ser dependente de mim, e mesmo quando não mais for, ainda vai estar ali, comigo, não importa se tão perto quanto agora, daqui para todo o sempre será um pedacinho meu no mundo.

Eu nunca mais vou estar só, nunca mais vai ser só eu na vida, você sempre irá existir. Não importa o tempo que passar, você para sempre estará lá, ao meu lado, meu filho amado. É tão estranho já gostar tanto de alguém que nunca vi nessa vida que conheço, do lado de fora. Já te vi nas consultas, já senti seus chutes, seus soluços, você mexer, mas sempre dentro de mim. Queria congelar esses momentos que sei que não vão mais se repetir. Queria ter tudo ao mesmo tempo, os chutes na barriga e o seu sorriso ao meu lado, mas sei que não é possivel, ou um, ou outro. E tá chegando a hora do outro, de te ver, te abraçar, te beijar, ninar, sorrir.

Quero curtir esses seus últimos momentos aqui dentro de mim. Quero saber que mesmo aqui dentro você sente o quanto é amado, desejado, esperado. Que venha com saúde, paz, que seja muito feliz. Te amo ❤

Cartas para você, no futuro – parte 1

Antes de saber, mamãe já te amava
Agora, sentindo o seu coração
Batendo aqui, dentro de mim
Passou um filme na cabeça
Pedacinho meu – Thaeme

Difícil explicar o que eu to sentindo. Ansiedade, medo, alegria, felicidade. Ontem enquanto brincava na minha barriga eu pensava, que saudade vou sentir quando não estiver mais aqui dentro, nunca mais sentir seus chutinhos dentro de mim, acordar com você mexendo, parar o que to fazendo pra sentir, aqueles empurrões que me contorcem, sentir o pezinho por baixo de minha pele, tantas sensações que eu ficava tentando imaginar o que seria.

Mas ao mesmo tempo essa tristeza da saudade que nem bem chegou, eu pensei que tinha de ser assim, é tudo uma fase e logo você estará aqui, comigo, em meus braços, eu vou poder abraçar e beijar, e você vai sorrir pra mim. E teremos a vida inteira juntinhos. Por mais que seja bom te ter aqui dentro de mim, sei que vou adorar te ter juntinho de mim de outro jeito, no meu abraço, nos meus braços.

E agora já falta pouco
E a gente tá ficando louco
Pra poder te segurar nos braços
Pra ouvir a sua voz
E acalmar o teu choro
Te ver dando seus primeiros passos
Pra poder te fazer rir
Dar risada de bobeira
E cantar até você dormir
E quando o sono chegar
Eu vou te olhar a noite inteira
Feito só pra me fazer sorrir
Dentro de mim – Bárbara Dias

Você vai chegar num mundo novo, pra você e pra mim. Talvez você cresça e ache tudo normal, mas vou ver você crescer e pensar em tudo que mudou, nos planos que tiveram de ser revistos, em tudo que imaginei pra ti e não consegui fazer.

Estamos numa pandemia que nunca havíamos visto, nem mesmo a geração de seus avós. Você não terá visitas na maternidade, em casa, tão cedo. Seremos seu pai, sua avó materna e eu nos primeiros dias contigo. Seu quarto ficou pela metade, só conseguimos por nele o berço que eu trouxe numa viagem feita as pressas para comprar seu enxoval, que seu pai nem pode acompanhar, no final das contas mudamos o berço pro nosso quarto, separamos o nosso guarda-roupa pra você já que o seu não estava pronto. Sua vó veio e teve de dormir num colchonete no chão, porque não conseguimos comprar a cama dela também. Seu quarto ficou vazio e ela passou a dormir lá pois o que seria dela estava cheio das “tranquelhas” que pretendíamos ter arrumado quando essa bagunça no mundo começou.

É um mundo novo, dentro e fora da nossa vida. Que a sua vida seja de brilho e de luz.

Já te amo❤️

Larguei o Low Poo?

Já falei aqui sobre o low poo, nem consigo lembrar a quanto tempo eu estava fazendo a técnica. No último mês comprei shampoo e condicionar com sulfato. Mas por que?

É fato que seguir a técnica não é tão simples, se você pensa na dificuldade inicial de aprender o que pode e o que não pode usar, depois, tem de prestar atenção aos produtos que usa, porque qualquer coisa pode colocar tudo ladeira abaixo, imagine você fazer a técnica certinha, chega alguém na sua casa e usa o seu pente, você sem saber vai lá e usa o pente depois, pronto, já não dá pra simplesmente ignorar, vai ter de recomeçar.

Mas não foi por isso que parei, e sim, novamente, culpa da pandemia. Eu não estava nem ai pra esse detalhe, até que no facebook encontrei uma postagens no grupo de cabelo, que falava da importância de usar o sulfato para garantir a limpeza dos fios. Uma vez que a recomendação básica para fazermos nesses tempos é lavar a mão com água e sabão, me fez todo sentido precisar do sulfato para lavar o cabelo de modo mais adequado. Se faz muita diferença? Não sei, porém resolvi não arriscar manter o low poo.

Quanto ao cabelo em si, não notei diferença entre o tempo da técnica e como meu cabelo está agora, apesar de pouco tempo da mudança, logo, vou precisar pensar quanto tudo isso passar se mantenho a técnica ou se flexibilizo e passo a usar qualquer tipo de produto. vamos aguardar.

Barriguinha de grávida

um mês o tempo voa eu já sou e você nem descobriu… (9 meses – Bárbara Dias)

Se me perguntarem se eu gosto de estar grávida, de forma geral, não. Se pensar no que eu não posso fazer, no que deixei de comer, na falta de mobilidade, nos incômodos para dormir, para se vestir, nossa quanta coisa.

Mas se pensar no benefício de ter meu bebê aqui dentro de mim, eu adoro. Adoro ter ele aqui, se mexendo dentro de mim, chutando de um lado pro outro, ficar conversando com ele, cantando pra ele, fazendo carinho. Se pensar nessas coisas, eu gosto sim de estar grávida. E foi sobre isso que mandei pensando esses dias.

Falta aproximadamente 3 semanas para o bebê nascer e já começa a bater saudade da barriga. E isso é estranho, se pensar que até uns meses atrás eu estava reclamando comigo mesma da barriga. E quando a médica comentou que no carnaval viu mulheres grávidas e sentiu falta de poder engravidar e ter a barriga, pensei como que ela podia sentir falta de estar assim.

Mas ai, essa semana ao me dar conta que o bebê está quase chegando e pensar que depois de sair ele nunca mais vai estar aqui dentro de mim, bateu uma saudade.

Como vai ser quando ele sair, nunca mais sentir ele seguro e protegido dentro de mim, sentir as pontadas, os chutes, os soluços… Sentir a barriga mexendo, ficando torta, ter ele tão pertinho de mim. saber que ele está bem, dormindo e acordando com meus embalos.

Quando ta no início, você fica contando as semanas, pensando que ta longe, que falta muito tempo, reclama dos incômodos, se pergunta quando isso vai acabar, mas quando vai se aproximando, tudo que você mais quer é um pouco mais de tempo, que os dias passem lentos, pra você poder aproveitar cada vez mais ele tão juntinho de si.

“E quando a barriga for crescendo
Você ainda vai ser linda
Eu nem preciso te ver”

(9 meses – Bárbara Dias)

Chá de bebê

Comecei esse texto a mais de uma semana, mas parei antes de terminar, ele não estava indo bem. Depois de pensar, notei que o problema era que eu queria deixar ele bem leve, como deveria ser, mas minha cabeça não estava nessa “vibe”, logo resolvi reescrever, talvez aproveitando algumas partes. Então vamos lá.

Planejar o chá de bebê foi uma das primeiras coisas que fiz após saber da gravidez rsrs, não planejar tudo em si, mas começar a pensar no que ia por, como seria, qual tema… fiz isso antes mesmo de começar a pensar em enxoval.

Minha fonte de ajuda nessas horas é sempre o Pinterest. Vou lá e começo a procurar e salvar um monte de ideias para a festa. Definir o tema foi o primeiro problema, porque era tudo tão lindo que dava vontade fazer todos.

Comecei com chuva de bençãos, ou chuva de amor, cada lugar via o nome de um jeito. Depois veio uns elefantes, balões, e por ai foi. Comecei pesquisando temas para meninos e meninas, já que não sabia o que seria. então para uma mesma ideia tentava sempre buscar imagens que houvessem opções para os dois. Após saber que era menino, foquei no azul, apesar de ter passeado por temas coloridos também.

A escolha final, acabou só acontecendo bem perto da data, várias ideias de decoração, lembrancinha, enfeites foram ficando pelo caminho. Alguns tiveram de ser adaptadas, outras improvisadas.

Comecei com uma lista dos itens de decoração que queria colocar na festa, no sentido de tubetes, caixas… passei para a lista de comidas e bebidas e fiquei numa indecisão quanto a lista de convidados e local da comemoração, afinal era muita gente. Optamos por fazer uma com a família, outra com amigos e uma última no trabalho. No final, acabou que só fizemos o da família, o motivo? A quarentena, causada pela pandemia do coronavírus que falei um pouco nesse post aqui.

Voltando, fiz uma lista do que usaria no chá e um slide no powerpoint onde fui colocando fotos de inspiração para cada item, depois foi só escolher qual seria o resultado final que eu queria e montar a lista de compras, ir na rua, fazer pesquisa de preços, voltar, pensar mais sobre tudo para finalmente comprar.

Mudei mais algumas vezes de opinião sobre o tema, até definir uma mistura de balões com nuvens e corações, tudo em tons de azul e branco. para completar, um quadro de um desenho de um bebê dormindo em uma nuvem e um mini berço em mdf cru que achei tão fofo que mesmo destoando das cores da festa resolvi usar.

Optei por tudo na mesa seguir a mesma escala de cores, até os tubetes coloquei jujubas intercalando azul e branco. Nas mesas de convidados a ideia de fazer um enfeite com balões não deu muito certo porque não tive tempo de fazer e tive de passar a função adiante e a pessoa não conseguiu montar da forma que eu queria, nem mesmo próximo ao imaginado, mas tudo bem, serviu de experiência para a próxima vez.

Por causa da quantidade de pessoas, resolvemos fazer a festa no interior, pois em casa é mais espaçoso que no salão de festa do condomínio. Porém no dia, acabamos atrasando para sair, primeiro porque na hora que íamos descer com aquele monte de itens para a festa, caiu uma chuva pesada, depois estiou, porém alguém estava fazendo mudança e trancando o elevador mesmo sem estar usando. Na hora que conseguimos o elevador seguramos e levamos tudo de uma vez, nisso até esqueci de levar o molho de tomate, mas demos um jeito. Ainda tivemos de passar na casa de doces para pegar o pão de queijo que encomendei, resultado, chegamos lá no fim da manhã o que atrasou todos os planos de decoração, quando os convidados começaram a chegar ainda estávamos acabando a decoração. No final deu tudo certo, mas sabe aquela sensação de que podia ter sido melhor. Mas eu gostei apesar de tudo e o que não ficou bom serviu de experiência para as próximas vezes.

Faltou muita gente, mas acho que foi uma quantidade legal, pois deu para dar atenção a todo mundo, coisa que no meu aniversário eu não tinha conseguido.

Ganhamos muitas fraldas, o que foi ótimo. pedi fraldas porque achei melhor que pedir outros itens que eu podia ganhar e não gostar. As pessoas seguiram ao pé da letra o pedido, até mesmo nos tamanhos. Fora as fraldas ganhamos um conjunto de body e uma chupeta que põe fruta para o bebê (sei que a intenção de quem deu foi boa, mas não pretendo usar porque não quero dar chupeta, explico em outro post depois).

Por causa do diabetes gestacional (que falei aqui) não comi nenhum docinho, nem mesmo o bolo, uma pena, mas o sacrifício vale a pena pela saúde do meu bebê.

Em resumo, foi uma festa legal, e eu faria de novo, se a situação permitisse, mas fico feliz de ao menos ter conseguido fazer esse, formou boas memórias❤️ .

Quarentena

O mundo entrou em quarentena. Difícil imaginar a situação. Nunca me passou pela cabeça sequer imaginar que um dia isso poderia acontecer, comércios fechados, pessoas em casa, medo do desconhecido.

Me lembro vagamente das primeiras notícias sobre o assunto. “Ah, alguém comeu um morcego na China e ficou doente…”, comentários desse tipo em sua maioria. Nada alarmante, pensei. Afinal, quais as chances de chegar aqui no Brasil? Tantas doenças já tivemos nos últimos tempos e aqui nada sofremos, não havia por que me preocupar…Que engano.

Quando a doença começou a se espalhar no mundo, acendeu uma luzinha de alerta na minha cabeça, mas ainda estava longe e nem de perto eu imaginei como seria se chegasse aqui.

Os casos começaram a aparecer no país e eu comecei a me preocupar, mas ainda era uma realidade distante, não sabia como seria. Minha mãe ainda chegou a viajar de avião pouco antes de tudo desandar, me lembro de ter receio, mas ela usaria alcool em gel e máscara, então devia estar tudo bem. Graças a Deus ficou, ela foi e voltou bem. E chegou antes da situação desandar, das coisas se agravarem e de tudo começar a fechar, escolas, lojas…

Nos primeiros dias, pra mim foi tranquilo, a quarentena nada mais era do que a minha rotina se eu não fosse trabalhar: ficar em casa. Mas agora, 15 dias depois, começa a ficar chato, não por ficar em casa em si, pois tenho muita coisa pra fazer e esse tempo em casa me ajuda, mas pela privação da liberdade, pelo medo de contagio, não só por mim, mas pelos que amo.

Tenho medo quando abre a porta para entregar o lixo ou receber encomenda, medo pelos que estão longe, pelos que queria ter perto. Medo do amanhã, um desconhecido maior do que já foi, afinal, antes era só um futuro que não se sabia como seria, mas a rotina provavelmente seria a mesma, agora não, é um desconhecido incerto, não sabemos se longe ou perto de um final.

Que tudo isso passe, que tudo dê certo, que todos fiquemos bem🙏

Sorvete de manga

Ok, o meu não ficou igual ao da foto, mas ficou muito bom :D, só esqueci de fotografar.

Eu estava atrás de algo gelado, logo no início da gravidez, o gelado me fazia bem, não que eu enjoasse as comidas, mas alguns dias eu não tava com vontade de comer e só queria coisas geladas, algumas vezes parei no posto para comprar picolé de limão, até que aprendi a congelar a uva, muito bom também😋.

Com a questão do diabetes gestacional, acabei restringindo ainda mais minha alimentação e fiquei sem querer comprar picolé industrializado. A uva li que não era uma fruta muito indicada, então comecei a pensar no que poderia fazer para saciar a vontade de coisa gelada.

Um tempo atrás, tentei fazer um sorvete de acerola, não deu muito certo, acho que foi muita acerola pra pouca banana, rendeu muito, tanto que desperdiçou e nunca mais fiz.

Foi então que vi a receita de um sorvete de manga e resolvi testar, a ideia era a mesma do anterior, ou quase. Segue a receita:

1 banana madura

1 manga madura

Depois de higienizar as frutas, descasca e poe no congelador, no outro dia, tira, deixa uns minutos fora descongelando, põe no processador e bate até ficar homogêneo, ai é só congelar ou tomar logo.

Só isso, viu como é fácil?

Na receita original tinha ainda maracujá, mas eu estou evitando ele também, então fiz só com a manga e a banana. ficou muito bom, pois a manga estava bem docinha, não precisou de mel nem açúcar.

Esperando a oportunidade de fazer mais 😋

48 horas sem açúcar

Essa semana fui pra consulta mensal com a obstetra. Eu até estava tranquila, fiz na véspera minha lista de coisas para perguntar, conversei com o bebê para ele se mexer na ultrassom pra eu ver a carinha dele, enfim, tudo normal.

Logo que começou a consulta ela vai perguntando como estou me sentindo, coisas de rotina, fui mostrando os exames, cartão de gestante, ai ela me disse que tinha dado diabete gestacional 😯😟 como assim? Na hora já me deu vontade de chorar.

Fiquei sem entender, eu tinha visto o resultado do exame, mas era uma diferença mínima no jejum, ao invés de ser menor que 92, deu 93, mas ai era só repetir essa parte, pensei, afinal os demais resultados ( na curva glicêmica vem 3 resultados: jejum, 1h e 2h), além disso, no dia seguinte do resultado, enviei pro nutrólogo e ele olhou enquanto falava comigo no telefone e disse que tava tudo certo.

Ai ela explicou que havia mudado as regras, que agora qualquer resultado alterado já considerava o diabetes, e que daqui pra frente todo o procedimento ia ser alterado, mais rigoroso (não eram essas as palavras, mas entendam assim).

Eu fiquei sem graça na hora, começou o ultrassom e logo no início ela me mostrou o rostinho do meu lindo, já chorei ali, tanto por vê-lo quanto pelo diabetes. Apesar de adorar o momento do ultrassom e de o bebê ter chutado muito, sinto que não aproveitei tanto quanto das outras vezes porque estava preocupada (e triste), a médica ainda fez alguns testes lá, não lembro se tinha nomes, mas eram quatro coisas em que o bebê tinha de fazer para pontuar nota 2 ou 0, fazendo ganhava 2, não fazendo 0. os três primeiros ele fez bem, o último era ele respirar (descobri que os bebês “respiram” a cada meia hora). E pela hora que começou o exame (quando vi a carinha), já tava acabando o tempo e ele nada de respirar. A médica balançou minha barriga pra ele acordar, me mandou virar de lado, e nada.

Era o tempo passando e eu me preocupando cada vez mais, tenso. Não tinha nem como curtir o exame assim, No final, ele respirou, mas ela disse que esperou uns minutinhos a mais do fim do exame (uma coisa que eu não entendi é porque conta de quando o ultrassom começa, já que ela levou uns minutos olhando outras coisas, e se ele respirou nesse intervalo?). Bem, eu já estava desanimada. Falando assim parece que foi tudo ruim, mas não foi, o bebê vai bem, o meu útero apesar de maior que a curva esperada não está assim por causa de aumento do líquido (uma consequência que pode vim do diabetes), que está normal, peso do bebê também normal, tudo que ela mediu disse estar normal, apesar do diabetes.

Por conta disso, ela me mandou fazer ultrassom a cada 15 dias, e passou um exame que nunca ouvi falar: cardiotocografia também a cada 15 dias(que já fiz o primeiro e também normal). Além disso devo fazer o controle da glicemia em casa, usando um aparelhinho, você fura o dedo e mede o nível de glicose, devo repetir 4 vezes ao dia. E ainda contar os movimentos do bebê por 1hora após as refeições.

Foi tanta informação que no final não perguntei nada do que planejava perguntar. Foi ai que cortei o açúcar: nada de suco, ou açúcar no cuscuz, macaxeira, batata. Passei a beber só água.Hoje como é dia de feira, comprei goiaba para tentar ver se ficava bom, ficou um suco sem graça, só de água e goiaba. Não aprovei, mas tentei beber um pouco. O café agora a noite também foi difícil, a carne frita com macaxeira não estava com o melhor gosto pro meu paladar (o dia que comi a carne cozida ajudou mais a disfarçar a falta do açúcar).

Tá difícil por aqui. Sinto que ando tendo mais sede esses dias se tomar suco, e tirando o açúcar das refeições (falo do mascavo, afinal sei que vários alimentos tem outros tipos de açucares embutidos, tipo as frutas). Pra completar, o nutrólogo quer que eu engorde no máximo 250 gramas por semana, o ideal seria 200. Não sei se consigo fazer isso, porque se for comer tudo nas quantidades exatas que ele diz, eu vou acabar com fome.

Eu não engordei muito na gravidez, até agora 29 semanas, 6,8kg. Mas ele disse que minha diabetes é genética, que minha mãe deve ter tido (porque falei que lá em casa todo mundo nasceu acima de 4 kg).

Amanhã começo a medir a glicemia, pense em algo que vai ser caro, o aparelho foi relativamente barato (60 dinheirinhos), mas tem que comprar as tiras para medir e elas custaram uns 200 dinheiros, mas pro meu bebê ficar bem vale a pena o esforço.

Diário da gravidez – 6° mês

E agora já falta pouco
E a gente tá ficando louco
Pra poder te segurar nos braços

(Dentro de mim- Bárbara Dias)

Esse foi um mês relativamente tranquilo. Logo no início do ano, pouco depois de completar o 5° mês, fizemos a 2ª ultrassonografia morfológica, adoro o ultrassom, dá pra ver meu baby lindo e eu fico babando. Dessa vez ele estava bem maior, dava pra ver até as costelas. Sei que nessa época os bebês ainda não sorriem exatamente, mas tenho certeza que ele sorriu pra mim :D.

Também voltei no nutrólogo e ele mudou minha dieta, ganhei alguns quilos durante o fim do ano, mas ainda precisava ganhar um pouco mais. Basicamente ele aumentou a quantidade de comida que eu devia ingerir.

Passei o mês de férias, então dormi quase todas as tardes, um cochilo rápido, porque o calor não me deixava dormir muito. O calor. Pense em algo que aumentou esse mês. Eu vivo parecendo um picolé derretido. Pode ter janela aberta, ventilador ligado virado pra mim, e não adianta, eu fico suando. Dormir é a parte mais difícil porque acabo acordando a noite, ou mesmo que não acorde, no outro dia a roupa parece molhada.

Além disso fiz um monte de exame de sangue no mês, e a curva de glicemia, pense num exame chato. Estava 12 horas de jejum por causa dos exames, tirei sangue e fui fazer a curva, basicamente você bebe um líquido doce e tira sangue em jejum, após uma e após duas horas de beber o líquido. Na clinica tinha uma sala separada pra você esperar o tempo. Cheguei na sala já tinha um senhor fazendo, sentei na fila em frente enquanto a menina foi buscar o líquido, antes de sair ela falou “se você vomitar vai ter de repetir” achei desnecessário o comentário porque me deixou nervosa, como vomitar? Eu já estava pensando que seria tranquilo, afinal já fiz o de lactose que era ruim, e dessa vez era um líquido doce e eu como (comia, na gravidez cortei) muito doce, fora o açúcar que consumo em um monte de coisa: suco, bolo, cuscuz (sim, cuscuz, parece estranho para algumas pessoas mas como no cuscuz).

Enfim, ela voltou com um copo enorme e comecei a beber, dei um primeiro gole e achei um gosto de limão, nada gostoso demais mas fui lá bebendo, aos poucos, até porque ela disse pra não tomar muito de vez pra não enjoar. Enquanto tomava comecei a suar, o ar condicionado estava ligado, mas estava quente ainda, reclamei ela falou que haviam ligado a pouco tempo por isso não gelou, comecei a suar frio pedi para ela me abanar, perto do final ela perguntou se eu queria um golinh ode água quando acabasse, que ela podia dar, mas pouco, respondi que sim e ela saiu pra buscar, devia faltar uns 2 dedos do copo pra acabar, mas só foi ela sair enguiei, senti que ia vomitar e tentei segurar quando chegou em cima da garganta, isso uma vez, na segunda não suportei e coloquei pra fora, o senhor que estava na sala levantou e foi chamar ela, eu lá vomitando. Passei a gravidez toda sem vomitar, vou e vomito no exame.

Ela voltou, me mudou de lugar e perguntou se eu estava acompanhada, falei que sim e ela foi chamar meu namorado, nisso que parei de vomitar começou uma tosse como se tivesse algo preso na garganta. Bebi um gole da água que ela trouxe e quando estava melhor fui embora. Detalhe: ia ter de repetir o exame e só podia ser depois de uma semana.

Cheguei em casa ainda enjoada, e fiquei assim quase o dia todo. Quando cheguei não queria comer, fui fazer a comida me senti mal, deitei, comi pouco durante o dia porque não tinha vontade de nada, meu namorado até comprou uns salgadinhos pra ver se eu melhorava. Depois disso senti a garganta irritada, por uns dois dias e comecei a espirrar, do nada vinha uma crise de espirro. Tive consulta na segunda feira seguinte, a médica me mandou fazer limpeza no nariz com soro, era um spray que compra na farmácia, se não melhorasse teria de usar remédio, por sorte melhorou.

Nessa consulta não tinha ultrassom, mas ela sempre faz um mesmo que rápido e sem laudo nem nada só pra ver o bebê, dessa vez ele não quis deixar a gente ver ele, toda hora estava com a mão na cara, um fofo.

Eu tinha de repetir a curva glicêmica mas cade a coragem, na semana seguinte não fui, com uns 15 dias sabendo que não tinha jeito resolvi que ia fazer na sexta, estava me preparando pra voltar a mesma clínica, mas no fundo eu não queria, acho o atendimento lá muito ruim, apesar de dizerem que é o melhor laboratório da cidade, sinto como se eles não ligasse pro bem estar da pessoa, você foi fazer o exame, beleza, eles fazem, mas não deixam o lugar aconchegante.

Ai tem outra clínica que faz e foi onde minha médica disse que fez e muitas pacientes fazem, uma conhecida também fez lá, resolvi que iria pra lá, mesmo meu namorado achando besteira isso de conforto e tal. Fiz jejum de 8 horas (porque era menos exames) a clínica estava super gelada, mas para mim estava bom, a menina que me atendeu explicou como seria e perguntou se eu queria deixar um acesso no braço ou furar toda hora pra tirar o sangue, optamos pelo acesso já que não sou fã de agulhadas, ela veio com o líquido, o copo parecia menor e mais gelado, porém esse era meio granulado, a medida que eu tomava era como se formasse uma areia no fundo, ela até misturou um pouco mais de água mas não adiantou. Chegou uma hora eu já não queria mais, comecei a suar, chegou uma outra enfermeira, a primeira levantou minhas pernas, me deram uma bolsa caso vomitasse. foi difícil mas acabei tomando. Tinha outra sala onde eu poderia descansar enquanto aguardava, mas preferi ficar onde estava por medo de vomitar, acabei fazendo o exame. Fiquei um pouco enjoado ainda no dia mas nada igual a outra vez.

Meu bebê lindo começou a chutar um bocado, de manhã logo cedo e a noite, umas 20,21 horas, ele começa e com força rsrs. A barriga deu um pulo e na consulta estava até maior do que seria a média pra semana de gestação. Passei parte do mês dormindo bem, parte não tão bem mas também não tão mal, às vezes eu acordava com o calor, algumas com vontade de ir ao banheiro, outras um sonho estranho, dor nas costas, mas nada que se compare as insonias do primeiro trimestre. E sim, já estamos no terceiro trimestre !!!!!!

Só me dei conta de quanto o tempo passou essa semana, justamente. Porque pelas minhas contas eu estava na 26ª semana, mas isso era contando a data da menstruação, ai em um dos ultrassons, não lembro agora o qual, essa data foi refeita por causa do tamanho do bebê, ai refaz a data da menstruação como não sendo a data que foi, eu não sei explicar isso, mas o fato é que pela conta médica oficial estou com 27 semanas. Ai Fui fazer o ecocardiograma fetal esses dias e a atendente perguntou quantas semanas, falei 26, assim como estava falando lá na escola a quem perguntava. Mas quando eu disse a ela me veio a dúvida e fui olhar no aplicativo e vi que se lá consta 26 (eu fiz a conta do aplicativo antes da mudança de data) significava 27.

Ai bateu um meio desespero rsrs, como assim já 27, significa que faltam 13 semanas (esperando que ele espere ate a 40ª) e ainda não fiz quase nada. Mandamos fazer o berço, ganhamos algumas roupas, mas não tem nada lavado, não compramos comoda, produtos de higiene, nem escolhemos o pediatra, nada. Em partes porque estamos esperando o chá de bebê para ver o que ganhamos e assim não comprar coisas desnecessárias.

Esse mês também fizemos o curso de gestante na maternidade onde queremos ter o neném, o que foi legal. E ainda comecei o planejamento do chá com previsão para março. O mais difícil foi escolher o tema, várias opções boas.

Vamos esperar as próximas semanas 😉

diário da gravidez – 4° e 5° mês

Muita coisa aconteceu nos últimos dias e acabei não fazendo o diário do 4° mês, resolvi juntar com o 5° e fazer um só. Desde a 14ª semana me sinto mais disposta, consigo fazer as coisas apesar de ter uma molezinha às vezes. Meu sono melhorou nas últimas duas, três semanas. Diminui minhas idas ao banheiro a noite (na maioria das vezes to conseguindo dormir direto), e minha barriga deu uma esticada nos últimos tempos, outro dia fiquei toda feliz porque um vizinho não próximo aqui do condomínio perguntou se eu tava gestante (acho que pelo tamanho da barriga) 😀 rsrs.

O natal foi aqui em casa, e pra variar e não comi nada do que trouxeram (não que eu fizesse questão pela maioria das comidas, mas uma coisa ou outra eu poderia ter beliscado), então fiz lasanha pra comer, comi tanta que acho que ficarei uns bons dias sem fazer rsrs, isso porque fiz a forma grande pra ceia, uma individual para comer enquanto esperava e uma média pra levar para casa de meus pais, resultado: comi quase tudo sozinha, foram dias comendo lasanha, já tava sem aguentar kkkkk.

Ano novo também fiquei em casa. meu namorado gosta de ir a praia, mas eu não, pior ainda assim, indo toda hora no banheiro e comendo com mais restrições do que já comia. Ficamos em casa, ele não gostou muito mas também não o obriguei. Só perguntei o que ele faria e falei que eu não iria a praia. Acabei fazendo pizza (depois trago a receita). Quando deu meia noite desejei feliz ano novo pro meu bebê e quando meu namorado colocou a mão na barriga tive a impressão que o bebê chutou, ele também achou que sentiu, achei tão lindo.

E sim, agora eu sinto o bebê mexendo mais frequentemente, ainda não são chutes forte e tal, mas sinto e tem vezes que é como se a barriga tremesse. Eu adoro.

Fui no nutrólogo e ele disse que apesar de eu estar com o peso adequado, tenho ganhado um pouco menos de peso do que deveria, por isso ele mudou minha dieta. Também tive ultrassom, a 2ª morfológica e foi tão lindo, meu bebê já ta enorme, mais de 500g e tenho a impressão que uma hora ele sorriu pra mim, nem precisa falar o quanto eu babei, e em várias horas lágrimas rolaram pelo canto do olho.

Comecei a pensar no chá de fraldas com mais detalhes, o que colocar, quem chamar. Acabou que a ideia inicial é chamar cerca de 150 pessoas (muitas ai sei que não vão, mas por um motivo ou outro tenho que chamar – por educação muitas vezes) então falta só decidir se farei só um ou três chás separados para atingir o maior número de gente, vai depender do que sair mais em conta.

Começamos também a pensar no quarto, tínhamos escolhido um berço, mudamos de ideia, agora estamos pensando nos outros detalhes, tipo comoda, guarda roupa, cadeira amamentação, e por ai vai…

Agora, vamos esperar os próximos passos 🙂

20 semanas

Parece que foi ontem que descobri que você estava aqui. E ao mesmo tempo, já faz tanto tempo. Quero logo te ver em meus braços, sentir seu pezinho em minha cara. Ao mesmo tempo quero ter você mais tempo só pra mim.

É tanta coisa pra fazer e eu mal sei por onde começar. Já xonsigo saber que está se mexendo dentro de mim. No inicio custei um pouco a diferenciar, ainda hoje às vezes tenho dúvidas, mas ai cnsidero que sim, que é você.

Mamãe já ama, desde o primeiro momento que pensou que você já existia

Listas de fim de ano

Todo fim de ano é a mesma coisa, você vê uma infinidade de pessoas fazendo listas e mais listas de coisas que desejam fazer no ano que se inicia. Apesar de eu não ser a pessoa mais confiante nessas listas, acabei fazendo, já uns 2 ou 3 anos. E eis que me ocorreu que eu nunca consegui finalizar o ano cumprindo toda a lista. Há quem diga que isso é bom, sinal que você planejou muito, não foi medíocre nas suas metas a ponto de colocar apenas coisas que sabia que faria. Por outro lado, penso ser ruim não completa-la, pois dá a impressão que não fui capaz de cumprir tudo aquilo que gostaria.

Tenho metas de 2018 que até hoje não cumpri, como por exemplo:

  • Trocar as roupas para me vestir melhor
  • Descobrir o estilo e como usar as roupas
  • Ler o livro segredos do guarda roupa europeus e praticar as atividades

Poderia (apesar de não estar escrito nessa lista, mas tem a ver) acrescentar nessa relação o fato de aprender a arrumar o cabelo e comer melhor. Entra ano, sai ano e eu penso “vou fazer isso” mas a verdade é que lá no fundo, nunca saio do lugar.

Em 2019, uma das minhas metas era ‘comprar e LER mais livros de autoconhecimento feminino – um novo sempre que acaba um antigo ou sempre que achar interessante algum‘, até comecei o ano bem, li o Mulheres que correm com os lobos, Ouse crescer, e só. Parei por ai. Apesar de ter comprado o ‘Seja autêntico’ e ‘MIndset’ não cheguei a ler. Em partes porque esses dois eu comprei na época que descobri a gravidez, em partes porque e simplesmente não li mesmo, comecei e não acabei. Li “os 60 dias mais importantes da gravidez” e estou lendo por capítulo “o que esperar quando você está esperando”, mas nenhum desses últimos é do autoconhecimento feminino a que me referi no início do ano.

Também coloquei que beberia 2 litros de água até o fim do ano e estou longe disso, apesar das recomendações médicas e de ter descoberto uma pedra no rim (do tamanho de um grão de arroz, que achei ser pouco mas disseram que não).

Posso dizer que esqueci da minha lista ao longo do ano, não era algo que eu ia revisitar de tempos em tempos, tanto que me surpreendi ao abrir ela e ver que estava lá engravidar (meta cumprida rsrs). Eu lembro que desde o ano passado falávamos sobre isso, as não lembro de ter posto isso como uma meta em si, afinal sempre foi uma ideia um pouco distante, você nunca sabe que tá pronta (eu pelo menos não sabia).

Então me pergunto, como as pessoas conseguem fazer suas listas e cumpri-las ao longo do ano? Como encontram a motivação necessária para seguir, para manter a rota, para não se desvincular do objetivo?

Acho que comecei a pensar nisso mais por uma postagem de facebook do que pelo fim do ano em si. Vi uma pessoa postando sua vontade de engordar (sim você leu bem engordar, apesar de não ser comum, há muita gente que deseja isso pois por alguma razão tem dificuldade de conseguir) e o quanto evoluiu ao longo dos anos. Eu meio que segui essa evolução sem perceber, olhava suas fotos de comida e pensava ‘que besteira, pra que alguém posta isso?’ Fiquei surpresa com o que li e comecei a pensar o porque algumas pessoas conseguem e outras não. Porque parece simples o que ela fez (não estou dizendo que é), mas só parece por ser o outro fazendo. Eu não consegui nem beber 2 litros de água, o que dirá uma mudança mais profunda. Será que se eu começar a postar todo dia, daria algum resultado? Talvez sim, talvez não, não sei.

O que eu queria pra 2020? Na verdade o mesmo que eu queria todos esses anos, ser o eu que eu sempre imaginei que seria, mas nunca cheguei a ser. O eu que vive na imaginação, mas não ganha asas para voar. O eu que todo ano se sente frustado por não ser o que sonhou, por sentir que falta algo, viver essa sensação de vazio de existência, falta de sentido. Onde os dias são apenas dias, não fazem sentido. Porque se esforçar se a vida é essa mesmice? De onde tirar forças para mudar? Mais um ano que se encerra sem essas respostas…

IA e minha relação com a comida

Tenho seguido alguns instagrans sobre bebês, por motivos óbvios. E foi neles que vi falando sobre a introdução alimentar(IA) e amamentação dos bebês, em alguns há relatos de diferentes pessoas sobre quando e como começaram a comer e quais consequências disso em suas vidas. Foi pensando nisso que resolvi vim escrever.

Não sei ao certo quando começou minha IA, mas sei que parei de mamar com 15 dias, porque minha mãe adoeceu e o médico disse que eu deveria ser separada dela. Então não só deixei de amamentar como fiquei longe de minha mãe no sentido de não dormir mais perto, e não sei quanto tempo sem contato físico houve. Minha avó passou tomar conta de mim, o que perdurou pela infância, adolescência e parte de minha vida adulta (cabe aqui falar mais sobre isso em outro post, foquemos nesse na alimentação).

Então, não sei quando comecei a comer alimentos sólidos e outros líquidos, mas sei que quando criança tomava muito suco, tanto que enjoei o saber do meu então preferido. Além disso, lá em casa nunca foi exemplo de alimentação saudável: comida sempre com muito sal, refrigerantes, poucas frutas e nenhum incentivo ao consumo de água. Apesar de haver sempre o comentário de que o médico mandava reduzir o refrigerante que era um veneno, fazia mal, isso nunca foi posto em prática. Comidas gordurosas e muitas besteiras sempre fizeram parte do cardápio. Morando perto de um mercadinho de bairro, doces eram itens obrigatórios. lembro-me da época em que com um real dava para comprar umas 20 balas de leite cobertas com açúcar, e elas acabavam num instante.

Cresci nesse ritmo, até mesmo o feijão, hoje item que adoro, levou um bom tempo longe de meu prato, eu só queria comer arroz e carne, sendo que essa carne era cheia de óleo e eu “umedecia” o arroz colocando óleo em cima. Não havia nenhum adulto que controlasse a alimentação, considero hoje que eram (e ainda são) todos omissos. Apesar de comentários do tipo: ‘isso faz mal, nunca vi não comer tal coisa, fulano não gosta disso’, nunca fizeram nada para mudar, seguindo a “filosofia” de que ‘a vida ensina’ ou ‘quando quiser eles comem’.

onde já se viu um bando de crianças decidir o que fazer, comer? Apesar de na época parecer bom ( afinal qual criança vai preferir salada a chocolate?) isso em nada ajudou na formação. Ao contrário, até hoje tenho uma alimentação restrita porque não gosto de experimentar novos pratos, não quero comer coisas diferentes, e vou pela ‘cara’ da comida. Apesar de ter melhorado a alimentação, ainda não é o suficiente. E mesmo sabendo que preciso mudar, ainda é muito difícil se abrir a novos sabores.

Molho de tomate – receita

eu que fiz 😀

Para mim é estranho ir no supermercado e comprar aqueles saches de molho de tomate pronto, sempre acho que não tem um gosto (e cheiro) muito bom. Parece artificial.

Talvez porque pra mim é estranho alguém não fazer seu próprio molho. Lá em casa sempre foi assim, qualquer coisa que íamos fazer que levasse molho, eramos nós que fazíamos. Tenho o hábito até hoje.

A receita às vezes varia um pouco, com mais ou menos tempero a depender do que tem em casa, mas a receita é sempre essa a seguir:

tomate ( a quantidade que desejar, costumo usar de 6 a 10 a depender da quantidade que quero, tamanho dos tomates

cebola ( 1 ou 2 depende do tamanho e da quantidade de tomate)

pimentão (umas 4 tiras finas, só pra dar um gostinho -opcional)

alho (adorooo rsrs, 1 dente grande)

sal ( a gosto)

manteiga (1 colher)

açafrão (opcional – 1 colher chá)

pimenta/cominho moído (opcional – 1 colher chá)

pimenta de cheiro (opcional – 1 a 2 unidades)

Corto o tomate em cubos, a cebola e o pimentão em rodelas, a pimenta em tiras, ponho na panela com o sal, manteiga e os temperos, ponho fogo baixo e mexo um pouco. Não coloco água porque vai sair água do tomate, deixo cozinhar nela mesma, só acrescento água se começar a grudar. Deixo cozinhar até ver que a cebola já ta mole e transparente. Apago o fogo, deixo esfriar e bato no liquidificador com coentro ou cheiro verde se tiver (tem que use sem bater, eu prefiro assim, e ainda peneiro). Está pronto, é só usar ou congelar em potes individuais para usar ao longo da semana.

simples não?

Comidas na gravidez

Uma das primeiras coisas que comecei a pensar quando engravidei foi na comida. Nunca comi bem, isso é fato, apesar de estar melhorando com o tempo. Porém, eu não sabia o que podia e o que não podia comer. Comecei a pesquisar, depois conversei com a obstetra e sigo nessa saga.

Primeiro, cortei o máximo de coisas em conserva ou muito industrializadas: ervilha e milho enlatado, caldo de carne, extrato de tomate, peito de peru, além de café, doces e chocolates. Isso por conta própria. A médica me proibiu de comer amendoim cozido ( porque pode ter fungo na casca), café, chocolate (produtos com cafeína em geral), peixe cru, carne mal passada (nesse caso o risco de toxoplasmose, infecção). Ai um belo dia estava eu na rua e sinto o cheiro do acarajé, que delícia, mas veio a dúvida: posso comer? Os mais velhos dizem que é um alimento carregado, minha vó dizia que fazia mal comer na menstruação se você não tivesse costume, eu sempre comi. Segurei a vontade e esperei a consulta seguinte para perguntar. A médica falou que não tinha problema se eu tivesse costume, porque não era que o alimento iria fazer mal, o que podia acontecer era eu ter alguma infecção e isso é que seria ruim. Como sempre comi, comprei umas duas vezes já (sempre do mesmo lugar que já tinha costume) e antes de comer pus no microondas para esquentar, um hábito com quase tudo que como que vem da rua: pizza, salgado (só como algo que não fiz sem passar no microondas se for a única fonte de comida disponível e eu estiver com fome). Detalhe do acarajé: pedi sem camarão, apesar de eu adorar, o motivo é o oleo que se espalhou pelas praias, mesmo havendo os camarões de viveiro que a princípio não seriam afetados, resolvi abrir mão, na dúvida, mehor não arriscar.

Com isso, mesmo também tendo vontade de moqueca de camarão (ou camarão no cocô como sempre chamei) vou passar um bom tempo sem chegar perto. Molho de tomate sempre tive o costume de fazer, então é tranquilo. Claro que vez ou outra como algo que tem coisas mais industrializadas, tipo quando peço uma pizza, mas são poucas vezes que tenho comido fora. Até a água de cocô e a melancia sofreram: como não sei a forma de conservação da água, não compro mais ela em garrafinha, e tanto o cocô como a melancia só compro fechado para cortar em casa, não sei como higienizaram o facão que abriu e deixou o produto exposto.

Falando em higienização, tenho lavado tudo no vinagre: frutas, verduras, até a acerola que uso para suco. O correto é por no hipoclorito, mas não estava achando, comprei agora e vou passar a usar.

Pode parecer frescura, mas tenho tentado evitar tudo que possa sonhar ser um risco. Afinal eu não tenho vacina de rubéola, não sou imune a toxoplasmose e nem a citomegalovírus, ou seja, melhor se cuidar.

Diário de gravidez: 3° mês

O terceiro mês foi mais tranquilo, porém eu tive mais insônia, isso mesmo, nada de história que grávida dorme demais, eu dormi de menos. Acordei várias vezes de madrugada e não consegui mais dormir, em uma vez levantei, comi, li um livro, pra depois voltar a cama, em outras duas e levantei e quando vi já era quase hora de trabalhar, acabei emendando.

Na 2ª consulta do pré natal, mais lágrimas cairam. O bebe já era um ser com dedos, cabeça, pernas, tão lindo. antes era apenas um pontinho. Ouvi o coração e a médica disse com 70% de chance de acerto o sexo. Por mim eu ficava lá no exame o resto do mês. Saio de lá já ansiosa pelo próximo exame para ver minha lindeza se mexendo de novo.

Com a liberação dela, começamos (ou melhor eu comecei rsrs) a contar as pessoas sobre o bebê. Primeiro a minha amiga, tava com vontade de contar desde que soube. Depois aos tios e tias, em seguida fui falando aos poucos no trabalho, primeiro a um, depois a outra, mais um, até que contei a um superior e daí a todos saberem foi um pulo. Contei a outra amiga e um amigo que queria, e a duas que nem sentia vontade, mas bora lá contar né.

Tem gente a quem a gente sente vontade de dizer, de compartilhar, mas também tem aquelas pessoas a quem você fala porque está conversando com a pessoa, mas não porque queira realmente dizer.

Também fui ao nutrólogo, que mudou minha dieta, e me disse para engordar cerca de 400g por semana. no primeiro trimestre eu engordei 1kg no total, o que estava bom. Minha barriguinha já começa a aparecer, mesmo que sutil. E no último dia do mês, tive um dia mais disposta, tão disposta que passei o dia cozinhando mas no fim da tarde me deu uma dor de cabeça e um cansaço, que tive de parar o que estava fazendo.

Agora é esperar a próxima consulta para saber se eu espero um anjinho ou anjinha… ansiosa ❤

Diário de gravidez: 2° mês

Então, quando completei o 1° mês tive um sangramento, foi a noite, passou e fiz o que o me´dico falou, fiquei em repouso, no outro dia de manhã ele conseguiu vaga pra mim com o ultrassonografista que me acompanha. Fui e estava tudo bem. Havia um hematoma desde o 1° ultrassom, eu deveria ficar de repouso.

Meu médico conseguiu antecipar minha consulta para a semana seguinte com a ginecologista e enquanto isso me passou a receita com a medicação que eu já devia começar a usar. Passei 10 dias sem fazer praticamente nada, só deitada e levantando para comer e banheiro.

Na 6ª ssemana fui pra consulta que considero a 1ª do pré natal, foi ótima, bem diferente da que tive com minha outra médica, refiz o ultrassom e meu bebê estava bem 😀 consegui ouvir o coração bater (começam as lágrimas de alegria) e o hematoma havia sumido.

A médica me deu uma lista de medicamentos que devia/podia usar, falou o que podia ou não comer e me mandou tomar algumas vacinas e fazer exames. na semana seguinte o bebê ganhou o primeiro presente do tio: umas fraldas de ursinho bordados, tão fofo.

na 8ª semana acordei emotiva, impaciente, agoniada, nada estava bom, eu achava ruim até ter de tomar banho. Na 9ª semana tive um pouco de dor de cabeça e insonia. Fora isso foi um mês tranquilo.

Diário de gravidez: 1° mês

O primeiro mês é o mais rápido, não porque o tempo passe voando, mas porque eu só fui saber da gravidez lá pelo meio do caminho.

Estava de férias e estava tudo tranquilo, na seta feira bateu uma preguiça, eu não queria fazer nada em casa, me joguei no sofá e relaxei, afinal estava acabando as férias, podia aproveitar esse dia pra relaxar. No domingo estava empolgada, lavei o banheiro, passei até uma escovinha no trilho do piso que parecia encardido, mas não por falta de limpar e sim por o chão tem meio que umas rugas de onde era difícil a sujeira sair.

Voltei a trabalhar e estava com uma fome danada. Se antes levava um pote de torta de 250 ml pra lanchar, agora essa mesma quantidade me fazia sentir fome antes do fim da manhã. Tive aumentar pra dois potes. Além disso, meus lábios estavam muito ressecados, por mais protetor labial que passasse ou água que bebesse, estavam descascando. Ao chegar em casa batia uma moleza, corpo meio quente, um cansaço. Mesmo assim ainda fui pra academia um dia, parecia que eu estava febril, mas o termômetro não marcou nada, achei que o exercício pudesse me dar mais coragem, engano meu.

Na semana seguinte a menstruação deveria vim e não veio, foi quando eu descobri, já na 4ª semana ( para quem, assim como eu, nunca entendeu porque semanas e não meses é porque as semanas aqui estão contando a data da última menstruação minha e não a partir do dia exato da fecundação), na quinta semana eu completei um mês (não sei como é essa conta, mas a obstetra me disse: você faz mês todo dia X, logo, fiz minhas continhas e meu 1° mês foi na 5ª semana.

No dia que completei 1 mês eu fui ao banheiro e o papel ficou rosado, surtei. Fazia pouco mais de uma semana que tinha descoberto a gravidez e tive medo de perder o bebê, de algo acontecer. A minha ginecologista de anos nunca me deu o telefone dela, nem mesmo quando fui pra consulta após saber da gravidez. Meu primo é médico, mandei a foto e ele recomendou ir na urgência. Liguei pro nutrólogo, que tinha se oferecido ajudar caso eu precisasse de algo (eu havia comentado que queria mudar de médica e ele me indicou uma,mas até eu ir nela ficaria um tempo sem ter quem procurar). Ele atendeu, tentou me tranquilizar e procurar uma clínica pra fazer um ultrassom, como o sangramento cessou e o plantonista não era recomendado por ele por ter tratado mal outra paciente, ele deixou a clinica de sobreaviso e me mandou ver se conseguia esperar o outro dia. Foi o que fiz.

E o resto, é história pro 2° mês….

Quando 1+1=3

Manhê….eu to chegando…… Coisa mais linda de mãe

Já tem quase um ano que a gente falava em ter um bebê, mas ai ficava aquela coisa: vamos esperar os exames, vamos ver o que o médico acha, vamos esperar… e o tempo foi passando.

Vez ou outra quando a menstruação atrasava 1 dia (ou meio turno rsrs) já pensava será? E nunca era. Dessa vez eu tava bem tranquila. Meus pensamentos ao longo desses meses oscilavam entre: quero um bebê agora e ainda é cedo. Até que no domingo que era pra ter vindo a menstruação fomos ao supermercado a tarde e enquanto esperava naquela fila quilométrica eu vi uma mulher com uma criança pequena no carrinho, poderia ser mais uma cena entre muitas, mas a mulher estava meio desanimada, foi quando aquela coisa fofa levantou os bracinhos e foi beijar (quem eu suponho ser a mãe) e ela abriu o sorriso e ficou lá brincando com o pequenino. Tão lindo. Naquela hora eu pensei: eu também quero. Era um amor tão lindo.

E foi como se viesse uma tranquilidade, na ideia de que se a menstruação não viesse, seria bom, ao contrário de meses anteriores em que eu ia ao banheiro e meio que rezava pra ver o papel vermelho, dessa vez eu pensava, tomara que não venha. Apesar de meio assustador por um lado, era ao mesmo tempo uma calma inexplicável que nunca senti ao pensar no assunto.

Fiquei pensando no assunto, dois dias depois cheguei do trabalho na hora do almoço já sorrindo, meu namorado no sofá perguntou o que era, falei que ainda não havia sinal da menstruação e ela nunca atrasou tanto tempo. Geralmente uns dias antes já havia algum sangramento de escape, rosa claro ou marrom e dessa vez nada, resolvemos fazer um teste rápido para ver se tinha algum sinal e nada, tudo zerado. Dai então resolvemos tentar o teste de farmácia.

Após o trabalho passei e comprei logo dois: um de tira manual e um eletrônico. Fiz o primeiro assim que cheguei em casa, era simples, mergulhava o papel em uma porção de urina, se aparecesse duas tiras vermelhas era positivo. Em casos de a gravidez ser muito recente poderia não detectar, ou poderia ainda uma tira dar bem fraquinha. Mas só foi colocar o papel a coluna líquida subiu numa rapidez enorme e num instante estava lá, dois tracinhos vermelhos. Bateu o medo e alegria. Falei a meu namorado sobre as duas tiras e ele perguntou o que significava. Eu queria que tivéssemos visto juntos, mas foi tão ligeiro que nem deu tempo. Respondi que era positivo, acho que ele ficou meio se acreditar, porque ele ficava falando que tinha de fazer o de sangue pra ver.

Não consegui dormir a noite, tinha deixado para fazer o eletrônico com a primeira urina do dia, antes das 4 horas eu já estava de pé, esse demorava mais o resultado então deu pra ver juntos, e como falava as semanas aproximado levei um susto ao ver um 3+ na tela, ai foi que não dormi mais mesmo. Logo cedo a gente passou no laboratório e no papel dizia que o resultado saia no outro dia, mas no meio da manhã recebi um sms dizendo que meus exames já estavam sendo liberados, esperei chegar em casa para abrir o resultado com ele: quase 2000 o beta hcg. Já marquei a médica pro outro dia. (nesse meio tempo eu já havia chorado algumas vezes, mas são tantas águas que ainda vão rolar rsrs que vamos lá).

No outro dia fui sozinha pra consulta, a assistente da médica toda hora perguntava: alguma grávida? Eu não respondi, vou na mesma médica a uns 6 anos, estive nela fazia uns 2, 3 meses e já havia comentado sobre engravidar e ela concordou que seria bom esperar os tratamentos que estava fazendo, então não sabia como responder, até porque eu nem peguei uma senha preferencial.

Quando entrei e falei, ela olhou o exame, fez um comentário sobre o aplicativo que eu usava (pra controlar a data da menstruação, já que eu não gravava todo mês, ele me ajudava a lembrar as datas e sintomas, além de saber os dias de tomar o anticoncepcional que por sinal parei no início do ano por causa de uns exames). Ai confirmou a gravidez e disse que eu devia estar com umas 4 semanas, passou uma ultrassom para a semana seguinte pois disse que antes não daria pra ver nada.

Tirei algumas dúvidas e no meio do caminho comecei a chorar e não aguentei terminar as perguntas, sai da clinica chorando, e dirigi até em casa aos prantos (as águas rolando rsrs) Meu namorado perguntou se tava tudo bem e falei que sim, mas mesmo assim eu n ão parava de chorar. Não era choro de tristeza, era de alegria, ao mesmo tempo que batia a insegurança, tantas perguntas sem respostas: será que eu seria uma boa mãe? Como seria dali pra frente? Respostas que só o tempo dirá… 😉

Trintei

Andei um tempo sumida daqui, foi um pouco de preguiça, trabalho, e muita preparação, sim, preparação para meu aniversário 🙂 30 primaveras ^^.

Comecei a pensar nele ano passado, como uma ideia distante e que não dei muito crédito, isso depois de ter ido a festa de uma amiga. Ai a ideia esfriou e voltou quando meu primo completou 3.0. Faço, não faço, faço, não faço… resolvi fazer, ai começou a preparação. Eu não queria gastar muito e ao mesmo tempo queria que ficasse lindo rsrs. No fim das contas a decoração ficou linda, as pessoas que eu queriam estavam lá, teve comida que sobrou (até hoje, ainda tenho docinho aqui ) e eu fiquei feliz.

Eu quis uma festa “tradicional”, do jeito que havia quando eu era criança, bolo, docinhos e salgados. Tudo, ou quase tudo, feito em casa. Vou tentar detalhar como foi enquanto dou algumas dicas pra quem quiser se inspirar.

  1. defina um tema

Eu fiz uma mescla de A bela e a fera com o pequeno príncipe. Não queria nada muito infantil, mas queria que houvesse uma pitada desse lado criança, queria uma mistura que permitisse um ar chique e ao mesmo tempo descontraido. Acabei optando por focar na rosa, que está presente nos dois temas escolhidos, e com base nela defini todo o resto.

2. Escolha uma cartela de cores

Após definir o tema, escolhi as cores que ia querer trabalhar. Optei por branco, vermelho e transparente. O vermelho da flor, presente em forminhas, bolas, flores. O branco pra dar uma quebrada na cor anterior estava nas toalhas, mesas, bolas, forminhas e algumas flores. Já o transparente escolhi porque queria fugir do dourado e prateado, ele estava nos vasos, suportes de mesa e bolas.

3. Lista de convidados

Essa deve ter sido a parte mais trabalhosa, eu não achava um lugar legal que comportasse todo mundo que eu queria chamar e apesar de pedir confirmação de presença, muita gente ainda faltou (alguns sem nem dar explicação 😦 ). Minha lista de convidados dobrou após eu incluir pessoas amigas e no fim das contas dos que confirmaram cerca de 20% não foi.

4. Faça um pasta no pintrest

Ou use qualquer outra forma que te for mais prática, eu usei o aplicativo porque sempre que via uma ideia eu salvava e quando fui as compras eu me baseei nas coisas que gostei e havia salvo.

5. Liste o que pretende fazer/comprar

Peguei as fotos salvas e decidi o que ia fazer de decoração. Além disso defini quais salgados e doces queria servir, os quais iria fazer e quais encomendar. Feito isso fiz a lista de compras

6. Pesquise os preços

Fui vários dias nas mesmas lojas pra pesquisar, no primeiro além de pesquisar comprei algumas coisas para testar, por exemplo, os tubetes que seriam as lembranças, comprei um pacote só para ver se funcionaria. Ai mesmo já tendo a pesquisa de preço, nos dias que fui pra comprar ainda olhava novamente pra garantir que não havia tido alterações.

7. Faça com antecedência

Eu queria usar aquelas forminhas em formato de flor. Achei bonita e combinando com o tema. Mas eram muito caras, foi então que acabei fazendo. A primeira ideia era fazer de papel, usando uma garrafa de vidro com tampa. Mas não estava gostando. Descobri que uma tia tinha um frisador, peguei emprestado e fiz cerca de 100 forminhas dessas ( qualquer dia escrevo como fiz, se quiserem). Gastei menos do que comprando um pacote do pequeno com umas 30 forminhas prontas. Mas acabei protelando tanto que tive de dormir quase meia noite pra dar tempo de terminar.

8. Escolha roupa e sapato antes

Achei que seria fácil achar o vestido do jeito que queria, mas descobri que não. Faltava 2 semanas e não achava nada que gostasse, comprei a roupa a uns 4 dias da festa e deixei o sapato pra véspera, resultado, não encontrei e fui com um antigo, que descolou :(, minha sorte que deu pra disfarçar o lugar, ele não saiu do pé e disfarcei

9. Tire as fotos no inicio da festa( e olhe como ficaram na hora)

Estava tão empolgada que nem lembrei das fotos, acabou que não tirei com todo mundo, e algumas não ficaram boas, mas ai não tinha mais jeito, a festa já tinha passado e só ficou as lembranças.

10. Aproveite

Depois de tanto trabalho, nada melhor que curtir cada segunda da sua festa, afinal, você merece.