Adeus ondas

Sempre tive cabelo cacheado. Lembro de quando era pequena e detestava lavar o cabelo, porque minha família colocava aqueles bobes, tipo Dona Florinda, em mim. Penteá-los era um tormento, doía, puxava. Até hoje não gosto de cabelo curto, pois uma vez que cortaram o meu assim, ele ficava todo armado. Aquela farofa. Nunca foram definidos, não lembro da época em que os tinha e gostava deles. Do ensino médio pra cá (põe 15 anos nessa conta) ele vive cheio de frizz, épocas mais, épocas menos.

No ensino fundamental II, passei 2 anos sem cortar o cabelo, todo mundo que ia cortava mais que o que eu queria, e até crescer de novo ficava aquele super volume. Não gosto de volume, pelo menos não desse volume não controlado. Meu cabelo pode estar com o cacho perfeito, é só deixar solto que bum, ganha vida própria e sai do controle, fica bagunçado. Uma vez passei umas três horas fazendo escova, mantive na toca e só tirei na hora de ir a uma formatura, não adiantou, na hora das fotos, ele já tava armado, sem definição. Horrível.

Nunca me ensinaram a cuidar do meu cabelo, na época, sem internet e sem maturidade, eu também não sabia como cuidar. Era shampoo e condicionador em todo o cabelo e apenas, vez ou outra uma máscara capilar, que só usava após o condicionador achando que era o certo a se fazer. Não ia ao salão se não fosse algo importante demais, tipo formatura, e quando ia só fazia escova, não passava chapinha. No 1° ano do Ensino Médio, teve evento da escola, sabe aquelas festas grandes que você sabe que todo mundo vai se arrumar, e e não tinha dinheiro, nem abertura pra pedir então minha ideia era lavar o cabelo para a aparência ficar melhor, já que pentear deixava ele armado (nessa época eu o penteava seco), mas eu tive de trabalhar o dia todo e quando eu cheguei em casa no fim da tarde que falei de lavar, começaram a dizer que não era mais hora, porque não iria secar eu iria adoecer, resultado, tentei enrolar ao máximo os cachos e passar creme pra tentar fazer algo melhor, mas o resultado, nada bom (minha família poderia pagar, mas se você não diz o que quer, eles não tem como adivinhar, só que pra dizer é preciso ter um diálogo e nunca houve isso, nunca tive essa abertura de falar realmente o que me incomodava, o que eu queria, pois eles e seus (pre)conceitos de tudo não me deixavam a vontade de fazer isso).

Todo mundo lá em casa falava que os cachos eram bonitos, mas pra mim não era, não daquela forma, como eu não gostava quando mexiam em meu cabelo (pelos cortes curtos, as puxadas do pente nele seco), criou-se a ideia que “ninguém fale de alisar o cabelo dela que ela não gosta”. Mas quem disse isso? Na época do Rouge (2002 aproximadamente) eu achava lindo o corte da Patrícia (ok, hoje não faria igual, mas na época sim), cabelo preto, longo, liso, com franja, eu cheguei a comentar e a resposta foi que meu cabelo não pegava franja. Minhas ideias eram cortadas antes mesmo de serem totalmente ditas, o que me fazia retrair.

E eu cresci assim, sem aceitar meu cabelo, sem saber cuidar dele. Agora, mesmo formada, empregada, com internet, ainda não consigo. Vejo videos no youtube, comecei o low poo, comprei o manual da garota cacheada, passei um bom tempo fazendo umectação com óleo de coco, dormindo em fronha de cetim, e mesmo assim o cabelo não ta legal. Tem vezes que ele fica ok, razoável, mas quase sempre ele ta cheio de frizz, de cabelos caindo (que pode ser falta de ferro, mas haja cabelo pra cair) e vivo com ele preso, porque se solto, ele vai inchando até não aguentar mais. Só solto ele quando está molhado e mesmo assim se estiver em casa, tem horas que prendo quando saio, porque deixá-lo secar solto na rua é um perigo para mim. Eu gosto dos meus cachos, mas não tenho paciência para arrumá-los, tudo que tenho tentado não tem funcionado, e começo a desistir.

Há anos meu namorado fala pra eu ajeitar o cabelo, que ta bagunçado. E eu sei que não é por mal, tem horas que olho no espelho e mesmo com ele preso, parece que ele tem vida. Fica um “solzinho” como ele diz, com tantos cabelos arrepiados que não parece ir pro lugar. Ai eu passo um creme ou gel e ele abaixa, mas fica aquela coisa lambida e encharcada de creme, não é um aspecto natural de cabelo cuidado, eu sei disso e isso também me irrita, mas na vida corrida, não tenho paciência de parar para toda hora que bagunça, ajeitar (sim, porque eu posso deixar ele com todos os fios controlados pela manhã, mas basta eu sair pra algum lugar, deitar ou fazer qualquer coisa que já era). Acabo largando de mão.

Foi por isso que ontem, depois do infinitéssima conversa sobre eu arrumar o cabelo, que cansei e resolvi alisar. Não ter de me preocupar em como tá, em ter uma festa e ele ficar bagunçado porque o vento esfarofou. Eu sei que é o caminho inverso do que muita gente anda fazendo, que é deixar o alisamento e aceitar seu cabelo natural, mas porque temos de aceitar algo que nos incomoda? Porque não podemos melhorar ? Ainda vou pensar mais um pouco sobre isso, mas por hora a ideia é essa, dizer adeus aos ondas, bem vindo ao liso…

Ovo de páscoa 2019

Ano passado postei aqui sobre o primeiro ovo de páscoa que fiz. Agora, resolvi voltar pra atualizar aquele post, sendo mais resumido. Como eu já tinha a forma do ovo e ainda tinha uma barra de chocolate fracionado que comprei no fim do ano não tenho como postar valores de quanto gastei, mas se eu fizer uma média pelo valor do ano passado ( 1 forma de silicone BWB – ovo 350 gramas (7,25) + 1 barra de 1kg de chocolate fracionado da Harald (17,95) = 25,20) e considerando que fiz três ovos de 350g, cada um saiu por 8,40*.

Para fazer é bem simples. Você só precisa picar o chocolate e colocar em uma vasilha/panela para fazer banho maria, eu recomendo que ao máximo que conseguir, assim é mais fácil derreter. Feito isso, coloque uma panela com água no fogo, e pouco antes de começar a ferver desligue ( A panela de chocolate deve ter uma base que cubra a boca da panela com água, para que o vapor não possa sair, e não caia água no chocolate). Coloque a panela com chocolate picado em cima da que possui a água e fique mexendo até que todo chocolate tenha derretido, no início parece que não vai funcionar, mas acredite, vai (é possível fazer essa etapa no microondas, mas sempre faço no fogão, caso queira derreter no microondas, a embalagem do chocolate costuma explicar como faz). Chocolate derretido é só transferir para a forma e depois levar a geladeira por 10, 15 minutos.

chocolate picado
derretendo o chocolate

Minha forma vem com duas partes plásticas e uma de silicone. Ai em uma parte eu coloco o chocolate até a marcação e depois cubro com o silicone e a outra metade plástica, assim forma um lado do ovo. Caso sua forma seja mais simples, só com uma parte plástica, é só por o chocolate e balançar até cobrir toda a forma.

Pra desenformar é só virar em uma superfície limpa, às vezes você pode precisar dar uma leve batida ou pressionar, se estiver usando uma forma simples. No caso da minha é só tirar as partes plásticas e puxar o silicone. Basta repetir para fazer a outra metade e está pronto seu ovo.

Com 3 pedaços de chocolate da barra eu consigo fazer um ovo inteiro e sobra um pouco de chocolate ainda derretido. Como eu estava com 8 pedaços pois minha barra já tinha sido aberta, eu consegui 3 ovos inteiros e a sobra de chocolate usei para fazer umas casquinhas de chocolate na forma de trufa.

E ai, gostou da dica? Alguma dúvida? Deixa nos comentários 😉

*8,40 é um valor aproximado, pois não lembro o preço da barra que usei esse ano, e ela já não estava inteira.

Mulheres que correm com os lobos (parte 4)

Hoje pela amanhã acabei de ler Mulheres que correm com os lobos, demorou, mas terminei e nem posso dizer que é finalmente, porque lá no fundo, eu não queria acabar. Enquanto eu ainda estava no meio do livro, já pensava: “tá acabando 😦 “, e eu queria que a autora tivesse escrito mais desse livro, uma continuação, algo que fizesse a leitura não terminar. Eu queria conhecer mais histórias, mais contos, através das palavras da Clarissa.

O livro é incrível. De início, tive dificuldade de entender, acompanhar a narrativa, era tudo muito novo para mim. Mas após algumas páginas, o novo se abriu, consegui me visualizar nas situações, enxergar a minha vida naquelas linhas, tantos sentimentos, sensações, que eu nem conseguia externalizar, e estavam lá. Não eram só meus, eram de todas nós.

Percebi que sei muito pouco de mim, de nós, mulheres. Não conheço meu ciclo, minhas origens. E esse é um tema que tem me atraído cada vez mais, o Sagrado Feminino, a Mulher Selvagem. Fiquei atraída pelos arquétipos, pelas histórias, impactada com os finais que nem sempre eram finais felizes do jeito que os contos de fadas que ouvimos na infância costumam ter. Eram donzelas sem mãos, meninas sem pés, mulheres mortas, esqueletos. Tão diferentes e tão iguais. Me pergunto porque não nos ensinam dessa forma, desde pequenas, o quanto estaríamos melhores, o quanto mais felizes seriamos ao crescer entendendo cada etapa, cada ciclo, sem uma romantização melosa que nos deixa alienada, sonhando com um príncipe encantado que não existe, que vá resolver nossos problemas e com quem, finalmente seremos felizes. Não, esse príncipe não existe, não dessa forma. Não é ele que nos deixará felizes. Só nós podemos fazer isso por nós mesmas.

Me deu vontade ter uma menina pra ensiná-la da forma que eu gostaria de ter sido ensinada, conhecendo cada linha, cada etapa que nos foi negada por gerações, o conhecimento interior, profundo, eterno, de nossas ancestrais. A vida com uma nova visão, olhada de uma perspectiva diferente.

É um livro longo, sim. E ao mesmo tempo é tão curto. É maior que a maioria dos livros que já li, mas se ele tivesse mais páginas ainda assim não se esgotaria pra mim, sinto que ainda há muito o que aprender, muito a descobrir, tantas histórias guardadas, perdidas. A cada nota ou citação que não era explorada a fundo, me batia uma sensação de “poxa, volta aqui, explica mais isso, faz outro capítulo”. Eu queria mais. Cada vez mais.

Vou deixar aqui um trecho do final do livro, na esperança que tenha um pouco da sensação maravilhosa de ler essas páginas, que desperte em ti a vontade de ler o livro inteiro, de conhecer, cada vez mais.

(…)Apareça, onde quer que seja. Deixe pegadas fundas porque você pode fazer isso. Seja a velha na cadeira de balanço que embala uma ideia até que ela volte a remoçar. Tenha a coragem e a paciência da mulher na história do urso da meia-lua, que aprende a ver além da ilusão. Não se distraia queimando fósforos e fantasias como a pequena menina dos fósforos.

Não desista até encontrar a família à qual pertence, como o patinho feio. Despolua o rio criativo para que La Llorona encontre o que lhe pertence. Como a donzela sem mãos, deixe que o coração paciente a guie floresta afora. Como La Loba, colha os ossos dos palores perdidos e cante para devolvê-los à vida. Perdoe tanto quanto puder, esqueça um pouco e crie muito. O que você faz hoje influencia seus descendentes no futuro. As filhas das filhas das suas filhas irão provavelmente lembrar de você e, o que é mais importante, seguir seu exemplo. (…)

Clarissa Pinkola Estés – Mulheres que correm com os lobos

Para ler mais sobre o que achei do livro, acesse:

https://quase30.home.blog/2019/02/01/mulheres-que-correm-com-os-lobos-mitos-e-historias-do-arquetipo-da-mulher-selvagem-parte-1/

https://quase30.home.blog/2019/02/03/mulheres-que-correm-com-os-lobos-parte-2/

https://quase30.home.blog/2019/02/16/mulheres-que-correm-com-os-lobos-parte-3/

Minhas maquiagens

Água micelar, base, corretivo, blush, pó, pinças, lâminas e lápis branco

Confesso que não sou do tipo de pessoa que adora se maquiar, uma das razões é porque me dá um pouco de agonia colocar um monte de coisa na pele, outro é ter de tirar tudo depois. Sabe quando você vai pra um lugar, chega cansado, e ainda tem de remover tudo antes de dormir? Seria muito melhor se saísse na água, você entrava debaixo do chuveiro e problema resolvido. Mas não, você precisa ficar lá no espelho tirando, pra só depois tomar banho e dormir, só de pensar já deu preguiça.

Apesar disso, eu acho legal e admiro quem gosta (e sabe), são muitos passos e fica legal. Quando tenho de me maquiar, eu tento usar o básico: base, corretivo, pó, blush, sombra, rímel, lápis e batom. Parece muito mas não é, não faço contorno, nem desenho a sobrancelha por exemplo. A algum tempo, eu comprei todas as minhas maquiagens na Baims, por serem naturais, até falei delas aqui. Mas era caro manter esse tipo de maquiagem, longe de minha realidade financeira, além de ser um investimento alto sendo que uso pouco. Resolvi então testar algo mais em conta, já havia usado alguns produtos da Avon e da Natura. Acabei comprando os produtos da Vult e gostei do resultado, principalmente porque sinto que dessa vez escolhi os tons certos pra minha pele, pois sim, não basta comprar os produtos, eles precisam combinar na sua pele se não quiser parecer um fantasma, ou rebocar o rosto claro com base escura, por exemplo.

Para quem, assim como eu, não entende muita coisa sobre maquiagens, saber tipo e tom de pele não é fácil, você acaba na dúvida se está usando o tom certo. Na Baims, tive sorte deles na época enviarem amostras dos produtos, pois não havia loja física onde moro em que eu pudesse ir ver os tons pessoalmente e decidir pela tela do computador dava receio. Ao comprar os produtos da Vult (base, pó, blush), fui numa loja de cosméticos no centro e uma atendente veio me ajudar (pela primeira vez uma atendente simpática, que me atendeu super bem e não me deixou com aquela sensação de tá querendo empurrar produto), ela parecia entender muito de cores e peles, tanto que o corretivo para minha pele estava em falta nos produtos da Vult e ela me sugeriu o da Tracta, comprei. Além disso trouxe a água micelar da L´oréal para remover a maquiagem.

Além disso, mantenho apenas uma palheta de sombras, a cappuccino da true color da Avon, tenho a anos esse quarteto de cores, pois são tons que considero coringa por serem variações do marrom. A máscara de cílios (rímel) eu uso a The Colossal Volum’ Express Super Filme  da Maybelline, que eu adoro por conseguir retirar com água quente (sim, finalmente algo que consigo retirar no banho), desde que descobri não troco ela por nada. principalmente porque as únicas maquiagens que uso sempre são o rímel e o lápis de olho, então a praticidade de sair no banho é o sonho). Por falar de lápis, o meu queridinho a anos é o Lápis Longa Duração Una – 1,2g – preto, já experimentei o da Mary Kay, e o da make B. porém nenhum deles é igual. O da Natura é macio e marca bem, sem precisar pressionar muito. Esses dias ganhei um da Quem disse Berenice? que também é bem macio, contudo não sinto que ele marca bem, apesar dele ser um roxo, não fica forte. Ganhei também uns da intense, da Boticário, mas não testei ainda.

A água micelar eu não gostei muito, e falando em remoção de maquiagem testei o demaquilante que ganhei da Boticário esses dias e ele funciona, tem um cheiro legal, mas como testei só para retirar a máscara, não dá para dizer muito. Ele funcionou, porém como já disse, minha máscara consigo retirar com água morna, então não é prático o demaquilante neste caso. Além disso, comprei a uns meses uma toalha demaquilante da intense, Boticário e dela gostei, consegui remover a maquiagem toda usando ela, depois é só lavar e reutilizar, não preciso daquele monte de algodão. Ainda farei mais testes com os diferentes demaquilantes até decidir o melhor, por hora, é a toalha.

Além desses produtos de maquiagem, comecei a fazer minha sobrancelha em casa. Mudei de cidade e não achei alguém que fizesse tão bem que nem minha antiga cabeleireira, então resolvi fazer sozinha, vendo umas dicas na internet, comprei as lâminas, pinças e um lápis branco para me ajudar a fazer as marcações. Ainda não usei as pinças porque ainda não consegui arrancar os pelos sozinhas, começa a doer e paro rsrs, mas to melhorando a mão em acertar o formato

Bom, é isso, e vocês, são fãs de maquiagem, ou admiradoras que nem eu? Quais sugestões vocês me dão. Deixa nos comentários 😉

Sombra cappuccino, toalha demaquilante, máscara de cílios, e lápis de olho que tenho.

Promoções e eu, alguma atração?

Eu já falei o quanto adoro uma promoção. E pode parecer que eu fico correndo atrás, procurando, mas não é assim. Eu descobri uma promoção da oral B onde você comprava 40 reais em escova e/ou pasta de dente e eles devolviam o dinheiro por acaso, meu namorado parou numa farmácia que não costumamos ir e enquanto ele estava no caixa eu fui em direção a porta pra esperar e parei no meio do caminho pra olhar as prateleiras e lá estava o folheto. Numa promoção da Vanish, eu fui no supermercado comprar pão e poderia ter passado em qualquer seção indo pros caixas, mas entrei justo na de sabão e lá estava lá a divulgação. Coincidências ou não, não vem ao caso.

Pouco antes do carnaval recebi um e-mail da Quem disse Berenice? Falando que se levasse o print na loja ganhava um lápis de olho (válido para clientes do clube das Berês) ai fui buscar. Depois vi no instagram deles a mesma coisa, ai compartilhei com as amigas. Ai ontem de novo no instagram achei outra promoção deles, que na compra de qualquer produto na loja, você ganhava 1 loção desodorante corporal. Compartilhei de novo (não peguei o brinde porque eu estou tentando economizar já que comprei uma tv e meu orçamento foi todo, detalhe que a primeira compra que fiz não deu certo, cancelei e no outro dia a mesma tv tava com um desconte 5% maior do que quando comprei e ainda consegui passar pelo Meliuz, ou seja economizei uns 300 dinheirinhos e ainda vou ganhar uma % de volta depois 😀 ).

Ai hoje eu estava aqui enrolando para ir cozinhar, resolvi dar uma última olhada no e-mail e o que encontro, o clube da boticário me dizendo
“ganhe agora um Demaquilante Bifásico Make B “, não aguentei e comecei a rir, meu namorado diz que as empresas vão me bloquear, lá nas cláusulas da promoção vão dizer que não é válida para parentes dos envolvidos na empresa enm para mim, cpf xxx e pessoas próximas kkkk (semana passada passamos no shopping em frente a loja da Quem disse, e eu fui mexer no celular, diz ele que as atendentes já ficaram olhando pra mim, achando que ia buscar mais algo rsrs).

Fiz o meu cadastro, mandei pras amigas, divulguei no facebook, instagram, whatsapp e fui pegar meu demaquilante hoje a tarde. A caixa preta é característica dos produtos da make B. e o demaquilante diz não necessitar de enxague, remove até a maquiagem à prova d’água e possui vitaminas que nutrem e hidratam o rosto. É preciso agitar bem antes de usar por ser bifásico . Ainda não testei, devo usar a noite para retirar a máscara de cílios (a minha sai na água quente, mas vou testar o demaquilante para ver, já que basicamente a maquiagem que uso é o lápis e a máscara no dia a dia)

Acho que consigo tantas coisas de brinde porque presto atenção aos sites, e consigo identificar quando a propaganda é falsa (pelo menos as da boticário, pois já sei o esquema de divulgação e sei identificar os links quando não são originais deles), além disso, faço cadastro nos clubes das marcas, o que ajuda a saber primeiro. Então não é que eu ande atraindo, talvez eu só esteja mais atenta.

E você se interessou pelo demaquilante da make B.? Se quiser se cadastrar, basta acessar o site aqui (se você não for do clube, terá de esperar uns dias). Se já usou o produto, comenta o que achou, vou adorar saber.

O poder da ação

“Tem poder quem age, tem mais poder quem age certo, e tem super poderes quem age certo na hora certa!”

Já faz uns dias que quero escrever sobre isso aqui, mas fiquei enrolando. Então vamos lá. Muita gente já ouviu falar do livro O poder da ação, do Paulo Vieira. Mas se você nunca leu, bem vindo (a) ao time. Nunca li também, porém já havia ouvido falar pela minha psicologa. Ai um belo dia vi no whatsapp a inscrição para a palestra sobre o livro, resolvi me inscrever e ainda levei meu namorado junto. Chegando lá as palestrantes falaram de um dia de imersão. Você sabe o que é isso? Não? Pois é, eu também não sabia. Mas me inscrevi e lá fui eu. Das 8h as 23h30 com pausas para as refeições. E o que eu achei no fim das contas?

Bom, eu achei legal, mas sinto como se ainda não tivesse caído a ficha, como se a chavezinha que eles falam não tivesse girado. Vi muita gente lá se emocionando, dizendo que foi incrível, extraordinário. Vi gente que menos de um mês depois já lançou o curso que vinha adiando, gente que desabafou. E eu, ainda aqui, assim. O dia foi bem empolgante, deu para refletir algumas coisas e sai com vontade de mudar, mas nada radical e depois esfriou. Ainda fui num encontro onde distribuíamos abraços grátis, mas ainda assim me senti deslocada.

Além disso, parece que depois de tudo, eu tenho me desanimado com mais frequência, como se por eu não sentir uma grande mudança. Minha disposição para fazer as coisas também caiu, eu fico protelando mais. Espero resolver isso logo, mas até lá vou fazendo o que posso.

E você? já leu o livro ou foi a uma imersão? Me conta como foi sua experiência 😉

Você já foi a feira hoje?

Quando era pequena nunca fui muito fã de ir a feira, por um motivo: acordar cedo. Lá em casa o pessoal ia lá pelas 5 e pouco da manhã, com o tempo isso foi melhorando. Hoje em dia eu tenho de ir, e quer saber, eu adoro. Não sei explicar exatamente porque, mas acho divertido, além de ser uma distração, sério. Gosto de ir e escolher o que eu vou comer: tomates maduros e sem manchas, sei que a fruta pode estar boa mesmo manchada mas eu não gosto de comprar, me chame de fresca quem quiser. Cebola, beterraba, cenoura, vez ou outra alguma folha, macaxeira, batata doce, alho…. o tipo de coisa que vende no supermercado mas não tem o mesmo sabor. Gosto de passar olhando as barracas, vendo onde o produto me atrai. Alguns dias dá a vontade de trazer algo que não estava na lista, o que pode ser bom, ou pode ser ruim. A jabuticaba que comprei era diferente das que compram lá em casa, muito grande e sem gosto, mas a cana era legal, o pé de moleque esqueci fora da geladeira e estragou.

Acho tão legal, que nem tenho me importado de ir e voltar caminhando, às vezes fico em sentindo uma velhinha com o carrinho de feira kkkk, ainda mais no último dia que fui de guarda-chuva pra proteger do sol. A água de coco que compro no final da feira, soa como a recompensa do passeio e com isso minhas manhãs de sábado se tornam mais alegres, me sinto até co mais disposição para chegar em casa e fazer as coisas.

E você, já foi a feira hoje?

A semana com pantys

Acredito que já deu para notar que eu adoro a pantys, já falei pelo menos duas vezes dela aqui e vim falar de novo. Porque? Porque acho incrível. A primeira eu comprei no início do ano passado, no fim do ano comprei mais três. Agora finalmente tive coragem de só usar apenas elas um ciclo inteiro, e vim compartilhar.

No primeiro dia, o fluxo estava bem baixo, fui ao trabalho pela manhã e passei o resto do dia em casa. Apesar de fluxo baixo, eu senti a necessidade de trocar algumas vezes não por sentir que estava cheia ou úmida e sim, por causa do cheiro, não sei se era paranoia, mas senti o cheiro algumas vezes, fiquei com receio de não conseguir passar a semana só com elas, afinal pelas experiências anteriores, ela demorava mais de um dia para secar, e eu só tinha quatro para trocar, podia não dar tempo.

No segundo dia o fluxo foi maior, tinha consulta as 8:30 e fiquei com receio de vazar, mas lá fui eu. Foi tranquilo, algumas horas eu ficava pensando, será que ta vazando, que vai sujar a cadeira? Mas logo eu esquecia. Os outros dias eu passei em casa, fui duas vezes na academia, no 2° e 4° dia de fluxo, e não tive problema.

Resumindo, não tive problemas em nenhum dos dias, seja em casa, no trabalho, academia ou médico. Também não senti ela úmida em nenhum dos dias, o que sentia era o cheiro após algumas horas, ai me baseava nisso para trocar . Se eu pudesse sugerir algo, seria o forro ser branco (ou ter essa opção, caso alguém prefira o preto). Eu adoro o preto, porque sei que é mais bonito não ver manchado, mas sinto que no preto eu não tenho ainda a noção de quanto foi absorvido antes da troca, e eu queria saber, até porque eu sinto que meu ciclo reduziu o fluxo após parar o anticoncepcional, mas não consigo visualizar isso no forro preto, e senti falta.

Mas o melhor é a sensação de não estar abafada, o absorvente plástico deixava a pele irritada com o passar dos dias, com a pantys você dorme e acorda bem. Pretendo comprar o short absorvente dreamer , mas ainda vai levar um tempo pois ele custa 105 dinheirinhos.

Promoções e minimalismo, isso combina?

arquivo pessoal

Adoro promoções. Tanto dessas onde a loja dá 10, 20, 50% de desconto ao comprar um produto, quanto essas que são pra nos dar brindes 0800. A primeira vez que recebi algo em uma promoção assim foi uma vez que escrevi para uma revista de história em quadrinho e ganhei um caderno e uma agenda. Depois ganhei umas bonecas. Por fim um sapato. Isso lá pelos anos 2000 e alguma coisa. Foi então que de um ou dois anos para cá vi uma promoção em que você cadastrava no site e ganhava uma hidratação. Porque não tentar? Me cadastrei e ganhei. Oba. Ai foram aparecendo outras assim e fui fazendo, nisso comecei a compartilhar com a família, as amigas, ganhei máscaras, lápis de olho, hidratantes, amostra de perfume que mandaram pra casa. Só não consegui uma de um perfume que estava louca para testar 😦 a mais recente também é de amostra de um perfume novo masculino. Me cadastrei para receber em casa.

Mas não parei só nessas. Já ganhei esmalte e hidratante de outra marca como presente de aniversário, além de uma necessaire linda ao comprar 2 esmaltes. Já comprei em sites que dão brindes a partir de determinado valor de compra. Comprei esmaltes e ganhei 2 necessaires. Depois, comprei 2 máscaras de cílios e uns produtos de cabelo e ganhei um monte de amostras grátis, um espelho e mais uma necessaire (começando a colecionar rsrs) Além disso, já participei de promoções da P&G que comprava produtos da marca e eles te devolviam o valor, a última vez, comprei escova e pasta de dente da oral B e recebi o dinheiro de volta. Já estou de olho em uma da vanish que vi no supermercado no fim de semana. E recebi esses dias em casa as amostras da pantene que coloquei no início do post. Tudo grátis.

Então, pensando em tudo isso que ganhei, vem a pergunta: isso é realmente bom? Pensando na sustentabilidade do planeta, em adotar um estilo de vida minimalista, isso não está indo na contramão? Tenderia a dizer que isso não é legal, porque está incentivando o consumo. Mas essa seria uma resposta pronta, na linha do politicamente correto. Será que no fundo, é essa a minha resposta mesmo? Ainda estou tentando achar a resposta a essa pergunta.

Considero que tenho um consumo normal. Não vivo comprando coisas todos os dias e tento evitar desperdiçar. Acho que o minimalismo é um universo amplo e com várias ramificações. Para alguns, ser minimalista significa ter X peças de roupas, viver com Y objetos, não produzir quase nenhum lixo e usar produtos naturais e orgânicos sempre. para outros não é preciso determinar o número de produtos que você usa, mas você precisa comprar sempre de produtores locais. E por ai vai, diversas formas de enxergar a situação. Sempre há alguns extremos. E eu já comecei a entrar em um deles uma vez, porém pra mim não deu certo.

Eu estava determinada a só usar produtos naturais no meu corpo. Sabonete, maquiagem, shampoo e condicionador, máscara de cílios, protetor labial. Tudo natural, orgânico, certificado. O problema foi que não eram coisas acessíveis para minha realidade. Comprei sombra, blush, base, corretivo, pó e pinceis de maquiagem num total de quase 800 dinheirinhos e o que aconteceu? Os produtos perderam a validade antes de usa-los. Me maquio muito pouco, 1 vez no mês e olhe lá, se não houver nenhuma festa pra ir. E os produtos naturais tem uma validade em geral menor que os demais. Comprei um shampoo e condicionador (100 dinheirinhos) de uma marca super recomendada e quando fi usar não suportei o cheiro de lavanda (que é um cheiro que costumo gostar), a máscara de cílios deles borrava toda a região dos olhos. O protetor labial venceu antes de acabar o produto ( e olha que esse eu usava todo dia) e não tinha na loja mais para vender. O sabonete foi o único que ainda aproveitei bem, mas custava quase 50 dinheirinhos um frasco de 480ml. Analisando as compras que fiz percebi que: gastei dinheiro e ainda desperdicei recurso natural. Porque a maioria das coisas foi desperdiçada. Eu tentando ser o máximo minimalista que conseguia, acabei sendo uma consumista, porque consumi mais e usei menos. Além de que a longo prazo a conta não ia bater. Não tenho condições de gastar 800 dinheiros em maquiagem duas vezes por ano, sendo que num ano não gasto nem metade do produto.

Depois disso, parei para pensar sobre o assunto e entendi que o minimalismo tem de ser visto a partir do que eu vejo dele para mim. Não adianta eu tentar seguir padrões externos sem antes entender os meus. Só vai gerar desperdício. Ao invés de radicalizar e não seguir nada, decidi pensar: como posso diminuir o consumo? Como reaproveitar esse ou aquele material que já tenho? Como ser mais saudável? Começar, mesmo que em pequenos passos. mais vale um pouco por dia, todo dia, que muito de uma única vez e que nada muda, só gera mais do mesmo. Não importa se eu tenho X ou X+1 peças, o que importa é que eu realmente use todas elas. cada pessoa tem necessidades diferentes e o minimalismo irá também se encaixar de formas diferentes. o importante é que você consiga perceber que pode melhorar seu modo de consumo e buscar as formas de como fazer isso, ai com o tempo você vai aprimorando, substituindo peças de roupas sintéticas por algodão orgânico, absorventes plásticos por calcinhas absorventes ou coletores, evitando uso de sacolas plásticas, comprando menos por impulso, comprando só o necessário e por ai vai.

Dessa forma, acho que o minimalismo pode sim conviver com as promoções, desde que se tenha uma consciência de que aquele produto vai ser mesmo aproveitado até o fim. Só porque você não pagou por ele não significa que isso é ruim. Se você ia comprar o hidratante e ganhou, qual mal nisso? Eu não vejo problema, só é preciso dar um uso correto para as coisas. o bom senso sempre é o fundamental

Você conhece seu ciclo?

Eu não conheço o meu. Sei muito pouco sobre ele. A uns 5 anos uso o mesmo aplicativo de celular para marcar os ciclos, e alguns sintomas. Muito poucos sintomas na verdade, acho que os mais usados eram fome e dor de cabeça. Do início do ano para cá, entretanto, passei a usar mais, principalmente durante o ciclo anterior. O motivo? Bom, não sei se tem um motivo ao certo, mas influenciou o fato de ter parado a pílula e ter iniciado minha procura por autoconhecimento. A primeira influenciou a segunda, e não o contrário. Parei com o remédio porque a médica suspeitou que ele pudesse ta dando efeitos colaterais. Já tinha ouvido falar um pouco sobre pontos negativos de usar, mas nunca dei muita importância de pesquisar sobre isso, afinal, era uma maravilha, eu não tinha mais cólica, sabia quando começava e terminava. Perfeito.

Quando tive de suspender foi que comecei a pensar em como fazer para manter o controle e comecei a pensar em me informar sobre o tema. A Pantys (de novo ela) sempre abordava o assunto dos nossos ciclos menstruais e resolvi procurar mais. Até que achei o site Mandala Lunar, e lá falava sobre a confecção de uma mandala a partir e nossos ciclos, achei interessante, mas a ideia de preencher me desanimou um pouco, por vezes sou meio relaxada, meio preguiçosa. Foi quando resolvi usar mais o aplicativo para tentar acompanhar melhor os meus sintomas.

Passou-se o tempo e eu fui lendo o livro Mulheres que correm com os Lobos e enquanto esperava o 2° ciclo do ano resolvi falar aqui do site da pantys, acabei com isso conhecendo a @samira_omg, que postou no insta dela falando sobre o que? A mandala lunar. justamente a mesma do site que vi a uns tempos. No site deles vende uma agenda/diário/calendário… e ela estava falando sobre isso e perguntando quem usava ou tinha vontade de usar, acabamos conversando um pouco nos comentários e comecei a me animar com o tema novamente. Queria comprar, mas são 72 dinheirinhos mais o frete, o que no momento ficou inviável para mim porque o orçamento está apertado esses dias 😦

Mas vi no site que eles disponibilizaram a lunação mensal \0/ em pdf. Ai baixei e pretendo usar enquanto a grana não entra pra eu poder comprar a agenda. E além disso, no blog deles ainda tem um monte de texto legal falando sobre nossos ciclos. Comecei a ler e percebi que realmente conheço muito pouco meu ciclo. Pra começar, eu achava que ele começava no 1° dia da menstruação e descobri que não, que na verdade ela é o final. E que não é a menstruação que atrasa e sim a ovulação. Pois é, de acordo com a postagem deles, em qualquer época de nossas vidas, a menstruação vem determinada quantidade de dias após a ovulação, isso não muda. O que muda é esse dia de ovulação, a depender de diferentes fatores. Achei incrível saber disso. Super recomendo a postagem deles sobre ciclo menstrual, se você, assim como eu, não sabia disso, se sabe muito ou pouco sobre seu ciclo, não importa, afinal, conhecimento nunca é demais. Aproveita e olha as outras postagens, ainda estou lendo, mas já estou gostando. Depois volto para contar o que achei do uso da mandala lunar. Vou testar um pouco antes de escrever pra vocês.

Você já conhece o site da Pantys?

Imagem disponível no facebook da Pantys

Já falei sobre a pantys aqui. Na época que usei pela primeira vez elas um dia inteiro. Agora, estou prestes a entrar no 12° ciclo após a primeira compra e me preparando para passar o primeiro ciclo inteiro usando as calcinhas absorventes da marca. Mas não é exatamente sobre isso que vim falar, e sim sobre o site da pantys, vocês conhecem? Tem tudo que você precisa saber para comprar a sua primeira (segunda, terceira…) calcinha absorvente, como funciona, instagram da marca, facebook, tem até uma calculadora de absorventes que deixa você saber quantos absorventes já usou (claro, é uma aproximação, mas já dá pra ter noção) e quantos vai economizar com a pantys.

Esse foi o meu resultado usando a calculadora de absorventes

Além de tudo isso, a parte mais legal que eu acho do site é o blog, que fala de diferentes temas, como estilo de vida, menstruação (lógico) saúde, sexualidade, sustentabilidade, além de dar sugestões de livros ( lá foi um dos locais que vi falando do Mulheres que correm com os Lobos). São textos simples, que você pode ler rapidinho, mas que te ajudam a pensar sobre vários temas. A última postagem deles As cores que pintam nosso ciclo, achei super legal, sempre bate uma dúvida do porque cores diferentes num mesmo ciclo, e eles explicam de modo fácil. Quanto mais a gente aprende sobre nós mesmas, mais nos aceitamos. E aceitação é tudo não é mesmo 😉

Mulheres que correm com os lobos (parte 3)

Imagem disponível no facebook da Editora Rocco

Antes de falar sobre o livro em si, preciso dizer o quanto fiquei apaixonada por essa edição de capa dura <3. não sabia que existia, até que vi numa livraria bem pequena, tão lindo. Pena não ter visto antes, sei que o conteúdo é o mesmo, independente da capa, mas amei essa versão.

Agora que já falei dessa capa maravilhosa, vamos ao livro em si rsrs. Já falei minha primeira impressão e comentei um trecho resumido sobre a história de Vasalisa. Agora quero falar um pouco dos capítulos que já li, estou atualmente na página 260, pouco mais da metade. Como mencionei na primeira postagem, é um livro profundo, não dá para falar tudo, mas basicamente todo capítulo conta um conto de fada, mito, lenda e aborda algo a partir dele, até agora só conhecia o Patinho feio e a do barba azul e dos sapatinhos vermelhos lembro que sei que existiam, mas não que conhecesse as histórias. Logo no início do livro a autora Clarissa fala sobre “Cantando sobre os ossos”, conta um pouco da história do livro, do que será abordado, explica o significado do uso da Mulher Selvagem, como ela afeta as mulheres. Nessa parte eu ainda não estava entendendo bem a história, mas isso não me afastou da leitura.

O primeiro capítulo fala sobre La Loba, a mulher-lobo, que segundo a autora, indica o que devemos procurar – a indestrutível força da vida (permaneci até ai sem entender muita coisa) Em seguida, vem o capítulo que conta a história do Barba azul que foi mais fácil de começar a entender, a ingenuidade da mulher e seu despertar para a vida. A seguir vem a história de Vasalisa, da qual já escrevi sobre ela aqui. A partir desse ponto, a leitura começa a fazer mais sentido para mim, e vai melhorando com o passar do tempo. Ao chegar a historia de Manawee eu já consegui entender melhora, a natureza dual das mulheres, consegui me identificar, de forma estranha, com a história da Aurora e Melissa (tenho de lembrar de fazer um post explicando essa história), como nós podemos ter diferentes versões dentro de nós mesmas.

Seguindo nessa linha, ao ler A mulher-esqueleto consegui relacionar o que a autora explica com as fases do amor, com situações do dia a dia, o que me ajudou a refletir. E patinho Feio é o auge do entendimento, olhei e falei é isso mesmo. Quantas vezes não nós encaixamos em um grupo, e demora até acharmos aquele que nos aceita como somos? Acredito que esse capítulo poderia até ser dividido em mais de um, pois é abordado várias coisas (conexas, mas que poderiam ser explicadas separadas se quisessem), como os tipos de mães, as más companhias, aparência e ainda conta também a história do zigoto errado. E por fim em La Mariposa, fala sobre o corpo, nos leva a pensar na atenção que damos a ele.

O livro não acaba aqui, como mencionei, estou pouco depois do meio, ainda há muito que ler e aprender, fiz um resumo bemmmm resumido rsrs, mas posso falar mais de algum capítulo se for do interesse de vocês, é só deixar nos comentários ok 😉

Bolo de tapioca

Aqui no blog já escrevi sobre como fazer ovo de páscoa e biscoito,  dessa vez resolvi trazer esse bolo que conheci a pouco tempo e fiz pela primeira vez hoje. Vamos a receita e depois uns comentários.

Materiais

500 g de tapioca seca
500 ml de leite integral
50 ml de leite de coco
1 caixa de leite condensado
2 colheres sopa de açúcar
coco ralado (uma unidade)

Modo de preparo

  1. Misture o leite integral, leite de coco e o leite condensado. Em seguida acrescente o açúcar e misture bem.
    Acrescente aos poucos o coco ralado, deixando um pouco reservado para decorar o bolo
  2. Unte a forma de alumínio ou refratário com um pouco da mistura líquida. Em seguida, coloque a tapioca seca cobrindo todo o fundo da forma e molhe com a mistura líquida até umedecer a tapioca. Repita esse processo até a altura que desejar para o bolo
  3. Quando a tapioca estiver bem úmida, coloque na geladeira de 40 a 60 min.
  4. Desenforme o bolo e coloque um pouco de leite condensado e coco ralado por cima para decorar

Rápido e simples e não vai ao forno hora nenhuma. Achei difícil dar certo, mas deu. Pra quem não sabe o que é tapioca seca (eu não sabia, apesar de saber o que é tapioca e ter comido tapioca seca a infância inteira, nunca dei um nome diferente de tapioca a ela rsrs) vou por uma foto:

tapioca seca ( comia ela molhando no café)

Como uso açúcar demerara e não sabia se ele dissolveria na mistura líquida e não estava a fim de ver as bolotas de açúcar no bolo, troquei as colheres de açúcar por meu, não vi diferença, afinal, pus muito leite condensado que já é doce.

Como não sabia se ia funcionar, comprei um pacote pequeno de tapioca, cerca d 200/300 g eu acho, e o leite de coco usei uma garrafinha de 200 ml ao invés de 500ml. Logo substituir o leite comum pela mesma medida do leite de coco e pus menos de uma lata de leite condensado (pouco mais de meia caixa). Ficou legal, só acho que no final pegaria um pouco mais de mistura líquida que acabou, ai dei uma apertadinha com a colher na massa pra molhar melhor os cantos. Pus na geladeira e o resultado logo após desenformar é o seguinte:

já dava para comer assim, mas como a receita diz p decorar com coco ralado e leite condensado fiz isso, Pus metade só o coco e a outra metade o coco e o leite. Eu prefiro com os dois, mas quem achar que já ta muito doce pode por só o coco (ou nada para decorar).

Depois disso, é só aproveitar. Sugiro não demorar muito para consumir, pois como nada vai ao fogo, algo pode estragar (coco estraga muito fácil, mesmo guardando o bolo na geladeira não sei quantos dias dura, quem me passou a receita não me disse, se descobrir volto para contar). Bom apetite

Mulheres que correm com os lobos (parte 2)

Como se toma uma decisão dessas? sabe-se, simplesmente. La Que Sabé sabe. Peça conselhos a ela. Ela é a Mãe dos tempos. nada a surpreende. Ela já viu tudo. para a maioria das mulheres, deixar morrer não é contra sua natureza, é contra sua criação. Isso pode ser modificado. todas nós sabemos no fundo de los ovarios quando chegou a hora da vida, quando chegou a hora da morte. Podemos tentar nos enganar por vários motivos, mas sabemos.
Pela luz da caveira incandescente, nós sabemos.

Assim como o trecho que coloquei no post Significados diferentes de uma mesma frase, essa parte do livro me chamou atenção. A princípio pensei em apenas destacá-la como imagem no início de um post, mas depois resolvi falar um pouco mais dela, o que significou para mim. O trecho foi retirado do capítulo que conta o conto: A boneca no bolso: Vasalisa, a sabida. Essa história, assim como todos as outras que o livro contou até agora, eu não conhecia. Mas em muito me lembrou a história da Cinderela, apesar de não haver príncipes nem baile.

Basicamente, a mãe de Vasalisa morre logo no início da história, antes de falecer, ela lhe dá uma boneca. Seu pai, um homem bom, casa-se com uma mulher que tem duas filhas e não percebe que elas maltratam Vasalisa, a fazendo de empregada. Um dia, para se livrarem da menina, a mandam buscar fogo na floresta, com a velha Baba Yaga. Ela vai e sua boneca a guia até a casa e se submete as tarefas que Baba lhe ordena, sempre com a ajuda da sua boneca, por fim, consegue o fogo que foi buscar e ao voltar para casa, esse fogo que Yaga lhe deu, consome a madrasta e suas filhas, que morrem.

A autora então explica as fases pelas quais Vasalisa teve de passar, o que ela aprendeu, descobriu, a cada etapa superada. Explica a morte da mãe boa demais e o fortalecimento de sua natureza selvagem. E o capítulo se encerra com o trecho que selecionei.

A boneca de Vasalisa, representa nossa intuição, todas a temos, algumas a seguem, outras não. Algumas se esquecem de ouvir sua voz, mas há sempre como desenvolve-la, escutá-la. Basta se permitir. E foi sobre isso que a frase me fez refletir sobre acontecimentos que lá no fundo eu sentia e não queria admitir. Quantas vezes eu sofri, por não querer deixar algo partir, mesmo com uma parte de mim me dizendo que já era a hora. Quantas vezes me senti egoísta por querer manter alguém comigo, quando no fundo eu a via sofrendo e me senti culpada por desejar que fosse feito o melhor para ela, mesmo no fundo percebendo que naquele momento era a hora de partir e eu não queria deixar ir. Quando penso nessas horas, entendo o significado de que deixar morrer não é contra sua natureza, é contra sua criação.

Não somos criados para deixar morrer, lutamos para preservar a vida, a todo custo. A nossa vida, a de quem amamos. Com isso, por vezes nos esquecemos de que nem sempre temos o poder de decisão. Nem sempre o melhor para mim significa o melhor para o outro. E nessas horas, talvez, seja mesmo a hora de deixar partir. Por mais doloroso que seja para quem fica, talvez até para quem quem, afinal, se não sabemos deixar morrer não tenho certeza se sabemos lidar com a nossa própria morte. Talvez seja doloroso imaginar o sofrimento que causaremos. Ou será que nessa hora já estaremos num estágio em que entenderemos o sentido da natureza e estaremos preparados para completar o ciclo de vida-morte-vida? Isso eu não sei, ainda tenho muito a aprender.

E da mesma forma que temos medo de encarar a morte, também temos medo de encarar a vida, a nossa e a dos outros. Medo de não dar conta, de não conseguir. Medo de falhar, de cair, de não suportar ou não saber como agir. Medo do desconhecido, pois assim como toda morte, toda nova vida é desconhecida. Não há como saber vai ser. É um mundo novo, completo e desconhecido, que só poderá ser trilhado a cada passo. Mas, quando é a hora de dar o primeiro passo? Como saber o momento exato de iniciar? Difícil saber, talvez impossível se não acreditarmos em nós mesmos, em nossa voz interior, em nossa intuição, no nome que desejar dar a essa força que você não consegue explicar, só sente, porque todas nós sabemos no fundo de los ovarios quando chegou a hora da vida, quando chegou a hora da morte.

Por vezes, até ouvimos essa voz, sabemos que ela está ali, nos guiando, mas duvidamos dela, nos fazemos acreditar que estamos errados, porque temos medo de encarar a realidade que ouvimos dentro de nos, queremos fugir, ou mudar o que não se muda, porque aquilo nos assusta, nos apavora, mas não adianta. Como diz o provérbio chinês: às vezes encontramos nosso destino no caminho que tomamos para evitá-lo. Por mais que a gente fuja, finja que aquilo não é real, ou não tem como acontecer, no fundo da alma nossa voz sabe o que está dizendo. Podemos tentar nos enganar por vários motivos, mas sabemos.

Pela luz da caveira incandescente, nós sabemos.

Mulheres que correm com os Lobos (parte 1)

Mulheres que correm com os lobos – Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem (parte 1)

Entre minhas metas de final de ano estava:
“comprar e LER mais livros de autoconhecimento feminino – um novo sempre que acaba um antigo” acabei acrescentando “ou sempre que achar interessante algum ” após ouvir falar (na verdade ler) sobre este livro. Em minha busca por auto conhecimento, auto aceitação, auto estima ou seja lá o nome que se dê no fundo ao que esteja procurando acabei chegando a um blog que falava sobre a Mulher Selvagem, o Sagrado Feminino ( não lembro agora o blog em si, mas retorno aqui se lembrar) e nele falava sobre o livro Mulheres que correm com os Lobos, achei interessante. Pelo que entendi, falaria sobre características femininas que se assemelham a dos lobos, sobre contos de fadas, interpretando-os. Logo depois, vendo postagens que sempre chegavam a minha caixa de email e eu nunca acompanhava no site da pantys, novamente encontro referência a este livro. Coincidência? Não existem coincidências (Não sei se a frase é de alguém especificamente, mas ouvi em Kung Fu Panda, apesar de ser filme infantil, acredito que traga algum significado real).

Ainda estava lendo o Ouse Crescer, mas senti a necessidade de comprar este livro logo, não esperar o fim da leitura do anterior. Comprei e comecei a ler assim que acabei o outro. Pretendia trazer um resumo, que nem fiz com os dois anteriores, mas cheguei a conclusão que seria difícil fazer isso, é um livro denso e profundo, são mais de 500 páginas que precisam ser lidas com calma, para assimilar todo seu esplendor, talvez nem seja possível absorver tanto assim numa primeira leitura, talvez outras sejam necessárias, ele vai além do que eu havia imaginado que seria. Não é só uma história comparando mulheres e lobos, não são textos falando dos contos de fadas pra mim conhecidos contados de forma diferente, com alguma explicação. São textos intensos, não trata-se de uma linguagem rebuscada, mas ao mesmo tempo é uma linguagem carregada, de significados, de ideias. Não consigo ler muito de uma vez, preciso ler com calma, absorvendo, me alimentando das palavras, frases.

Enquanto leio, tenho uma sensação curiosa, na maioria das vezes é como se pudesse sentir uma força correndo, como um animal, ou uma pessoa livre, pelas montanhas, pela natureza, com o vento percorrendo o corpo, como ondas que minhas mãos algumas vezes chegam a desenhar pelo ar. Pode parecer loucura, ou imaginação, mas essa é a melhor maneira que encontrei de descrever a sensação. E a leitura que de início parecia bem difícil de entender, vai ficando mais familiar, como se eu fosse me adaptando a linguagem, ou ela fosse ganhando mais sentido.

Às vezes, não consigo fazer ligação da história com a minha vida, com meus pensamentos, com situações que me exemplifiquem o que ela quer dizer. Outras horas, faz sentido, faz tanto sentido que eu consigo enxergar a Aurora e a Melissa (em outro momento explico mais sobre elas) e ao mesmo tempo que as enxergo não consigo definir quem é quem. Por vezes vejo traços da censora e da mentora interior, que a Tara falava em seu livro.

Por tudo isso, por toda a complexidade e importância da leitura deste livro, não tem como eu resumir sua história sem privá-los de muito do conhecimento que pode ser adquirido ao sentir o texto inteiro.É preciso ler, apreciar, se deixar envolver, para conseguir captar a real essencia, em todos os sentidos. O que tentarei fazer é resumir para apenas dar-lhes a noção do texto, lembrando-os que a sua leitura é imprescindível. Como ainda estou lendo, e mesmo que tivesse terminado falar tudo junto seria muita coisa de uma só vez, irei compartilhando aqui aos poucos sobre os capítulos, deixando link aqui para os demais posts que for acrescentando com os resumos, a medida que for fazendo. Boa leitura.

Mulheres que correm com os Lobos (parte 2)

Livro – O manual da garota cacheada (o método Curly Girl)

O livro é escrito pela criadora das técnicas de Low e No poo. Para quem não sabe o que é isso significa, é basicamente técnicas que visam agredir menos o cabelo. Esse é um termo bem conhecido por quem passa por transição capilar, consiste em você cuidar dos cabelos usando produtos sem alguns compostos, como sulfatos, petrolatos. Apesar de ser muito usada por que garotas de cabelos cacheados e crespos, que fizera alisamentos e desejam voltar a usar seus cabelos naturais, as técnicas não se restrigem a essas pessoas. Lisas, onduladas, com ou sem química no cabelo, homens ou mulheres, todos podem cuidar dos cabelos com o Low ou o No poo.

Uma frase que consta no livro, logo na introdução e que considero de forte impacto diz:

“Alise o cabelo e talvez você seja bonita por um dia. Aprenda a amar e cuidar dos seus cachos e será feliz pelo resto da vida!”

Poderia escrever sobre a profundidade desse trecho, mas a intenção agora é falar do livro em sua composição (pelo menos nesse post) então talvez eu volte em outro momento para comentar sobre a frase acima.

A introdução do livro é rápida, fala um resumo do que aconteceu desde a primeira edição deste livro, como a criação da linha de produtos DevaCurl. O primeiro capítulo tras um pouco da história da autora e sua relação com seus cabelos ao longo dos anos, um teste (bem simples do meu ponto de vista) com 12 perguntas, se você responder a uma o mais como sim, você é uma garota cacheada. Considero que o teste é alguma atividade mais para você interagir com o livro do que um teste em si, afinal ma pergunta como: Você fica chateada (quase às lágrimas) após cada corte? Poderia ser respondida por garotas de cabelo naturalmente liso, mas enfim… A seguir há uma lista de 10 razões para ser cacheada. Ao final dos capítulos costuma vim confissões de pessoas que possuem o cabelo cacheado.

O capítulo seguinte trata da história do cabelo, fala de frizz, genética e cutícula capilar. Ao chegarmos ao terceiro capítulo aprendemos os diferentes tipos de cachos existentes, e como identifica-los. No livro você não encontra a definição de cachos como costuma aparecer em grupos de bate-papo ou vídeos na internet, que divide os cabelos em tipos 2,3,4 subdivididos em A,B,C. Para Lorraine, os cachos são do tipo

fractal ou zigzag com fator de mola 23 a 40 cm

corkscrew (saca-rola) com fator de mola 23 a 30 cm

corkicelli e cherub (querubim) com fator de mola 13 a 25 cm

botticelli com fator de mola 13 a 20 cm

ondulado com fator de mola 5 a 10 cm

ondulado em S com fator de mola 2,5 a 5 cm

Esse fator de mola é definido como a diferença entre o comprimento de um cacho quando ele está natura, e quando você o estica (você ppode medir olhando no espelho com a ajuda de uma régua). Além disso, este capítulo fala da importância da alimentação para o cabelo, e de com o quebramos ao puxá-los de debaixo da bolsa, quando ele fica preso.

Após aprender a identificar o seu cacho, vem três capítulo ensinando a cuidar deles diariamente, como lavar, condicionar, amassar e modelar, inclusive existe um passo a passo com fotos, para cada tipo de cachos ou ondulação. Passado essa etapa, um capítulo é dedicado a falar sobre alisamento, os perigos a saúde, e falando o que fazer se desejar passar pela transição capilar (abandonar o alisamento e aceitar seu cabelo natural).

O capítulo de receitas e produtos caseiros é um dos meus favoritos, ensina os tipos de produtos que devemos usar, e o que evitar, em resumo devemos evitar: lauril sulfato de sódio, lauril eter de amonio, lauril eter sulfato de sódio. E devemos procurar no condicionador:emolientes: manteiga de karité, óleos vegetais, azeite de oliva, óleo de nozes, óleo de jojoba, esteres cetílicos e germes de trigo. Umectantes: pantenol, glicerina vegetal e sorbitol. Hidratantes: aminoacidos, azeite de oliva, extrato de erva cidreira, propilenoglicol. Sugere como fazer spray de lavanda, esfoliante capilar, tônico de gengibre, dentre outros.

Sabendo o tipo de cabelo, como cuidar e o que usar, passamos para os capítulos de corte, apesar de indicar que seja realizado por um profissional, a autora dá dicas de como fazer a manutenção em casa e do que fazer ou não ao cortar o cabelo cacheado, uma listinha para levar para o salão. E pintar o cabelo, pode? Sim, se você quiser, basta escolher a tonalidade, então vem um capítulo todo dedicado ao assunto.

E não são só as mulheres que recebem atenção no livro (apesar de ser voltado para elas), crianças e homens recebem destaque em capítulos exclusivos voltados para eles. Por fim, há uma série de perguntas e respostas, além de penteados e truques para arrumar o cabelo e um capítulo voltado a que passa por quimioterapia.

Em resumo, o livro é legal, mas esperava mais. A leitura é fácil e em menos de uma manhã consegui finalizar. Para quem já é familiarizada com as técnicas (faço low poo a 2 anos), muitas coisas que estão no texto não são novidade. Mesmo assim é uma leitura boa para aprender um pouco mais sobre o tema.

Livro: Ouse Crescer – encontre sua voz e deixe sua marca no mundo

Comprei o livro sem conhecer nada sobre ele, não havia visto nenhum vídeo no youtube, nem lido nenhuma resenha, comprei porque me interessei pelo título, parecia ser interessante e eu estava pensando sobre algumas coisas, dentre elas, como se autoconhecer. Parecia ser um bom livro para ler, nessa perspectiva. Junto com esse comprei mais um livro nesse sentido, 2 p/ mim, além de a sutil arte de ligar o foda-se, que comprei porque achei que devia me importar menos com os outros, mas esse é assunto pra outro post.

Voltando a Ouse Crescer, o livro tem 239 páginas ao todo, de capa a agradecimento, o que costuma ser um livro rápido de ler (pra demorar ou era um livro muito chato, ou muito longo). Apesar disso passei mais de 6 meses para concluir. E não foi por ser chato, ao contrário, o livro é muito bom, em todo fim de capítulo há um resumo das grandes ideias. E o primeiro capítulo é com certeza meu favorito.

No 1° capítulo a autora Tara Mohr fala sobre nossa censora interior, aquela vozinha na mente que muitas vezes (a maioria, pra não dizer todas) nos puxa pra baixo, dizendo que não somos capazes de realizar algo, por exemplo. No texto, a escritora nos leva a refletir sobre quem é essa voz, porque ela diz o que nos diz, que somos fracas e não conseguiremos? Com quem essa voz se parece? Será que é influencia de algo que vivemos, alguém que conhecemos? Tara nos ensina como lidar com essa voz e sugere a criação de um diário para anotarmos diversas coisas que a censora nos diz (e muitas outras coisas que vão surgindo ao longo do livro), ao fim do capítulo, é sugerido perguntas para serem respondias, considerações para levarmos em conta ao analisar essa voz que nos acompanha e não nos ajuda a ousar crescer. Passei meses nesse capítulo e ainda sinto que devo voltar nele, pois não conheço ainda completamente minha censora, e quanto mais a conhecer, mais fraca ela será.

Logo após o capítulo da censora, vez o da mentora interior, para que saibamos que temos não só a voz de repreensão, mas também a da sabedoria. Agora a autora fala que não acredita que haja a personagem da “mentora” (do jeito que havia a censora), mas que esta seria a nossa voz livre do medo, se conseguissemos ver a vida se expressasemos o que realmente queremos. Há até um exercício de visualização giada para que possamos “enxergar” nosso eu futuro, além de mais perguntas para o diário

Somos ainda apresentadas ao medo em duas formas: pachad e yirah. O primeiro que se manifesta vindo da censora interior (seria o medo fruto da imaginação) já o segundo a autora diz ter três significados:

ligado ao sentimento quando estamos em um lugar maior que o acostumado

quando somos tomadas por uma energia maior do que a que tinhamos

e que sentimos na presença do divino

Ao longo do texto ela explica melhor cada um desses pontos e mostra como diferenciar pachad e yirah  e dicas contra o pachad

No capítulo seguinte descobrimos como o elogia e a crítica podem nos fazer bem ou mal, não nessa ordem necessariamente, a depender de como as interpretamos. Nesse capítulo, considero o ponto alto a ideia que “o feedback não fala sobre você, fala de quem lhe dá o feedback”, é uma perspectiva nova e bem interessante de ver as coisas por esse ângulo.

Superado os elogios e críticas, somos levadas a refletir nos hábitos de boa aluna, em como a escola nos molda a seguir padrões, regras, comportamentos, que nem sempre nos ajudam (muitas vezes atrapalham, isso sim), pois aprendemos a adaptar-se as figuras de autoridade, mas esquecem de nos ensinar a questioná-las, a nos autopromovermos (sem precisar prejudicar os outros).

Em seguida, podemos observar as formas como nós, mulheres, nos escondemos atrás de desculpas para não ousar crescer, nas estratégias que adotamos para adiar a mudança que queremos e devemos fazer em nós, por nós.

No capítulo em que fala do salto, Tara nos sugere formas de superar as estratégias que usamos para permanecer sem ousar crescer, modos práticos de agirmos em um curto espaço de tempo, dar o primeiro passo. Foi algo interessante, pois me identifique nessa parte, pois por anos eu queria escrever num blog e divulgar com as pessoas, mas sempre tive medo (pachad), então decidir abrir este blog e compartilhar foi o meu salto. Neste capítulo ela mostra critérios que o salto deve ter e o que não é considerado um salto na direção de ousar crescer.

Em comunicando-se com vigor, a escritora aborda modos de falar que as mulheres costumam adotar e que acabam sendo sabotadores, como usar só, apenas, talvez, quando queremos dizer algo, mas temos medo da reação da outra pessoa. Esses e outros hábitos não nos ajudam, na verdade dificultam nossa comunicação.

Aprendemos ainda no livro a ouvir nossos chamados, que de acordo com a autora “é um anseio de atender a certa necessidade ou resolver um problema”. Vemos então oito maneiras de reconhecer um chamado e quais objeções costumamos colocar quando o recebemos.

A última lição, digamos assim, trata sobre como podemos facilitar as coisas, não precisamos fazer tudo sozinhas, podemos pedir ajuda. Além disso, aprendemos a estabelecer “objetivos- satisfação” ao invés de termos “objetivos-obrigação”

Existe ainda no livro um capítulo de introdução e outro de conclusão, onde Tara conta um pouco de como o livro nasceu, e histórias de como ele foi construído, dentre outras coisas. Ao logo de todo o texto ela ainda mostra histórias de mulheres que ousaram crescer, que participaram do curso que a autora ministra, além de muitos exemplos que ajudam a entender com clareza o que ela tenta passar.

Enfim, é isso. Um ótimo livro, não tem como acabar de ler do mesmo jeito que você começou. Vale a pena pra quem está atrás de autoconhecer-se melhor e não sabe por onde começar. Boa leitura 😉

Minimalismo

Já faz um tempo que vejo algumas coisas sobre o minimalismo, primeiro conheci o minimalismo pelo canal da Luiza Ferro, e de lá o livro da Marie Kondo (a mágica da arrumação). Até comecei a descartar algumas coisas, tirei um monte de roupa, papel e outras coisas, ainda não acabei com tudo, sempre tiro mais algo, e apesar de já ter tirado muita coisa ainda há muito o que descartar. Foi então que conheci o canal consumenos da keloanne, não lembro qual vídeo estava assistindo no youtube quando nas sugestões apareceram alguns sobre minimalismo, e o dela me chamou atenção pela capa, era simples mais convidativa, chamou atenção e fui assisti, ela fala bem rápido, tipo eu, rsrs, e acabei já me inscrevendo e assisti toda a playlist sobre minimalismo e consumo consciente, e me chamou atenção porque são coisas que me interessam e eu nem sabia, tipo, o minimalismo eu já conhecia a um tempo, mas o consumo consciente relacionado ao minimalismo não tanto. Até hoje ainda estou nesse processo, algumas vezes mais, algumas vezes menos. Tem épocas que acabo levando ao pé da letra comprar o mínimo possível, outras vezes acabo gastando demais. Enfim. Uma coisa que percebi com tudo isso, é que lá no fundo eu sempre me preocupei com o consumo consciente, no sentido de me preocupar com a natureza, com reciclagem…. Não posso dizer que consigo fazer isso da melhor forma possível sempre, ou que sempre me lembro de algo quando estou comprando ou usando, mas a sementinha está lá.

Viajando de ônibus

Sempre fiz viagens de ônibus, nós últimos 12 anos então, foram inúmeras, não tem nem como contar, faculdade, trabalho, mestrado… não importava o motivo, era meu principal meio de locomoção. Algumas vezes eu ia ouvindo música, outras conversando, em várias dormindo e como é bom dormir no ônibus. Bate aquela insegurança, medo de assalto ou coisa assim, mas é um sono tão relaxante pra mim. Não me pergunte como, mas é um olho dormindo outro acordando rsrs, sempre (ou quase) que para em algum ponto pra alguém subir ou descer. Me dei conta do quanto conheço os caminhos que costumo fazer quando viajando com meu namorado dormi e acordei perguntando a ele se já tínhamos passado de certo ponto da estrada, ele falou não, mas eu estranhei, aquela vegetação, parecia ser perto de um moinho que ficava longe de onde ele disse que não tínhamos passado ainda. Não levou muito tempo e lá avistei o moinho, eu tinha razão, e ele não tinha prestado atenção a estrada. Nunca aconteceu de dormir demais e passar do ponto, sempre acordei no lugar certo, ou perto. Cada viagem é diferente, por mais que o caminho seja o mesmo, tem dias que tem som, dias que não tem, dias com música ruim, música boa, algumas vezes rolou até tv, seja filme ou musical. Você acaba ouvindo histórias pelo caminho, fica intrigado quando ouve algo e não descobre o final, vê pessoas com hábitos e costumes diferentes, é sempre uma caixinha de surpresa. Pode não ser o meio mais confortável, pode atrasar, ir cheio, quente, ou não, pode ser uma viagem tranquila, confortável e rápida, não importa. Passei quase 6 meses sem andar de ônibus e sentia falta dessa atmosfera, então, vamos aproveitar 😉